Pontos-chave

Ao 31.º dia de guerra, nem o "porto seguro" da Ucrânia foi poupado

Ao 31.º dia de guerra, nem o "porto seguro" da Ucrânia foi poupado

No dia em que Joe Biden visitou a Polónia e garantiu que a invasão da Ucrânia não dividia os aliados da NATO, Lviv, até agora um "porto seguro" para refugiados, foi bombardeada. Em Kiev, a cidade fecha-se à noite para se proteger, Kherson só ouve rádios russas e Chernihiv já não consegue retirar os seus habitantes. Os pontos-chave do 31.º dia da guerra na Ucrânia:

- O dia de sábado ficou marcado por ataques em Lviv, cidade que, até agora, tinha sido poupada, em grande parte, de bombardeamentos mais graves. A cidade foi atingida por pelo menos cinco mísseis que feriram cinco pessoas e provocaram um incêndio numa instalação industrial que armazenava combustível.

- O presidente dos EUA, Joe Biden, visitou a Polónia, onde se encontrou com os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Ucrânia, Dmitro Kuleba e Oleksii Reznikov. O líder norte-americano disse acreditar que o presidente russo, Vladimir Putin, ficou surpreendido ao descobrir que não conseguia dividir os aliados da NATO. Além disso, Biden garantiu que, para os EUA, o artigo 5.º do tratado da NATO, estipulando que um ataque a um país membro é um ataque a todos, constitui "um dever sagrado". O presidente prometeu ainda aos ministros ucranianos mais ajuda militar.

- Mais tarde, depois dos ataques a Lviv, Biden discursou em Varsóvia. O líder dos EUA considerou que a "batalha entre a democracia e a autocracia (...) não será vencida em dias. Nem sequer em meses". E deixou o aviso à Rússia: "Nem pensem em avançar e entrar num centímetro que seja do território da NATO".

- A Ucrânia anunciou que foram acordados para este sábado 10 novos corredores humanitários para retirar civis.

- Em Kiev, foi implantado um novo recolher obrigatório noturno - das 20 horas às 7 da manhã. Já em Kherson, já não estão disponíveis as estações de rádio FM ucranianas. Só se ouvem rádios russas. Chernihiv também vive um momento de ansiedade: os ataques "constantes" da Rússia estão a tornar impossível a retirada de civis, principalmente dos feridos que precisam de assistência médica. Há 44 pessoas, civis e militares, nesta última situação.

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- Em Mariupol, 700 pessoas, entre elas médicos e doentes, foram detidas. Estavam escondidas na cave de um hospital. O reitor da Universidade de Mariupol disse mesmo que a terceira guerra mundial promovida pela Rússia já começou "há muito", primeiro através da desinformação e propaganda e agora com uma ação militar na Ucrânia.

- As forças russas assumiram o controlo de Slavutych, a cidade que abriga trabalhadores da extinta central nuclear de Chernobyl, de acordo com o governador regional, Oleksandr Pavlyuk. Segundo ele, soldados russos tomaram o hospital e sequestraram o autarca da cidade. Entretanto, o autarca foi libertado.

- O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, disse que a intenção da Rússia com o conflito na Ucrânia é transformar este país numa segunda Síria

- O grupo de hackers Anonymous revelou que publicou 28 gigabytes de documentos que obteve depois de penetrar no sistema de segurança informático do Banco Central da Rússia. "Vladimir Putin, nenhum segredo é seguro, estamos em todos os lados: no seu palácio, onde come, na sua mesa, no seu quarto", advertiu um pirata informático usando a típica máscara do Anonymous num vídeo.

- Os dados mais recentes revelam que pelo menos 136 crianças terão morrido na guerra. De acordo com as autoridades ucranianas, há ainda 199 menores feridos;

- Segundo a ONU, há agora 3,77 milhões de refugiados da Ucrânia desde o início da invasão russa, mais 46 mil do que na sexta-feira, o que representa um abrandamento face ao início da semana. No total, mais de 10 milhões de pessoas, o equivalente a um quarto da população, já saíram das suas casas devido à guerra, quase 6,5 milhões dos quais se encontram deslocados no interior da Ucrânia.

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