Comércio electrónico

Amazon comprou aviões a baixo preço e já é uma companhia aérea

Amazon comprou aviões a baixo preço e já é uma companhia aérea

A Amazon, gigante do comércio eletrónico, comprou a sua primeira frota de aviões para expandir a sua crescente rede de transporte aéreo de mercadorias.

Com o mercado das companhias aéreas em crise devido às restrições provocadas pela pandemia, os preços dos aviões também caíram no último ano. Foi neste contexto, que a Amazon anunciou, nos últimos dias, a compra de 11 aviões Boeing 767-300 de passageiros e usados à Delta e à WestJet.

Os aviões adquiridos servirão para "apoiar a crescente base de clientes da Amazon", diz a companhia. A primeira operação aérea da Amazon Air, antes denominada Prime Air, foi lançada em 2016, mas até aqui os aviões usados eram alugados.

"Ter uma combinação de aviões arrendados e próprios na nossa crescente frota permite-nos gerir melhor as nossas operações, o que por sua vez nos ajuda a manter o ritmo no cumprimento dos compromissos com os nossos clientes", disse Sarah Rhoads, vice-presidente da Amazon Global Air.

Ao comprar os seus próprios aviões, a Amazon poderá tornar-se num concorrente de confiança no mercado da logística.

"É relevante que a Amazon tenha comprado o avião, em vez de o alugar a transportadoras, já que isso deve proporcionar custos de vida útil mais baixos, maior controlo da velocidade, da segurança e da qualidade do serviço e acelerar o seu objetivo de consolidar a marca como um verdadeiro agente no competitivo mundo do frete aéreo", diz Michelle Mooney, repórter da "Logistics Manager", citado pela "BBC".

Para Gonzalo de la Mata, da consultora especializada Molzi, o patrão da Amazon, Jeff Bezos, considerado o homem mais rico do mundo, está "a usar a logística como uma arma secreta", disse à "BBC".

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Desde 2015, que a Amazon constrói a sua própria rede global de logística com as suas próprias carrinhas, os seus próprios camiões e aviões, em vez de gastar mais dinheiro a recorrer ao serviço de terceiros.

"Agora, a plataforma poderá transformar-se num transportador de cadeia maior do que a FedEx ou a UPS, em apenas alguns anos, com potencial para ser lançada como uma operadora independente nos EUA e depois talvez globalmente", diz.

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