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Nova "cortina de ferro" desce entre a Rússia e o Ocidente

Augusto CorreiaSandra AlvesDaniela JogoMariana AlbuquerqueMaria Campos

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O presidente russo, Vladimir Putin|

 foto Dmitry AZAROV / SPUTNIK / AFP

As palavras de Vladimir Putin, a sugerir uma reação da Rússia a uma eventual mobilização de meios militares para a Suécia e a Finlândia, encaixam numa "retórica" que "deve ser ignorada", defende o Reino Unido. Entretanto, um cargueiro russo saiu de Berdiansk com cereais ucranianos para "países amigos" de Moscovo.

Erdoğan adverte que a Turquia ainda pode bloquear expansão da NATO

Apenas dois dias depois de concordar em levantar as objeções contra a Suécia e a adesão da Finlândia à NATO, o presidente da Turquia alertou que Ancara ainda pode bloquear o processo se os dois países não atenderem plenamente às suas expectativas.

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse, acidentalmente, que havia contactado o líder da Suíça para discutir o abandono de dois séculos de neutralidade para se juntar à NATO. Depois, corrigiu rapidamente, dizendo que e referia, na verdade, à Suécia.

Departamento do Tesouro dos EUA bloqueia fundo de oligarca russo

O Departamento do Tesouro anunciou quinta-feira que bloqueou um fundo de mil milhões de dólares, baseado no Estado do Delaware, ligado ao oligarca russo Suleiman Abusaidovich Kerimov, já objeto de sanções.

A decisão segue-se à apreensão no início deste mês de um superiate deste oligarca, avaliado em 325 milhões de dólares, designado Amadia.

Um inquérito apurou que "Kerimov utilizou uma série complexa de estruturas legais e testas de ferro para dissimular os seus interesses no Heritage Trust".

Cidades e regiões europeias criam Aliança para a reconstrução da Ucrânia

O Comité Europeu das Regiões e as associações representativas das cidades e regiões europeias apresentaram a Aliança Europeia das Cidades e Regiões para a Reconstrução da Ucrânia.

O objetivo desta união é ajudar as autoridades locais e regionais ucranianas a reconstruir habitações, escolas, infraestruturas e serviços destruídos pela Rússia desde que este país invadiu o país vizinho, em 24 de fevereiro, afirmou o Comité das Regiões (CdR), em comunicado.

"O Comité das Regiões está lado a lado com os nossos amigos ucranianos (...) Apelamos a todas as cidades e regiões da União Europeia (EU) para que se unam e demonstrem solidariedade europeia com ações concretas", disse o presidente da instituição, Vasco Alves Cordeiro.

Zelensky adverte para risco de "tsunami migratório" devido a crise alimentar

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou, por videoconferência num festival em Viena, que o bloqueio do mar Negro ameaça uma fome iminente que por sua vez desencadearia grandes fluxos migratórios.

"A Rússia bloqueou o mar Negro e milhões de pessoas em África e na Ásia são reféns...", disse Zelensky, segundo a interpretação simultânea para o alemão da sua intervenção em ucraniano.

"Se o mar Negro não for desbloqueado, haverá um tsunami migratório", acrescentou perante a plateia do Festival "4Gamechangers", transmitido ao vivo pela emissora privada Puls4.

Forças russas estão a usar mísseis de antigos stocks soviéticos

As forças russas estão a usar mísseis imprecisos de antigos stocks soviéticos em mais de 50% dos seus ataques na Ucrânia, disse Oleksii Hromov, general de brigada das Forças Armadas da Ucrânia.

Hromov disse que a Rússia estava a tentar atingir infraestrutura militar e crítica, mas que o uso de mísseis soviéticos antigos que são menos precisos estava a levar a uma perda significativa de vidas civis.

Um refugiado ucraniano de cinco anos morreu, esta quinta-feira, após ser atropelado por uma scooter elétrica em Nice, informou a polícia francesa.

A criança e a mãe estavam a atravessar a Promenade des Anglais, a famosa rua ladeada de palmeiras com vista para o Mediterrâneo, numa faixa de pedestres quando o acidente aconteceu na quarta-feira.

Ucrânia anuncia sanções contra a Síria

A Ucrânia vai introduzir um embargo comercial contra a Síria e sanções contra pessoas físicas e jurídicas sírias.

É uma resposta à decisão da Síria de reconhecer as duas autoproclamadas repúblicas apoiadas pela Rússia na região do Donbass, anunciou o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia.

Já não é possível sair de Lysychansk, diz governador

Serhiy Haidai, governador da região de Lugansk, alertou os moradores de Lysychansk para ficarem em abrigos porque "já não é possível evacuar". Haidai disse que tropas russas estavam nos arredores da cidade e disparavam de várias direções.

Esta quinta-feira, Haidai disse que a cidade tem sofrido "infinitos ataques aéreos" e que os russos estão a usar "quase todas as suas forças" para tentar capturar Lysychansk.

Suécia reitera independência da justiça perante exigências da Turquia

O ministro da Justiça sueco afirmou que as extradições são decididas pela justiça, que é "independente", depois de o Presidente turco ter mencionado uma "promessa" sueca de extraditar "73 terroristas" no quadro do acordo para alargamento da NATO.

"Na Suécia, a lei sueca aplica-se a tribunais independentes", disse o ministro Morgan Johansson, numa declaração enviada à AFP.

"Os não suecos podem ser extraditados a pedido de outros países, mas apenas se for compatível com a lei sueca e a Convenção Europeia de Extradição", insistiu, lembrando ainda que os cidadãos suecos não podem ser extraditados.

O acordo assinado na noite de terça-feira com a Turquia para levantar o veto de Ancara à entrada da Suécia e da Finlândia "diz claramente que respeitaremos a convenção europeia" sobre extradição, segundo Estocolmo.

Kiev retoma controlo da Ilha da Serpente

As atenções do mundo voltaram-se para a pequena ilha no Mar Negro logo no primeiro dia da ofensiva russa, a 24 de fevereiro, quando um membro da guarnição ucraniana respondeu ao navio de guerra russo que lhe exigia rendição com um expressivo: "Go fuck yourself!". A assimetria numérica viria, porém, nesse dia, a impor mesmo a rendição. Até esta quinta-feira, quando as posições de domínio se inverteram.

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Delegação com cem elementos desloca-se à Suíça para discutir reconstrução

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmygal, chefiará na próxima semana uma delegação de uma centena de pessoas, na Suíça, para uma reunião internacional sobre a reconstrução da Ucrânia.

A "delegação de muito alto nível", segundo o embaixador de Kiev na Suíça, Artem Rybchenko, será a maior a sair do país desde a invasão russa, em 24 de fevereiro.

Além do primeiro-ministro, seis ministros, deputados e representantes regionais viajarão para a Conferência de Lugano, nos dias 4 e 5 de julho.

Moscovo ameaça romper relações com Sófia

A Rússia ameaça romper relações com a Bulgária se o governo deste país não anular a decisão de expulsar 70 diplomatas russos por espionagem antes das 24 horas de 1 de julho, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros búlgaro.

Em comunicado, o ministério específica que a embaixadora russa na Bulgária, Eleonora Mitrofanova, entregou hoje pessoalmente "uma nota verbal".

Em "tom imperativo", as autoridades russas exigem "a retirada até às 24:00 de 1 de julho das notas (búlgaras)" que declaram 'persona non grata' diplomatas e funcionários da legação russa em Sófia, destaca o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em caso de incumprimento dos requisitos, "a questão do encerramento da embaixada da Federação Russa na Bulgária será apresentada às autoridades russas sem demora", acrescenta.

Diplomacia russa protesta contra afirmações "grosseiras" de Johnson

A embaixadora britânica em Moscovo foi convocada para o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa para receber os protestos oficiais russos contra as afirmações "grosseiras" do primeiro-ministro Boris Johnson sobre o presidente Vladimir Putin.

Em comunicado, o Ministério adiantou que Deborah Bronnert recebeu um protesto "firme" contra "as afirmações abertamente grosseiras a respeito da Federação Russa, do seu dirigente, dos seus responsáveis, bem como do povo russo".

Depois de denunciar "uma retórica insultuosa inaceitável", a diplomacia russa sublinhou que "em uma sociedade polida, é costume apresentar desculpas por afirmações deste género".

Putin acusa NATO de estar presa "à Guerra Fria"

O Presidente russo, Vladimir Putin, condenou, esta quinta-feira, uma NATO presa "à Guerra Fria" e assegurou que "nada mudou" quanto aos planos militares russos na Ucrânia, após o chefe aliado Jens Stoltenberg ter exigido que "ponha imediatamente termo" à guerra.

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Putin nega que forças russas estejam a bloquear grãos ucranianos

O presidente russo ​​​​​​​Vladimir Putin negou que Moscovo esteja a bloquear as exportações de grãos da Ucrânia e repetiu a afirmação da Rússia de que as sanções ocidentais são as culpadas pelos problemas no mercado global de alimentos.

"Nós não impedimos a exportação de grãos ucranianos. Os militares ucranianos minaram as proximidades dos seus portos, ninguém os impede de limpar essas minas e garantimos a segurança do transporte de grãos de lá".

​​​​​​​Putin também minimizou o impacto da Ucrânia no mercado global, dizendo que havia apenas cinco milhões de toneladas de trigo atualmente presas no país.

Nova "cortina de ferro" desce entre a Rússia e o Ocidente

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que uma nova “cortina de ferro” estava a descer entre a Rússia e o Ocidente, e que Moscovo não confiaria em Washington e Bruxelas “a partir de agora”.

O processo “começou” após conversas com o seu homólogo da Bielorrússia, segundo Lavrov, que acusa a União Europeia de ​​​​​​​não entender os interesses da Rússia.

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Gostaria que a guerra acabasse, diz líder da Indonésia

O presidente indonésio Joko Widodo, que se encontrou com Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin em dias consecutivos, disse que o seu país gostaria que a guerra acabasse em breve.

"Embora a situação externa ainda seja difícil, é importante avançar em direção a um acordo e diálogo aberto. Peço a todos os líderes mundiais que reavivem o espírito de cooperação", afirmou.

Segundo Putin, as ​​​​​​​negociações foram produtivas: "Estou convencido de que os acordos alcançados hoje fortalecerão ainda mais a parceria russo-indonésia".

Ex-patrão da Fórmula 1 pronto a levar "um tiro" por Putin

O bilionário inglês e ex-patrão de Fórmula 1 deu uma entrevista polémica à BBC, na qual defendeu a invasão da Ucrânia por parte da Rússia, sem poupar nos elogios a Vladimir Putin, pelo qual estaria disposto a dar o peito às balas.

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"Intermináveis ataques aéreos" em Lysychansk

O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, afirmou esta quinta-feira que a cidade de Lysychansk está a ser alvo de "intermináveis ataques aéreos".

Numa publicação no Telegram, o responsável referiu que os russos estão a usar "quase todas as suas forças" para tentar dominar a cidade.

Haidai disse ainda que "há muita destruição" em Lysychansk, sendo "difícil encontrar um lugar seguro". "As pessoas sonham com pelo menos meia hora de silêncio, mas os ocupantes não param de disparar através de todas as armas disponíveis", revelou.

16 milhões de ucranianos necessitam de ajuda humanitária

Cerca de 16 milhões de ucranianos precisam de assistência humanitária e mais de seis milhões ainda estão deslocados internamente, disse hoje a coordenadora humanitária das Nações Unidas na Ucrânia, Osnat Lubrani.

"Quase 16 milhões de pessoas na Ucrânia precisam hoje de ajuda humanitária: água, alimentos, cuidados de saúde", precisou em conferência de imprensa, quando a guerra desencadeada pela invasão do território ucraniano pela Rússia entrou no seu quinto mês.

Apesar de cerca de cinco milhões de pessoas já terem conseguido regressar às suas casas, "muitas sabem que podem ser forçadas a fugir novamente" e "mais de seis milhões continuam deslocadas internamente", adiantou.

NATO vai ficar "mais forte do que nunca" com adesão da Finlândia e Suécia, diz Biden

Biden (Foto: EPA/JUAN CARLOS HIDALGO)

O presidente dos Estados Unidos defendeu esta quinta-feira que a NATO vai ficar "mais forte do que nunca" com a adesão da Finlândia e da Suécia e defendeu que Putin obteve o oposto do que pretendia ao invadir a Ucrânia.

"A Finlândia e a Suécia estão mais próximas do que nunca de aderirem [à NATO]. Estamos mais unidos do que nunca e, com a adesão da Suécia e da Finlândia, vamos ficar mais fortes do que nunca. Têm [os dois países] Forças Armadas muito potentes, vamos aumentar a fronteira da NATO em mais de 800 milhas na fronteira entre a Finlândia e a Rússia", afirmou Joe Biden.

Costa diz que cimeira reforçou Aliança e que apoio à Ucrânia é essencial

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta quinta-feira que a cimeira da NATO de Madrid ficou marcada por um reforço da Aliança e que o apoio à Ucrânia é "essencial" para diminuir "qualquer risco de ataque" a um país da organização.

"Esta cimeira foi marcada por um reforço claro da NATO", disse António Costa, numa conferência de imprensa em Madrid no final dos trabalhos do encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês).

O primeiro-ministro português destacou o início do processo formal de adesão à aliança militar da Suécia e da Finlândia, a definição de um novo modelo de forças que levará ao aumento "da participação de todos os Estados-membros" nas ações e missões da NATO, ou o reforço de fundos comuns da organização, incluindo a criação de um novo dedicado à inovação em Defesa, entre outras medidas e compromissos alcançados na capital espanhola nos últimos dois dias.

Macron disponível para voltar a falar com Putin sobre guerra na Ucrânia

Foto: BERTRAND GUAY / AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, manifestou-se esta quinta-feira disponível para voltar a falar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, se a situação o justificar e em coordenação com a Ucrânia.

"Sempre que a situação o justifica, não excluo fazê-lo", disse Macron numa conferência de imprensa no final da cimeira da NATO, em Madrid, citado pela agência espanhola EFE.

Macron disse ser responsabilidade da França trabalhar para resolver questões humanitárias.

"Se num dado momento, e será decisão da Ucrânia, a situação permitir restabelecer o diálogo, nós, europeus, também o podemos fazer", disse Macron.

Acusações de Putin sobre ambições imperialistas são "ridículas", diz Scholz

Foto: GABRIEL BOUYS / AFP

O chanceler alemão, Olaf Scholz, considerou esta quinta-feira ridículas as acusações do presidente russo, Vladimir Putin, de que a NATO tem "ambições imperialistas".

"Honestamente, é bastante ridículo. A NATO é uma aliança defensiva, não é uma ameaça para ninguém", disse Scholz numa conferência de imprensa após a cimeira da NATO, em Madrid, citado pela agência francesa AFP.

Scholz disse que, pelo contrário, "foi Putin que fez do imperialismo o objetivo da sua política", ao dizer que os países vizinhos da Rússia são "parte do seu país", acusou o chefe do Governo alemão.

"Isto é imperialismo e não se pode chamar nada mais", acrescentou Scholz.

Ao reagir à formalização do convite da NATO à adesão da Suécia e da Finlândia, Putin acusou a Aliança Atlântica de ter "ambições imperialistas" e de tentar afirmar a sua hegemonia através da guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro.

Haverá mais Rússia nas fronteiras aliadas com adesões nórdicas

O presidente do parlamento russo, Vyacheslav Volodin, avisou hoje que a NATO terá "mais Rússia" nas suas fronteiras com a adesão da Suécia e da Finlândia, em vez do contrário, numa resposta ao secretário-geral da Aliança.

"Jens Stoltenberg diz que a Rússia terá mais NATO nas suas fronteiras. Ele regozija-se demasiado cedo. Não estudou geografia na escola. Se a Finlândia e a Suécia aderirem ao bloco da NATO, haverá mais Rússia nas suas fronteiras", escreveu Volodin na rede social Telegram, citado pela agência russa TASS.

A Rússia partilha uma fronteira terrestre de 1.340 quilómetros com a Finlândia e uma fronteira marítima com a Suécia.

Após o acordo que permitiu ultrapassar o veto da Turquia, Stoltenberg afirmou, na terça-feira, em Madrid, que a esperada adesão da Suécia e da Finlândia à NATO significará que a Rússia terá mais países vizinhos pertencentes à Aliança.

Letónia alerta para consequências de eventual vitória russa na Ucrânia

O presidente da Letónia, Egils Levits, alertou hoje que a China está atenta à evolução da guerra na Ucrânia e poderá fazer "algo semelhante" no Indo-Pacífico.

Em declarações aos jornalistas ao chegar à cimeira da NATO em Madrid, que termina hoje, Levits recordou que os líderes dos 30 países da Aliança declararam a Rússia como uma ameaça e a China como um desafio no novo conceito estratégico da organização.

Levits disse que uma eventual vitória da Rússia na guerra na Ucrânia criaria um precedente que poderia ser aproveitado pela China.

"Se a Rússia vencer, seria uma motivação, um incentivo para a China fazer algo semelhante na região Indo-Pacífico e, portanto, devemos também ter em conta esta ameaça", disse Levits, citado pela agência espanhola EFE.

Rússia abandona a Ilha das Serpentes em sinal de "boa vontade"

O Ministério da Defesa russo confirmou, esta quinta-feira, que as suas tropas retiraram-se da Ilha das Serpentes, uma posição estratégica no Mar Negro, como sinal de "boa vontade" para facilitar as exportações de cereais.

"A 30 de junho, em sinal de boa vontade, as Forças Armadas russas cumpriram os objetivos fixados na Ilha das Serpentes e retiraram-se", afirmou o porta-voz do ministério da Defesa da Rússia, Igor Konashenkov, antes de acrescentar que medida pretende facilitar as exportações de grãos da Ucrânia.

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Suécia envia mais armas para a Ucrânia

A Suécia vai enviar mais armas antitanque e metralhadoras para a Ucrânia, segundo o Ministério da Defesa sueco.

Reino Unido diz que é preciso ignorar a retórica de Putin

A ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Liz Truss, defende que a "retórica" de Vladimir Putin "deve ser ignorada". Foi a reação daquela governante às palavras do presidente russo sobre o avanço das negociações da Suécia e da Finlândia com a NATO.

"Já ouvimos esta retórica da parte de Putin sobre todo o tipo de planos no passado", comentou a ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, em declarações aos jornalistas na cimeira da NATO em Madrid.

"Temos de ignorar a retórica e em vez disso fazer tudo o que pudermos para apoiar a Ucrânia com as armas que precisam para vencer esta guerra", acrescentou Truss.

Cargueiro russo com cereais zarpou do porto ucraniano de Berdiansk

Um primeiro cargueiro russo com cereais a bordo, escoltado pela Marinha de Guerra de Moscovo, zarpou com sete toneladas de carga do porto ucraniano de Berdiansk, ocupado pelas forças da Rússia.

"Após vários meses de paragem, um primeiro navio da Marinha Mercante partiu do porto comercial de Berdiansk com sete mil toneladas de cereais a bordo com destino a países amigos", disse o chefe da Administração pró-russa, Evgueni Balitski, através da rede social Telegram.

A Ucrânia tem acusado a Rússia de roubar as colheitas de trigo de áreas ocupadas pelo exército russo no sul da Ucrânia para vendê-las ilegalmente.

Putin diz que adesão de Finlândia e Suécia "não é problema" para a Rússia

A Rússia não vê "nenhum problema" com a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, afirmou o presidente russo, Vladimir Putin.

"Não temos problemas com a Suécia e a Finlândia, como temos com a Ucrânia", disse Putin em conferência de imprensa em Asgabate, capital do Turcomenistão, na quarta-feira. "Não temos disputas territoriais (...), não há nada que nos possa incomodar do ponto de vista de adesão da Suécia e da Finlândia à NATO", assegurou.

Para Putin, a Finlândia e a Suécia "podem juntar-se onde quiserem". Mas, "no caso de envio de contingentes e infraestruturas militares para lá, vamos ser obrigados a responder de forma simétrica e implementar as mesmas ameaças dos territórios de onde proveem intimações contra nós", salientou.

Ucrânia corta relações com Síria após reconhecimento de repúblicas separatistas

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou o corte de relações diplomáticas com a Síria, após o regime de Damasco reconhecer a independência das repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Lugansk, apoiadas por Moscovo desde 2014.

"Não existirão mais relações entre a Ucrânia e a Síria", garantiu Zelensky num vídeo divulgado no Telegram, onde afirmou também que "a pressão para sanções" contra Damasco, aliado da Rússia, "será ainda maior".

A Síria anunciou que tornou-se, quarta-feira, no primeiro país estrangeiro a reconhecer a independência das repúblicas separatistas pró-Rússia de Donetsk e Lugansk, que haviam sido reconhecidas por Moscovo em fevereiro.

Bom dia, começa aqui o acompanhamento ao minuto do 127.º dia de guerra na Ucrânia.

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