87.º dia de conflito

Costa viu a "brutalidade" da guerra e deu a mão a Zelensky

Maria Campos

Costa visitou a Ucrânia|

 foto EPA

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No 87.º dia de guerra, o primeiro-ministro português, António Costa, visitou a Ucrânia e anunciou um apoio de 250 milhões de euros. Os ataques continuam, especialmente em Severodonetsk, na região de Lugansk. Fora da Ucrânia, a intenção da Finlândia e da Suécia de aderir à NATO continua a causar tensão na Turquia. Os pontos-chave deste sábado:

- O dia ficou marcado pela visita do primeiro-ministro português, António Costa, à Ucrânia. Costa chegou à Estação Central de Kiev, às 10.35 horas (8.35 horas em Portugal), e foi visitar Irpin, nas proximidades de Kiev. "É absolutamente devastador, é muito duro de ver. A brutalidade que aconteceu sobre as populações civis", disse. Leia mais aqui.

- O primeiro-ministro regressou, depois, à capital ucraniana onde se encontrou com o presidente Volodymyr Zelensky. Numa conferência de imprensa conjunta, Costa manifestou a disponibilidade de Portugal para participar num programa de reconstrução de escolas e jardins de infância da Ucrânia ou patrocinar a reconstrução de uma zona territorial a indicar pelas autoridades ucranianas. Além disso, disse que Portugal vai dar apoio técnico à Ucrânia para o seu processo de adesão à União Europeia e salientou que a opção europeia de Kiev deve ser acolhida "de braços abertos". Leia mais aqui.

- António Costa reuniu ainda com o primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmygal, no edifício do Governo. No final da reunião à porta fechada, Costa assinou um acordo para a concessão de um apoio financeiro de 250 milhões de euros à Ucrânia. Mais tarde, encontrou-se com o presidente do Parlamento ucraniano, Dmytro Razumkov, na Verkhovna Rada.

- Zelensky convidou o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para realizar uma visita à Ucrânia em data ainda a acertar. Em resposta aos jornalistas, em Dilí, Marcelo admitiu a possibilidade de ir a Kiev se e quando o Governo entender adequado, realçando que o presidente do parlamento já tinha sido convidado. Leia aqui.

- Costa condecorou, em Kiev, em nome do presidente da República, um funcionário ucraniano da embaixada portuguesa que se distinguiu nas operações de repatriamento de cidadãos nacionais e luso-ucranianos nos primeiros dias de guerra.

- Zelensky considerou que só a diplomacia conseguirá pôr fim à guerra na Ucrânia, numa altura em que as negociações entre Moscovo e Kiev estão num impasse. "O fim [do conflito] será diplomático", declarou Zelensky, numa entrevista a um canal de televisão local. De acordo com o chefe de Estado ucraniano, a guerra "será sangrenta, continuarão os combates, mas só acabará definitivamente pela via diplomática"

- As forças militares russas anunciaram ter destruído um "grande carregamento" de armas e equipamento militar fornecido pelos Estados Unidos e países europeus à Ucrânia.

- O governador da região de Lugansk, Serhiy Haidai, disse que a Rússia está a tentar destruir a cidade de Severodonetsk, com combates a ocorrer nos arredores da cidade. "O bombardeamento continua de manhã à noite e também durante a noite", disse Haidai.

- O presidente dos EUA, Joe Biden, assinou um decreto para apoiar a Ucrânia com mais de 40 mil milhões de dólares (37,8 mil milhões de euros) em assistência para fazer face à invasão da Rússia.

- A comissária dos Direitos Humanos, Lyudmila Denisova, denunciou a deportação forçada e planeada de cidadãos ucranianos pela Rússia, que totaliza 1 377 925 pessoas, incluindo 232 480 crianças.

- Moscovo publicou uma lista de mais de 900 americanos que foram proibidos indefinidamente de entrar na Rússia. Estão incluídos o presidente Joe Biden, bem como o secretário de Estado Antony Blinken, o diretor da CIA William Burns e centenas de membros do Congresso.

- A empresa russa Gazprom anunciou a suspensão do fornecimento de gás à Finlândia, justificando-a com a recusa de Helsinquia em pagar em rublos. A Gazprom alega que não recebeu pagamentos em rublos da companhia energética pública finlandesa Gasum até à data limite de 20 de maio e "parou completamente os seus fornecimentos de gás", afirmou o gigante de gás russo em comunicado. Leia aqui.

- O presidente finlandês, Sauli Niinisto, disse que teve uma conversa "aberta e direta" com o presidente turco Tayyip Erdogan sobre discutir a candidatura do país à NATO.

- Erdogan voltou a pedir à Suécia que "ponha fim ao seu apoio político e financeiro e entrega de armas a organizações terroristas", mantendo a sua oposição à entrada na Nato.

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