Lérida

Português detido por regar namorada com álcool e acetona e atear fogo em Espanha

JN

Português detido por regar namorada com álcool e acetona e atear fogo em Espanha

Foto Twitter@mossos D'esquadra

Um cidadão de nacionalidade portuguesa foi detido em Lérida, Espanha, por suspeita de ter regado a namorada com um líquido inflamável e atear o fogo. As chamas causaram ferimentos graves na mulher e alastraram ao apartamento, levando à evacuação das restantes habitações.

Um homem português, de 39 anos, foi detido em Espanha por suspeitas de ter ateado fogo à namorada depois de a regar com líquidos inflamáveis: primeiro álcool e depois acetona. A mulher, de 48 anos, sofreu queimaduras graves em cerca de 20% do corpo, particularmente na cara e na cabeça.

O agressor, identificado pelas siglas H.A.M. foi detido pela polícia, Mossos d' Esquadra, entre as 7 e as 8 horas da manhã de segunda-feira, três a quatro horas após um telefonema da mulher para os serviços de emergência a pedir ajuda. Segundo a vítima, o namorado, de cidadania portuguesa, ameaçara matá-la e atirou-lhe álcool à cara durante uma discussão, ateando as chamas. Depois, usou ainda acetona e voltou. "Vais ficar toda queimada", terá vociferado.

Segundo a agência EFE, o homem chegou fogo à casa com a namorada no interior, cerca das 4 horas da madrugada de segunda-feira, tendo abandonado o edifício, dirigindo-se para outra habilitação, onde seria detido, ao raiar desse mesmo dia. O incêndio alastrou ao apartamento e motivou a evacuação do prédio, de três andares, por precaução.

De acordo com o jornal espanhol ABC, depois de apagarem as chamas, os bombeiros comprovaram que a janela e a varanda da habitação estavam fechadas, assim como uma porta traseira, bloqueada com um frigorífico. O suspeito negou tudo, garantiu que não ateou fogo à namorada, que não foi ele que bloqueou as saídas da casa e havia sido a companheira a bloquear portas e janelas para o impedir de sair do apartamento.

Diz o homem que voltou ao apartamento da namorada durante a madrugada e a encontrou em chamas, principalmente na cara e no cabelo, tendo sofrido queimaduras nas mãos ao tentar apagar o fogo.

Uma versão desmentida pela vítima, que acusa o namorado de a ter insultado e ameaçado. "Vou matar-te", terá dito o agressor, numa primeira ocasião, quando atirou álcool ao rosto da mulher, ateando o fogo. Depois de usou acetona e voltou a atear as chamas. Sentido o fogo a queimá-lo, também, agarrou a namorada pelo pescoço e saíram os dois para a varanda.

Uma vizinha comprovou a versão da mulher. "É uma pessoa com problemas psicológicos", retorquiu o suspeito. Um discurso que não colheu em tribunal. Ouvido na quarta-feira, o suspeito ficou em prisão preventiva, sem direito a fiança, com a juíza a considerar que havia risco de fuga e perigo para a vítima caso ficasse em liberdade.

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