Myanmar

Myanmar anuncia libertação de mais de cinco mil manifestantes

Manifestantes exibem imagens da antiga líder Aung San Suu Kyi durante uma manifestação em março

Foto Afp

Myanmar vai libertar mais de cinco mil pessoas, detidas por protestar contra o golpe militar de fevereiro, anunciou, esta segunda-feira, o líder da junta no poder na antiga Birmânia.

Um total de 5636 presos vão ser perdoados e libertados antes da festa de Thadingyut, que começa na terça-feira, disse o general birmanês Min Aung Hlaing, dias depois de ter sido excluído de participar na próxima cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), de 26 a 28 de outubro.

A organização, que integra 10 países do Sudeste Asiático, considerou os progressos da junta insuficientes para restaurar o diálogo no país.

Por outro lado, as autoridades birmanesas rejeitaram os pedidos de envio de um representante especial da ASEAN para dialogar com todas as partes, incluindo com a ex-líder e prémio Nobel da paz Aung San Suu Kyi, de 76 anos, deposta pelos militares, em fevereiro.

Desde o golpe militar de 1 de fevereiro, o exército reprimiu violentamente as manifestações contra o regime, em ações que causaram mais de 1100 civis e cerca de sete mil detidos, de acordo com uma organização não governamental Associação de Assistência aos Presos Políticos, que registou casos de tortura, violações e execuções extrajudiciais.

No final de junho, as autoridades libertaram mais de dois mil opositores do golpe militar, detidos em diferentes prisões do país, incluindo jornalistas locais que criticaram a repressão sangrenta da junta.