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Alemanha não vai encerrar fronteira com a Polónia

Alemanha não vai encerrar fronteira com a Polónia

A Alemanha exclui o encerramento da sua fronteira com a Polónia devido ao crescente número de migrantes que chegam a partir da Bielorrússia, disse esta quarta-feira o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer.

"O encerramento da fronteira (...) não é desejado por ninguém e seria muito questionável do ponto de vista jurídico e político no momento", declarou o ministro alemão numa conferência de imprensa.

A Polónia já tomou "medidas muito fortes contra a migração", afirmou.

O Governo alemão realizou esta quarta-feira uma reunião de gabinete sobre o fluxo de migrantes a partir da Bielorrússia para as fronteiras de vários países do leste europeu, incluindo a Polónia.

Um importante sindicato da polícia alemão soou o alarme na segunda-feira, pedindo ao Governo que reforce os controlos na fronteira leste.

De acordo com dados do Governo da Alemanha, cerca de 4 500 pessoas cruzaram a fronteira entre a Polónia e a Alemanha ilegalmente desde agosto.

A União Europeia (UE) acusa o Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, de fazer chegar esses migrantes do Médio Oriente e da África a Minsk e, em seguida, empurrá-los para além das fronteiras em resposta a sanções económicas e individuais adotadas pela UE contra o seu país.

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"Esta é uma forma híbrida de ameaça, em que os migrantes são usados como arma política", disse o ministro alemão, sublinhando que "a solução para este problema está em Moscovo", principal apoiante do regime de Lukashenko.

Seehofer refutou hoje qualquer paralelo com a crise migratória de 2015/2016, garantindo que a situação "não é de forma alguma comparável" a este período, quando a Alemanha recebeu mais de um milhão de refugiados - principalmente do Iraque e da Síria.

A chegada de migrantes que cruzaram ilegalmente a fronteira oriental da UE com a Bielorrússia surpreendeu os Estados Bálticos e a Polónia.

A Alemanha propôs na terça-feira, em Varsóvia, o fortalecimento de patrulhas conjuntas na fronteira entre os dois países.

A Polónia, que planeia construir um muro na fronteira, por sua vez deslocou 6.000 soldados ao longo da fronteira com a Bielorrússia e impôs um estado de emergência na área onde os migrantes são presos entre os guardas de fronteira da Bielorrússia e as agências polacas que os recebe.

Pelo menos sete pessoas perderam a vida na fronteira entre a União Europeia e a Bielorrússia desde o início do afluxo migratório observado desde o verão, de acordo com autoridades polacas, lituanas e bielorrussas.

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