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Alemanha espera participar na reconstrução da Líbia

Alemanha espera participar na reconstrução da Líbia

O chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, afirmou, esta quarta-feira, esperar que a Alemanha desempenhe um papel fundamental na reconstrução da Líbia, após a queda do regime do coronel Muammar Kadafi.

"A Líbia precisa agora de ser reconstruida, de ter uma estabilidade durável. A Alemanha tem experiência e competências específicas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, em declarações ao jornal "Passauer Neue Presse".

"Vamos apoiar a Líbia fornecendo apoio material e conselhos, se o país assim o desejar", referiu, admitindo ao jornal, de forma indirecta, que a reconstrução económica será decisiva para o futuro da democracia na Líbia.

Apesar de ter anunciado em Julho passado que iria emprestar aos rebeldes líbios 100 milhões de euros para ajudar na reconstrução do país, assim como na assistência humanitária, a Alemanha foi alvo de inúmeras críticas durante o conflito líbio.

Em Março, a Alemanha absteve-se durante a votação da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou a realização de ataques aéreos contra o território líbio, bem como recusou qualquer participação na missão internacional liderada pela NATO.

Foi o único Estado-membro da União Europeia (UE) e da Aliança Atlântica que assumiu tal posição, provocando na altura duras críticas de vários países aliados.

Na terça-feira, o jornal alemão "Dier Spiegel" afirmava que o anunciado sucesso da ofensiva rebelde líbia estava a ser um constrangimento para a Alemanha e que a credibilidade do Governo de Berlim estaria de alguma forma abalada.

De acordo com especialistas, citados pelo jornal germânico, a Alemanha terá agora de estar profundamente envolvida na reconstrução do país, de forma a emendar as anteriores posições.

Os rebeldes líbios divulgaram, na terça-feira, que controlam cerca de 80% da capital líbia, Tripoli, após uma ofensiva iniciada no fim-de-semana.