Julgamento

Mulher de narcotraficante "El Chapo" condenada a três anos de prisão

Ema Coronel Aispuro, mãe de duas gémeas da relação com Joaquín Guzmán, foi presa em fevereiro passado

Foto Afp

A mulher do traficante de droga mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán, Ema Coronel Aispuro, foi condenada, esta terça-feira, a três anos de prisão por um tribunal norte-americano em Washington, após admitir, em junho, ter colaborado com o marido. Ema Coronel Aispuro declarou-se culpada de três crimes.

Além dos 36 meses de prisão (dos quais os que cumpriu desde a sua detenção em fevereiro serão reduzidos), Ema Coronel Aispuro foi condenada a quatro anos de residência supervisionada e a pagar uma multa de 300 dólares (cerca de 265 euros), em vez dos 1,5 milhões de dólares (1,32 milhões de euros) propostos pelo Ministério Público.

O Ministério Público também sugeriu ao juiz que fosse condenada a quatro anos de prisão e a cinco anos de liberdade condicional.

Ema Coronel Aispuro, de 31 anos, foi considerada culpada de conspiração para traficar cocaína, metanfetamina, heroína e marijuana. A mulher ouviu a sua sentença depois de pedir desculpa e garantir que se sente "envergonhada" pelas suas ações, pedindo ao juiz que não fosse severo ao sentenciá-la ."Sei que pode ser difícil para si ignorar que sou a esposa de Guzmán e você pode sentir-se na obrigação de ser mais duro, mas imploro que não o faça", disse Ema Coronel Aispuro.

Ao reconhecer a culpa em junho num acordo com o governo dos EUA, a mulher evitou o julgamento e uma sentença que poderia chegar a 10 anos de prisão. A mexicana também garantiu ao juiz que está a "sofrer" com os estragos que o caso provocou à sua família e pediu-lhe que a deixasse ficar com as suas filhas "que já estão a crescer sem um dos pais", referindo-se à sentença de prisão perpétua imposta a "El Chapo", líder do cartel de Sinaloa. "Peço que não cresçam sem a sua mãe", atentou Ema Coronel Aispuro.

Ema Coronel Aispuro, mãe de duas gémeas da relação com Joaquín Guzmán, foi presa em fevereiro passado no aeroporto de Dulles, no estado norte-americano da Virgínia, e desde então está detida sem fiança. Ao proferir a sentença, o juiz indicou que a mulher não possui antecedentes criminais e que outras penas impostas a outros membros do Cartel de Sinaloa, acusados de tráfico de droga, também foram reduzidas.

O juiz ordenou ainda que quando Ema Coronel Aispuro estiver em liberdade condicional deve entregar uma amostra de ADN (ácido desoxirribonucleico).