Nova Deli

Criminoso indiano morto a tiro no tribunal por rivais vestidos de advogados

JN

Jitendra Gogi, 30 anos, era um conhecido criminoso na Índia

Foto Youtube

Jitendra Gogi, um conhecido criminoso na Índia, foi assassinado a tiro em pleno tribunal por dois rivais disfarçados de advogados, quando entrava na sala para ser julgado por crimes de homicídio e extorsão, esta sexta-feira, em Nova Deli. Os atacantes também foram abatidos pela Polícia.

Foi quando Jitendra Maan, também conhecido como "Gogi", de 30 anos, anteriormente um dos homens mais procurados de Nova Deli, entrou na sala de tribunal que o tiroteio começou. À sua espera estavam dois homens que se faziam passar por advogados, com a intenção de assassinar o criminoso, que faria parte de um gangue rival.

Os atacantes dispararam sobre Gogi e mataram-no. Logo a seguir, os agentes da Polícia no local abateram os agressores.

Gogi comandava o famoso gangue "Jitendra Gogi", que foi acusado em dezenas de casos, incluindo assassinato, sequestro, extorsão e grilagem de terras. Durante anos, o grupo criminoso envolveu-se numa rivalidade com outro grupo, a "Gangue Tillu", o que levou a uma série de tiroteios mortais.

O comissário da Polícia de Nova Deli, Rakesh Asthana, citado pelo jornal "The Guardian", disse que os agentes que escoltavam Gogi agiram rapidamente e mataram os agressores. Imagens de vídeo no prédio mostram polícias do lado de fora da sala do tribunal a preparar-se para responder quando se ouvem os tiros. Além dos três mortos, um advogado ficou ferido.

A segurança no tribunal, incluindo se os detectores de metal estavam a funcionar corretamente, está sob investigação, disse Asthana.

O incidente levantou sérias preocupações sobre as medidas de segurança em vigor nos tribunais de Deli, com muitas pessoas a questionar como é que os homens foram capazes de entrar no tribunal com armas.

Com a maioria dos processos a decorrer por via virtual por causa de restrições da pandemia, muito poucas pessoas estavam presentes na sala de tribunal no momento do tiroteio, relatou o advogado Satyanarayan Sharma, que estava no local devido a um outro caso. Sharma criticou o lapso de segurança e exigiu uma investigação completa.

Gogi foi detido em março de 2020, depois de escapar da custódia e fugir da polícia durante quatro anos. A comunicação social indiana revelou que Gogi foi implicado em vários assassinatos de alto perfil, incluindo o homicídio de Harshita Dahiya, uma cantora popular no estado de Haryana, em 2017. Gogi foi acusado de assassinar Dahiya a pedido do cunhado da cantora, que conheceu na cadeia. Em troca, o cunhado terá concordado em ajudar Gogi a matar um dos seus rivais.