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Forças militares em alerta por visita de Guterres e Erdogan

Forças militares em alerta por visita de Guterres e Erdogan

As autoridades ucranianas estão em alerta por causa de possíveis ataques russos durante a visita do secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou hoje o porta-voz dos serviços de informação militar, Andriy Yusov.

O responsável declarou à televisão ucraniana que serão tomadas todas as medidas necessárias para o encontro entre Guterres e os presidentes da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que se realiza na cidade de Lviv.

Yusov invocou "provocações, bombardeamentos de artilharia e ataques aéreos" russos durante outras visitas de líderes à Ucrânia, bem como a anterior passagem de António Guterres por Kiev.

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Afirmou que os serviços de informações militares se preparam para "diferentes cenários" que poderão ocorrer durante a visita de Erdogan e Guterres, saudando ambos por darem o que considera ser um sinal de apoio à Ucrânia e por não terem medo de ataques russos.

A visita de António Guterres acontece depois do acordo alcançado no mês passado que permitiu retomar as exportações de cereais, depois de a invasão da Rússia ter bloqueado o abastecimento global destes produtos.

A reunião também ocorre um dia depois de o secretário-geral da ONU ter dito que era "urgente" que as entidades que controlam as atividades nucleares pudessem inspecionar a central de Zaporizhzhia, cuja ocupação pelas forças de Moscovo tem suscitado preocupações sobre um possível acidente nuclear.

Um porta-voz de Guterres afirmou que o chefe da ONU, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan discutirão o acordo de cereais, bem como "a necessidade de uma solução política para este conflito". Acrescentou ainda que "não tinha dúvidas de que a questão da central nuclear" seria levantada. Zelensky avançou que "trabalhariam para obter os resultados necessários para a Ucrânia".

Guterres deve viajar na sexta-feira para Odessa, um dos três portos envolvidos no acordo de exportação de cereais - fechado em julho sob a égide da ONU com a mediação de Ancara.

Depois, seguirá para a Turquia para visitar o Centro de Coordenação Conjunta, órgão encarregado de supervisionar o acordo.

Segundo dados da ONU, na primeira quinzena de agosto foram autorizados 21 cargueiros a navegar sob o acordo, transportando mais de 563 mil toneladas de produtos agrícolas, incluindo mais de 451 mil toneladas de milho.

O primeiro carregamento de ajuda alimentar da ONU para a África chegou ao Estreito de Bósforo na quarta-feira carregando 23 mil toneladas de trigo.

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