Rússia

Alexei Navalny prevê "enorme tragédia" com mobilização parcial

Alexei Navalny prevê "enorme tragédia" com mobilização parcial

O opositor russo Alexei Navalny antevê uma "enorme tragédia" com a mobilização parcial dos cidadãos anunciada, esta quarta-feira, pelo presidente Vladimir Putin.

"Tudo isso levará a uma enorme tragédia e a uma enorme quantidade de mortes", declarou o principal opositor de Vladimir Putin, que atualmente se encontra preso, durante uma audiência de um dos vários processos que enfrenta na Rússia, num vídeo divulgado pelos meios de comunicação russos.

"É claro que a guerra criminosa que atualmente ocorre só se agrava e aumenta, e Putin tenta envolver o maior número possível de pessoas", lamentou Navalny, empregando uma palavra proibida pelo Kremlin [guerra], que classifica a invasão da Ucrânia como uma "operação militar especial".

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Segundo Navalny, ao mobilizar 300 mil reservistas para fortalecer as tropas de Moscovo na Ucrânia, Vladimir Putin pretende "manchar as mãos [de sangue] de centenas de milhares de pessoas".

"Tudo é feito para que um único homem mantenha o seu poder (...) e o prolongue", lamentou o opositor, preso desde janeiro de 2021.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou uma "mobilização parcial" dos cidadãos do país, quando a guerra na Ucrânia está quase a chegar ao sétimo mês do conflito.

A medida, que entra já em vigor, é justificada com a necessidade de defender a soberania e a integridade territorial do país.

A Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, está pronta a utilizar "todos os meios" ao seu dispor para "se proteger", declarou Putin, que acusou o Ocidente de procurar destruir o país.

O anúncio de "mobilização parcial" dos russos em idade de combater abre caminho para uma escalada no conflito na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,2 milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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