91.º dia de guerra

Lugansk "como Mariupol" e as críticas de Zelensky a um Ocidente pouco unido

Mariana Albuquerque

Foto Yasuyoshi Chiba / Afp

Ao 91.º dia de conflito, o governador de Lugansk, Serhiy Haidai, lamentou que a situação na região esteja a ficar tão crítica como a de Mariupol. O chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou a falta de unidade do Ocidente, mais de três meses depois do início da invasão.

- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia está a utilizar tudo à sua disposição na batalha por Liman, Popasna, Sievierodonetsk e Slaviansk, na região leste do Donbass.

- O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, disse que a situação "está à beira de ser crítica" e que a região do leste da Ucrânia "é agora como Mariupol", cidade deixada em ruínas por ataques russos.

- O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, próximo do presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na terça-feira que não se juntaria ao conselho de supervisão da empresa de gás russa Gazprom. "Renunciei a uma nomeação para o conselho de supervisão da Gazprom há muito tempo. Também informei a empresa", garantiu o antigo governante numa curta mensagem no LinkedIn.

- O Governo britânico aprovou a venda a um consórcio liderado pelo bilionário norte-americano Todd Boehly do clube inglês de futebol Chelsea, ainda detido pelo russo Roman Abramovich, alvo de sanções ligadas à invasão da Ucrânia.

- Volodymyr Zelensky denunciou esta quarta-feira a falta de unidade entre os países ocidentais quanto à guerra na Ucrânia, mais de três meses após o início da invasão russa. "A minha pergunta é: existe unidade, na prática (no Ocidente)? Não me parece", lamentou, durante um discurso por videoconferência no fórum económico de Davos, na Suíça, em que sublinhou precisar "do apoio de uma Europa unida".

- O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da Rússia exigiu o levantamento das sanções impostas a Moscovo como condição para se evitar a crise alimentar mundial.

- A Rússia só considera uma troca de prisioneiros com a Ucrânia depois de os soldados ucranianos terem sido julgados, afirmou o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Andrei Rudenko. "Consideraremos tudo isto depois de aqueles que se renderam serem julgados, depois de um veredicto ser alcançado. Só depois podem ser dados outros passos. Antes disso, falar em trocas é prematuro", disse, citado pela agência oficial russa TASS.

- O parlamento russo aboliu, esta quarta-feira, a lei que limita a idade para o alistamento militar, numa altura em que se prolonga a ofensiva da Rússia em território da Ucrânia.

- A ONU confirmou hoje que pelo menos 3974 civis morreram e 4654 ficaram feridos em três meses de guerra na Ucrânia, sublinhando que os números reais poderão ser muito superiores.

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