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Ameaça nuclear em Zaporíjia suscita êxodo de civis

Ameaça nuclear em Zaporíjia suscita êxodo de civis

Na área de Enerhodar, junto à central, que contava com cinquenta mil habitantes antes da guerra, famílias fogem de um cenário de desastre iminente

Os bombardeamentos dos últimos dias em torno da central nuclear de Zaporíjia, no Sul da Ucrânia, têm desencadeado o êxodo massivo de residentes na área de Enerhodar, onde filas compactas de veículos se formavam ontem, com famílias que carregavam o possível de uma vida deixada para trás. Movimento contínuo de fuga que ali se verifica há semanas, mediante a ameaça constante de desastre nuclear.

Um bombardeamento próximo do complexo da central matou ontem um funcionário da infraestrutura, que se encontrava em casa, anunciaram as autoridades ucranianas.

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A Energoatom, empresa que supervisiona as centrais nucleares no país, referiu, citada pelo "The New York Times", que as forças russas direcionaram pelo menos seis bombas contra a cidade de Enerhodar, sob ocupação russa, onde se concentra grande parte dos trabalhadores da central nuclear.

Uma declaração da Energoatom, publicada no Telegram, referia que, além da morte do funcionário Marko Maksym Petrovych, dois outros trabalhadores ficaram feridos no ataque.

Na habitual troca de acusações entre Kiev e Moscovo sobre a intervenção militar na vulnerável área de Zaporíjia, a Ucrânia alega que são os russos quem está a atirar sobre civis nas áreas residenciais próximas da central, sugerindo que a intenção é desacreditar o exército ucraniano.

Numa altura em que Estados Unidos e União Europeia insistem na desmilitarização da área que envolve a central, o presidente Volodymyr Zelensky alegou que a Rússia tem vindo a recorrer a "chantagem nuclear" para retardar uma contraofensiva ucraniana contra a cidade ocupada de Kherson, onde as defesas militares convencionais russas, observa o "The New York Times", parecem cada vez mais instáveis.

Engenheiros mantêm-se

Desde que as forças russas capturaram a central nuclear, no início da ofensiva, o exército de Moscovo controla as instalações, mas são os engenheiros ucranianos que continuam a operar a central.

Funcionários que têm vindo a enviar as famílias para fora da área residencial de Enerhodar, construída para os funcionários da central no período soviético, e que, segundo o mesmo jornal, acolhia, antes da invasão russa, uma população de cinquenta mil habitantes.

Kiev acusa Moscovo de ter iniciado em julho ataques de artilharia contra cidades do outro lado do rio Dnipro a partir da central, à medida que a contraofensiva ucraniana no Sul aumentava.

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