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Alegada falta de cuidados médicos em hospital de Trípoli causa morte de 80 pessoas

Alegada falta de cuidados médicos em hospital de Trípoli causa morte de 80 pessoas

Cerca de 80 pessoas morreram num hospital em Tripoli aparentemente por falta de cuidados médicos devido à disputa do controlo da unidade, localizada no bairro Abu Salim, um reduto das forças pró-Kadafi.

Segundo o relato dos repórteres da France Presse, no hospital, que durante os últimos seis dias esteve sob o controlo das forças leais a Muammar Kadafi, existiam dezenas de corpos com sinais de decomposição.

Os atiradores furtivos, leais ao regime, impediram a entrada na unidade a qualquer pessoa, feridos ou pessoal médico, afirmaram médicos.

Ao fim destes dias, os doentes começaram a morrer, um atrás do outro, por falta de cuidados, referiram as mesmas fontes.

Esta manhã de sexta-feira, uma equipa da Cruz Vermelha retirou os últimos 17 doentes sobreviventes, incluindo uma criança, do hospital.

Os sobreviventes foram transportados para outras clínicas da capital líbia e o hospital ficou totalmente abandonado.

De acordo com o testemunho dos jornalistas, nos corredores do hospital, sujos com manchas de sangue, era notório um forte odor a cadáveres em decomposição.

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A morgue do hospital estava lotada e várias dezenas de cadáveres foram encontrados nos quartos do hospital.

Um estudante de medicina, Mohammed Younes, referiu que já tinham sido retirados mais cadáveres nos últimos dias.

"É um desastre. Não existem medicamentos no hospital, nem pessoal médico. Todos fugiram com medo dos atiradores furtivos. Não tínhamos escolha, morreram centenas nos últimos dias", afirmou o estudante, com um ar bastante consternado.

O bairro de Abu Salim, localizado no sul de Tripoli e fortemente conotado com as forças pró-Kadafi, tem sido palco de violentos confrontos desde terça-feira.

Na quinta-feira, as forças rebeldes conseguiram assumir o controlo do hospital.

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