Covid-19

Análise dos esgotos pode ajudar a travar ou a antecipar novas crises pandémicas

Análise dos esgotos pode ajudar a travar ou a antecipar novas crises pandémicas

A monitorização da rede de esgotos poderá servir como primeiro sistema de alarme, uma vez que o vírus é detetado nas águas residuais antes de as pessoas apresentarem sintomas, apontam os investigadores.

Cientistas holandeses revelaram ter descoberto indícios do novo coronavírus nas águas residuais de Haarlem, na Holanda, ainda antes de os primeiros casos de Covid-19 terem sido registados na cidade, no início de março.

Isto quer dizer que os esgotos, habitualmente usados na análise de bactérias e parasitas, podem vir a ser analisados para conter a propagação da Covid-19 e para antecipar futuros surtos pandémicos.

As investigações feitas até ao momento mostram que o SARS-Cov-2, tal como todos os vírus, circula nos esgotos das cidadades.

Segundo explicou Gertjan Medema, investigador principal do instituto holandês de pesquisa do ciclo da água (KWR), citado pela revista Nature, "uma estação de tratamento pode capturar águas residuais de mais de um milhão de pessoas", permitindo "fornecer melhores estimativas da difusão do coronavírus do que o teste", já que a "a vigilância de águas residuais pode ser responsável por aqueles que não foram testados e apresentam apenas sintomas leves ou inexistentes".

"As autoridades de saúde estão apenas a ver a ponta do icebergue", sublinhou Medema.

Citada no mesmo artigo, Ana Maria Husman, da agência de Saúde Pública e Ambiente da Holanda (RIVM), explica que o que se pretende "conseguir com a observação dos esgotos é perceber os fluxos ao longo do tempo para, a partir da primeira introdução da doença no pais, tentarmos perceber a propagação do vírus".

A monitorização da rede de esgotos poderá, assim, servir como "primeiro sistema de alarme".

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