Pandemia

Amnistia denuncia ausência de justiça após morte de 35 mil idosos em lares em Espanha

Amnistia denuncia ausência de justiça após morte de 35 mil idosos em lares em Espanha

Quase três anos após o início da pandemia de covid-19, a Amnistia Internacional (AI) denunciou o abandono e a ausência de justiça depois da morte de cerca de 35 mil idosos em lares ou estruturas residenciais em Espanha.

O único passo positivo deste gabinete foi garantir que as famílias fossem ouvidas em investigações ainda em aberto, embora defenda que devem ser incluídos casos arquivados.

Também referiu alguns avanços nas procuradorias regionais, como Mataró (Barcelona) que apresentaram uma queixa em abril de 2022 por homicídio imprudente, ferimentos e abusos contra o responsável de uma residencial para idosos.

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O relatório lamenta obstáculos das autoridades regionais a esclarecer os factos e indica que somente no Parlamento da Catalunha um grupo de trabalho está ativo para analisar o que aconteceu e discutir um novo modelo residencial.

Depois de ser alcançado um acordo para um novo modelo residencial, a AI realçou que é responsabilidade dos governos autónomos para implementá-lo, garantindo que os direitos humanos dos residentes sejam respeitados e garantindo uma provisão adequada de recursos económicos e humanos.

"As autoridades pretendem virar a página do que aconteceu, sem levar em consideração que a verdade, a memória, a justiça e o reparo são essenciais para que algo semelhante não aconteça novamente e os direitos humanos sejam garantidos", concluiu Beltrán.

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