Igualdade de género

Suíços aprovam em referendo aumento da idade oficial da reforma das mulheres

JN/Agências

Foto Arquivo Global Imagens

Os cidadãos suíços aprovaram, este domingo, em referendo, por 50,57%, o adiamento da idade oficial da reforma das mulheres de 64 para 65 anos, tornando-a igual à dos homens, como parte de uma reforma do sistema nacional de pensões.

Nas principais divisões administrativas do país, como Genebra e Basileia, o "não" à harmonização das idades de reforma proposta pelo Governo venceu, embora a nível nacional tenha sido dada "luz verde" a mais um ano de trabalho para as mulheres.

Além disso, numa outra consulta, os suíços aprovaram hoje uma reforma do sistema de pensões que envolve aumentos do IVA nacional para apoiar as pensões: A taxa aumenta de 7,7% para 8,1%, e o IVA reduzido aplicado a certos produtos aumenta de 2,5% para 2,6%.

A reforma do sistema também torna mais flexível a idade em que muitos trabalhadores podem reformar-se, que será entre os 63 e 70 anos de idade.

As reformas já tinham sido aprovadas pelo Governo e pelo parlamento suíços, mas os partidos e sindicatos de esquerda tinham conseguido obter as assinaturas necessárias para as submeter a um referendo.

Os apoiantes argumentaram que era a única forma de assegurar a continuidade do sistema de pensões no atual panorama demográfico da Suíça, semelhante ao resto da Europa Ocidental, onde a geração do "baby boom", nascida entre 1945 e 1964, maior do que as gerações que se seguiram, está a começar a reformar-se.

Os opositores propuseram que o financiamento adicional para manter as pensões não deveria ser cobrado aos consumidores, mas aos bancos domésticos e também rejeitaram o aumento da idade da reforma para as mulheres, que, segundo eles, recebem em média um terço menos nas pensões de reforma do que os homens.

Para que a reforma das pensões pudesse avançar, era necessário um voto "sim" sobre a reforma das pensões e em relação à idade da reforma, o que aconteceu.

Os suíços foram chamados hoje, como acontece uma vez a cada três meses, a diferentes consultas nacionais e também locais, como o cantão de Berna, que rejeitou a possibilidade do voto aos 16 anos (apenas outro cantão suíço, Glarus, permite o voto abaixo da maioridade, que no país é de 18 anos).

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