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Amanda Knox e ex-namorado voltam a ser condenados pela morte de uma jovem

Amanda Knox e ex-namorado voltam a ser condenados pela morte de uma jovem

Um tribunal de Florença, em Itália, condenou, esta quinta-feira, a norte-americana Amanda Knox e o ex-namorado Raffaele Sollecito, a 28 anos e meio e 25 anos de prisão, respetivamente, pelo assassinato da estudante britânica Meredith Kercher. Já tinham sido condenados e depois absolvidos.

Meredith Kercher foi morta, em 2007, alegadamente por ter recusado participar numa orgia de sexo e drogas. Amanda Knox e Raffaele Sollecito foram condenados, em 2009, a 26 e 25 anos de prisão, pela violação e assassínio de Kercher.

Recorreram da sentença e, em 2011, foram ilibados por um tribunal de júri. Os familiares da estudante britânica e o Ministério Público de Perugia recorreram da absolvição de Knox e do ex-namorado, sustentando que o tribunal não considerou 70% das provas.

O Supremo Tribunal italiano anulou a sentença e ordenou a repetição do julgamento, que agora se conclui, com a condenação da jovem norte-americana a 28 anos e seis meses de prisão e 25 anos de prisão para o ex-namorado. Os dois arguidos podem ainda recorrer para o Supremo.

Meredith tinha 21 anos e, segundo os técnicos forenses, foi apunhalada 43 vezes.

O veredicto de outubro de 2011 foi lido num ambiente de grande tensão mediática e política, que levou até a secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton, a interessar-se pelo caso.

Amanda Knox era companheira de casa de Meredith Kercher e não voltou a Itália desde que foi anulada a primeira sentença. Rudy Guede, um amigo comum que os acompanhou na noite do crime, foi condenado, num processo separado, a 16 anos de cadeia.

Knox, atualmente com 26 anos e a viver em Seattle, escreveu cinco páginas para justificar a recusa em voltar a Itália, que enviou para o tribunal. "Não violei, não roubei, não planeei, não instiguei e não matei Meredith. Não estou presente no tribunal porque tenho medo de que e veemência da acusação os impressione, que o fumo entre nos seus olhos e os cegue".

A condenação pode agora precipitar um incidente diplomático com os EUA, no caso da justiça italiana pedir a extradição de Knox .

Sollecito, de 29 anos, continua em Itália e disse, em Novembro, "não fazer sentido" que esteja a ser processado por "uma atrocidade como essa". Aguardou em casa o veredicto, segundo a agência France Presse.

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