Fraude

"Rainha das criptomoedas" entra na lista dos mais procurados do FBI

JN

Ruja Ignatova

O FBI juntou Ruja Ignatova, conhecida como "Criptoqueen" ("rainha das criptomoedas"), à lista dos "Dez Fugitivos Mais Procurados" pela sua alegada liderança num "esquema de fraude maciça que afetou milhões de investidores em todo o mundo".

Ruja Ignatova tem 42 anos e foi vista pela última vez em outubro de 2017, quando viajou de Sófia, na Bulgária, para Atenas, na Grécia. Até esta data, foi líder da OneCoin, uma empresa com sede na Bulgária.

O FBI está a oferecer uma recompensa de até 100 mil dólares (cerca de 96 mil euros) por informações que levem à sua detenção. É a única mulher na lista dos "Dez Fugitivos Mais Procurados" pelo Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos.

Ruja Ignatova foi vista pela última vez quando viajou da Bulgária para Grécia, em 2017

Foto: EPA/FBI

Os investigadores federais acusam a fugitiva de utilizar um esquema para defraudar as vítimas em mais de 4 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros).

Em 2014, a OneCoin começou a oferecer aos compradores de criptomoeda uma comissão se vendessem esta moeda eletrónica a mais pessoas.

Mas os agentes do FBI dizem que a OneCoin não tinha valor e o risco nunca foi salvaguardado pela tecnologia de bloqueio ("blockchain") utilizada por outras moedas criptográficas. Era, no fundo, um esquema Ponzi mascarado de negócio de compra e venda de criptomoedas, segundo o FBI.

O esquema Ponzi traduz-se numa operação fraudulenta do tipo pirâmide, que envolve a promessa de lucros anormalmente altos aos investidores à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente.

Em 2019, Ruja Ignatova foi alvo de oito acusações, incluindo fraude bancária e fraude de títulos.

"Ela cronometrou perfeitamente o seu esquema, capitalizando sobre a especulação frenética dos primeiros dias da criptomoeda", sublinha Damian Williams, procurador federal de Manhattan.

Relacionadas