Covid-19

América Latina ultrapassa 10 mil casos de Covid-19 e regista 182 mortos

América Latina ultrapassa 10 mil casos de Covid-19 e regista 182 mortos

A América Latina registava hoje 10.435 casos declarados da Covid-19 e 182 mortos de acordo com os últimos números oficiais fornecidos pelos governos e a Organização Mundial da Saúde (OMS), indica um balanço da agência noticiosa AFP.

Os países mais atingidos nesta região pela pandemia do novo coronavírus são o Brasil (2.915 casos, incluindo 77 mortos), Equador (1.403 casos, 34 mortos) e o Chile (1.610 casos, quatro mortos). O primeiro caso na América Latina foi registado no Brasil, um país com 210 milhões de habitantes e onde as autoridades sanitárias preveem uma explosão de casos de contaminação a partir de abril.

Nas últimas semanas, os países da região reforçaram as restrições para tentar conter a progressão da pandemia e que fez aumentar os receios sobre a capacidade dos sistemas de saúde em enfrentarem o choque face à progressão do vírus.

Foram decretas medidas de confinamento na Venezuela, Argentina, Colômbia, Bolívia, El Salvador e Panamá. As Honduras, Peru, Equador e Guatemala impuseram o recolher obrigatório, que pode ser ampliado.

As fronteiras estão encerradas na quase totalidade da região.

Diversos governos também anunciaram medidas de apoio económico, atendendo à elevada taxa de pobreza e às fortes desigualdades sociais na maioria destes países.

No Peru, Honduras, El Salvador e Equador, foram disponibilizados alimentos e alojamentos para as famílias mais carenciadas.

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Na Argentina, que atravessa uma profunda crise económica há cerca de dois anos, as famílias pobres, reformados e desempregados vão receber ajudas suplementares. O Governo também disponibilizou 5,3 mil milhões de dólares (4,8 mil milhões de euros) em apoio às pequenas e médias empresas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 112.200 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 292 mil infetados e quase 16 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até quinta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.858, entre 64.059 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são desde quinta-feira o que tem maior número de infetados (mais de 85 mil).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.340 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.292 mortes. A China anunciou quinta-feira 55 novos casos, quase todos oriundos do exterior, e mais cinco mortes, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.

Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.378 mortes reportadas (32.332 casos), a França, com 1.696 mortes (29.155 casos), e os Estados Unidos, com 1.178 mortes.

O número de mortes em África subiu hoje para 85, com os casos acumulados a ultrapassarem os 3.200 em 46 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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