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Ameaças de morte aumentam na França com greve contra reforma das pensões

Ameaças de morte aumentam na França com greve contra reforma das pensões

Pelo menos dois ministros do governo francês receberam ameaças de morte a exigir a retirada do projeto de reforma das pensões, enquanto um sindicalista denunciou também ter sido vítima de ameaças.

Bruno Le Maire, ministro da Economia e das Finanças, e Gérald Darmanin, ministro das Contas Públicas, receberam balas de pistola numa ameaça de morte enviada por correio e outras ameaças, que estão a ser investigadas pela polícia judiciária francesa, segundo o Ministério Público de Paris.

Estas ameaças têm vindo a crescer desde o início da greve, em dezembro, e o principal objetivo é a retirada do projeto de reforma das pensões em França.

"Ou convences Macron que já chega, que ele retire esta reforma, ou vamos massacrar-vos", pode ler-se na missiva, segundo a agência AFP e outros meios de comunicação franceses.

Na semana passada, Laurent Berger, líder da CFDT - maior sindicato em França e que continua a negociar com o Governo sobre esta reforma -, disse na televisão não aguentar mais a pressão das ameaças constantes.

"Neste momento, as nossas sedes são vandalizadas, recebemos acusações extremamente degradantes que me visam a mim e aos outros militantes da CFDT, já para não falar de insultos homofóbicos. Não suporto mais", disse o líder sindicalista em declarações à Franceinfo.

Laurent Berger preferiu não detalhar as ameaças que lhe têm sido feitas, mas a invasão violenta das sedes da CFDT tem sido uma constante. Em Paris, na última sexta-feira, a sede foi invadida por manifestantes de outras forças sindicais, criando uma situação tensa entre os trabalhadores da CFDT e as pessoas que protestavam.

Milhares de pessoas têm vindo a manifestar-se desde o início de dezembro em protestos e greves contra a revisão do sistema de pensões proposta pelo Governo.

A reforma proposta pelo Governo visa alinhar França com a maioria dos países, estabelecendo um sistema "universal" de pensões.

Para tal, o executivo propõe-se a uniformizar os 42 sistemas de pensões diferentes que existem em França e aplicar um sistema de cálculo (por pontos).

Outra das intenções do executivo, era o aumento da idade de reforma dos 62 para os 64 anos.

Novas manifestações estão convocadas para a próxima semana, nomeadamente para sexta-feira, dia em que o projeto-lei sobre a reforma das pensões é analisado em Conselho de Ministros.

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