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Almoço com 174 pessoas terá causado surto de covid na UCI do Hospital de Málaga

Almoço com 174 pessoas terá causado surto de covid na UCI do Hospital de Málaga

Pelo menos 68 profissionais de saúde da Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Regional de Málaga estão infetados com covid-19. O surto, confirmado por fontes do Ministério Regional da Saúde espanhol, pode ter tido origem num almoço de Natal que reuniu 174 pessoas daquele departamento do hospital.

De acordo com informações recolhidas pelo jornal "ABC", o almoço aconteceu num restaurante do distrito de Teatinos, um local onde não havia ventilação adequada para acomodar tantas pessoas.

No entanto, ainda não foi comprovada a ligação deste surto com o momento festivo, isto porque o relatório de Saúde Pública não é conclusivo a este respeito e também porque os profissionais presentes foram submetidos a um teste antigénio antes da reunião e testaram negativo no momento.

Até domingo, o número de pessoas infetadas era de 22, mas nesta segunda-feira o número de infeções subiu para 68. Assintomáticos, os profissionais de saúde estão confinados, de acordo com o protocolo, enquanto aguardam o resultado de um novo teste PCR para ver se ainda são positivos. Todos os profissionais infetados têm o esquema vacinal completo e não apresentam quaisquer sintomas da doença.

Até agora ainda não foi reportado qualquer contágio fora da UCI do hospital associado a este surto.

Ao jornal "ABC", o Hospital Regional garantiu que não vai ser necessário reforçar o pessoal, no entanto vários sindicatos consultados pelo meio de comunicação espanhol dizem que este volume de infeções é significativo e pode colocar em causa o serviço daquela unidade hospitalar.

O Hospital Regional de Málaga foi um dos que mais sofreu com o impacto da pandemia durante os momentos mais difíceis do vírus, especialmente na primeira vaga e na que ocorreu com a variante britânica, depois do Natal do ano passado.

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Um "caso isolado"

A Central Sindical Independente e dos Funcionários (CSIF, sigla em espanhol) pediu para "não crucificar" os profissionais de saúde após este surto. Os representantes sindicais especificaram que nesta época acontecem "congressos, feiras, eventos e celebrações, e há também um maior movimento de pessoas, natural desta altura do ano".

"Não violaram quaisquer regras, nem saltaram qualquer tipo de restrição e ainda seguiram as recomendações estabelecidas neste momento", declararam ao "ABC".

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