Strauss-Khan

Alegada vítima de Strauss-Khan dá conferência de imprensa quinta-feira

Alegada vítima de Strauss-Khan dá conferência de imprensa quinta-feira

Uma conversa telefónica da funcionária do hotel que acusa Dominique Strauss-Kahn de crimes sexuais um dia depois dos alegados abusos não prova que a mulher estava à procura de dinheiro quando reportou a denúncia, anunciou o seu advogado.

Nafissatou Diallo, funcionária do Sofitel que diz ter sido violada num quarto do dispendioso hotel de Nova Iorque, "tem o direito de levar o seu caso à justiça", para exigir ao antigo chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) uma compensação pelos danos causados, afirmou o advogado da vítima, Kenneth Thompson, citado pela AFP, depois de uma reunião com a sua cliente e o procurador de Manhattan.

As afirmações do advogado da queixosa vêm assim contrariar as suspeitas de que Nafissatou Diallo tivesse agido com interesses monetários.

No início de Julho, o New York Times revelou que a guineense tinha tido uma conversa telefónica, um dia depois dos alegados factos, com um amigo detido no Arizona por envolvimento num caso de droga. De acordo com o jornal, a vítima teria dito: "Este homem tem muito dinheiro. Eu sei o que faço."

Nafissatou Diallo vai fazer esta quinta-feira uma declaração pública em Nova Iorque para agradecer aos que a apoiam desde que apresentou a denúncia contra Strauss-Kahn, anunciou a United African Congress, uma organização comunitária africana.

A sua intervenção, sem direito a perguntas pelos jornalistas, terá lugar às 12 horas locais (17 horas em Lisboa), incluindo-se numa conferência de imprensa promovida pelos dirigentes da organização.

Strauss-Kahn foi detido a 14 de Maio, a bordo de um avião com destino a Paris. O antigo director-geral do FMI foi acusado de agressão sexual de uma funcionária do hotel Sofitel, em Manhatan, onde esteve alojado, declarando-se inocente de todas as acusações.