Ucrânia

Amnistia alerta para vaga de ataques a jornalistas e ativistas na Crimeia

Amnistia alerta para vaga de ataques a jornalistas e ativistas na Crimeia

A Amnistia Internacional pediu esta sexta-feira à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa que envie observadores à Ucrânia para travar uma "vaga de ataques" a jornalistas e ativistas na Crimeia.

"Tentar vigiar a situação dos Direitos Humanos na Crimeia tornou-se numa tarefa quase impossível. Os presumíveis grupos de autodefesa estão a perseguir os manifestantes pro-ucranianos, jornalistas e observadores dos direitos humanos com completa impunidade", alertou hoje, em comunicado, o direito da Amnistia Internacional na Europa e Ásia Central, John Dalhuisen.

Os representantes da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) tiveram de suspender a sua visita à Crimeia na quinta-feira devido a "problemas de segurança", enquanto outros membros dessa organização não conseguiram sequer entrar na península porque foram impedidos por um grupo de militares não identificados, lamentou a Amnistia.

"A OSCE deve estabelecer rapidamente uma missão de observação e aceder sem impedimentos a qualquer parte da Ucrânia, incluindo a Crimeia, que continua no fio da navalha e onde as tensões se mantêm elevadas", afirmou Dalhuisen, acrescentando que a Rússia deve saudar esta iniciativa e não a bloquear.

A Amnistia afirmou que os manifestantes pacíficos que querem mostrar o seu apoio à unidade na Ucrânia e a sua oposição à intervenção militar da Rússia na Crimeia estão a enfrentar a intimidação dos ativistas pró-russos.

Segundo a organização, a polícia está muitas vezes ausente, há poucos efetivos e os que existem não intervêm quando os jornalistas manifestam estarem a ser atacados.

O Parlamento da Crimeia, república autónoma da Ucrânia com população maioritariamente russa, aprovou na quinta-feira a reunificação com a Rússia - a quem a península pertenceu até 1954 - e convocou um referendo para 16 de março para validar essa decisão.

As autoridades locais da Crimeia não reconhecem o novo governo de Kiev e defendem o regresso ao poder de Ianukovich, destituído em fevereiro e atualmente refugiado na Rússia.

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