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Ao 88.º dia de guerra, um mar de bandeiras cobre a morte em Kharkiv

Ao 88.º dia de guerra, um mar de bandeiras cobre a morte em Kharkiv

Mais um dia, mais ataques. Severodonetsk, na região de Lugansk, é a "prioridade tática imediata" da Rússia, que continua a bombardear zonas residenciais. Em Kharkiv, um cemitério encheu-se de bandeiras da Ucrânia - uma por cada soldado que caiu na frente de batalha. Zelensky encontrou-se hoje com o presidente polaco, que demonstrou um forte apoio ao país. Os pontos-chave do 88.º dia de guerra:

- Zelensky estendeu a lei marcial do país durante três meses até 22 de agosto.

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- O Ministério da Defesa do Reino Unido identificou a cidade de Severodonetsk, na região de Lugansk, no leste ucraniano, como "uma prioridade tática imediata" da Rússia.

- O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter destruído seis postos de comando do exército ucraniano no sábado, três dos quais com mísseis e outros três com ataques da aviação. Segundo as autoridades ucranianas, as tropas russas bombardearam nas últimas 24 horas 12 zonas residenciais da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, destruindo 58 infraestruturas civis.

- Autoridades da região de Zaporíjia relataram ferimentos em civis após ataques de mísseis russos a uma vila. Explosões terão acordado as pessoas no meio da noite.

- A Ucrânia pode perder até 100 soldados por dia a lutar na região leste, disse Zelensky.

- Um mar de bandeiras marca sepulturas de soldados mortos num cemitério de Kharkiv. O cemitério de Bezliudivka tem uma secção militar há vários anos, mas tem enterrado cada vez mais soldados desde o início da invasão em fevereiro. Foi colocada uma bandeira por cada uma das campas.

- A Rússia advertiu que a região do Ártico está a converter-se num "teatro internacional de ações militares", tendência que classificou como "muito alarmante". Leia aqui.

- Andriy Shevchyk, autarca instalado pela Rússia na cidade ocupada de Enerhodar, ficou ferido numa explosão e está nos cuidados intensivos. O autarca eleito da cidade, Dmytro Orlov, disse que mais ninguém ficou ferido na explosão, sugerindo que foi um "ataque preciso e direcionado".

- O parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que proíbe símbolos da invasão russa, incluindo aqueles que contêm as letras Z e V, disse o deputado Yaroslav Zheleznyak.

- O presidente da Polónia, Andrzej Duda, encontrou-se, este domingo, com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky. Naquele que foi o primeiro discurso pessoal de um líder estrangeiro ao parlamento em Kiev desde o início da invasão russa, Duda agradeceu à Ucrânia por defender a Europa contra o que chamou de "imperialismo russo". "O mundo livre tem a cara da Ucrânia", disse, acrescentando que os apelos recentes para Kiev negociar com o presidente russo Vladimir Putin, e até mesmo ceder a algumas das suas exigências, são perturbadores.

- Em relação à candidatura à adesão da União Europeia (UE), Zelensky reiterou a esperança de que, em junho, a Ucrânia obtenha o estatuto de candidato. Por sua vez, o presidente polaco garantiu: "Não vou descansar até que a Ucrânia se torne membro da União Europeia".

- Esta esperança esmorece-se, porém, com as declarações do ministro francês de Assuntos Europeus. "Temos de ser honestos. Se se diz que a Ucrânia vai aderir à UE em seis meses, ou um ano ou dois, estão a mentir", disse Clement Beaune. "É provavelmente em 15 ou 20 anos, demora muito tempo."

- O ministro russo dos Transportes, Vitaly Savelyev admite que as sanções internacionais impostas à Rússia estão a ter um impacto na logística do país.

- O presidente da Sérvia disse que Belgrado vai evitar alinhar-se com as sanções ocidentais contra a Rússia enquanto puder e falará com o homólogo russo para assinar um novo acordo de fornecimento de gás.

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