Dia 86

Zelensky condena ataque em Kharkiv: "mal absoluto"

Augusto CorreiaSandra AlvesMariana AlbuquerqueDaniela JogoMaria Campos

 foto Andrey BORODULIN / AFP

Região de Lugansk sob intensos bombardeamentos|

 foto YASUYOSHI CHIBA / AFP

Severodonetsk está sob ataque das forças russas|

 foto Yasuyoshi CHIBA / AFP

As forças russas estão a intensificar os ataques contra a região do Donbass, com "bombardeamentos brutais", segundo Volodymyr Zelensky. O antigo presidente russo Dmitry Medvedev considera "loucas" e "infernais" as sanções económicas impostas a Moscovo. Em Mariupol, 1908 soldados ucranianos já se renderam.

"É tudo". A rendição de Mariupol ao 86.º dia de conflito

Os últimos soldados que resistiam na fábrica Azovstal, em Mariupol, receberam ordens de Kiev para deixarem de defender a cidade. Dia marcado por novas retaliações russas: o corte no envio de cereais para o Ocidente e de gás à Finlândia.

Recorde os pontos-chave do 86.º dia de guerra AQUI

Canadá proíbe comércio de bens de luxo com a Rússia

O Canadá vai proibir o comércio de bens de luxo com a Rússia e acrescentar mais 14 pessoas, incluindo oligarcas, à sua lista de sanções imposta desde a invasão russa da Ucrânia, divulgou esta sexta-feira o governo canadiano.

A proibição do comércio de bens de luxo faz parte de um conjunto de medidas semelhantes já adotadas pelos aliados, como Estados Unidos e União Europeia, e permitirá "mitigar a possibilidade de oligarcas russos contornarem restrições noutros mercados de bens de luxo", realçou o governo canadiano em comunicado.

A medida visa quer a exportação de bens de luxo para a Rússia, bem como a importação daquele país. E incluí, para a exportação, produtos como o álcool, tabaco e certos materiais têxtil, roupas desportivas, joias ou acessórios de luxo e obras de arte.

UE deve tentar convencer a Ucrânia a aceitar exigências de Putin

O antigo primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi defendeu na sexta-feira que a União Europeia deve favorecer a paz e tentar convencer a Ucrânia a aceitar as exigências do Presidente russo, Vladimir Putin, para pôr fim à guerra.

"É absolutamente necessário que cheguemos à paz o mais rápido possível, caso contrário a devastação e os massacres continuarão. Penso que a Europa deve estar unida para fazer uma proposta de paz a Putin e aos ucranianos, tentando que os ucranianos aceitem as exigências de Putin", disse Berlusconi à imprensa, em Nápoles, no sul de Itália.

O líder do partido conservador Forza Italia sublinhou que as sanções impostas pela UE a Moscovo "causaram muitos danos à economia soviética", uma vez que "o Produto Interno Bruto (PIB) deverá cair até 14%", mas também para os países europeus.

Putin repreende governador russo

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, repreendeu esta sexta-feira o governador de Kaliningrado, depois deste ter usado a "operação militar" russa em andamento na Ucrânia como uma desculpa para os problemas naquele enclave no báltico.

"Neste caso, a operação militar especial não deve ser usada como desculpa", referiu o chefe de Estado russo, durante a reunião com o governador, Anton Alijanov, citado pela agência de notícias estatal TASS.

Vladimir Putin acrescentou: "Você disse isso, mas isso não deve ser feito, pois [Kaliningrado] já sofreu uma quebra nos anos de 2020 e 2021". "Houve uma quebra clara na construção. Por isso, a operação militar especial no Donbass não tem absolutamente nada a ver com isso. Essa referência, falando com clareza, não foi muito oportuna", insistiu.

No entanto, o Presidente russo reconheceu que existem atualmente "dificuldades adicionais" devido às sanções impostas pelos países do Ocidente, mas realçou que o problema remonta há anos.

ONU critica cortes na ajuda ao desenvolvimento devido à guerra na Ucrânia

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou as recentes decisões e propostas em vários países para cortar nos orçamentos de ajuda ao desenvolvimento para financiar a resposta à guerra na Ucrânia.

Em comunicado, a secretária-geral adjunta da organização, Amina Mohammed, disse estar "profundamente preocupada" com estas medidas e com o impacto que podem ter nas "pessoas mais vulneráveis do mundo".

Amina Mohammed recordou que a guerra na Ucrânia está a ter graves consequências a nível internacional, com uma subida acentuada dos preços dos produtos alimentares e uma crise energética que se somam aos problemas que muitos países já tinham devido à pandemia.

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Países bálticos deixam de importar eletricidade russa a partir de domingo

Os países bálticos, Lituânia, Estónia e Letónia, vão deixar de importar eletricidade da Rússia a partir de domingo, revelou esta sexta-feira o Ministério da Energia e o operador de rede elétrica lituano.

O operador de energia elétrica no mercado grossista, Nord Pool, vai terminar com a aquisição de eletricidade da empresa russa Inter RAO, explicou o Ministério da Energia lituano em comunicado.

Com este passo, a Lituânia irá interromper completamente as importações de petróleo, gás e eletricidade de Moscovo.

Milhares de pessoas exigem remoção de monumento soviético em Riga

Milhares de pessoas manifestaram-se em Riga, na Letónia, para exigir a remoção de um monumento de referência à vitória dos soviéticos na Segunda Guerra Mundial e de outros símbolos do legado da União Soviética.

De acordo com a polícia local, participaram cinco mil pessoas na "Marcha pela Libertação do Legado Soviético", algumas delas empunhando bandeiras da Letónia e da Ucrânia.

O protesto, convocado nas redes sociais por um conhecido ator e cantor, ocorreu uma semana após a comemoração anual da vitória soviética em 9 de maio ter provocado indignação pública.

A vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, falou com o presidente de França, Emmanuel Macron, sobre novas formas de apoiar a Ucrânia.

Zelensky quer que Rússia compense "tudo o que destruiu"

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou aos aliados para responsabilizar a Rússia financeiramente pela sua agressão e pediu “o julgamento de todos os criminosos de guerra russos”.

"Em primeiro lugar, a libertação. Devemos lutar até limpar a nossa terra dos ocupantes e garantir a segurança da Ucrânia. Em segundo lugar, é o julgamento de todos os criminosos de guerra russos. Mas, em terceiro lugar, estamos a trabalhar para garantir que a Rússia compense de uma forma ou de outra por tudo o que destruiu na Ucrânia. Cada casa queimada. Cada escola arruinada, hospital arruinado".

Exército russo anuncia "libertação total" da siderúrgica Azovstal

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou esta sexta-feira que o Exército russo "libertou na totalidade" o complexo siderúrgico Azovstal, em Mariupol, sudeste da Ucrânia, após os últimos combatentes ucranianos presos naquele espaço se terem rendido.

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Pontos-chave

"É tudo". A rendição de Mariupol ao 86.º dia de conflito

Os últimos soldados que resistiam na fábrica Azovstal, em Mariupol, receberam ordens de Kiev para deixarem de defender a cidade. Dia marcado por novas retaliações russas: o corte no envio de cereais para o Ocidente e de gás à Finlândia.

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Uma criança entre os sete feridos em ataque russo no leste ucraniano

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta sexta-feira que um centro cultural recém-reconstruído em Lozova, no leste do país, foi destruído num ataque de mísseis russos que deixou sete feridos, incluindo uma criança.

Numa mensagem no Telegram, o presidente ucraniano afirmou que "os ocupantes [russos] identificaram a cultura, a educação e a humanidade como seus inimigos", contra os quais "não estão a poupar mísseis".

Segundo o chefe de Estado ucraniano, a criança ferida no ataque à recém-reconstruída casa da cultura de Lozova, tem onze anos.

Gazprom confirma suspensão da venda de gás à Finlândia

A Gazprom confirmou que suspenderá a venda de gás à Finlândia, a parir de sábado, depois de o país se ter recusado a pagá-lo em rublos.

Canadá impõe novas sanções à Rússia

O Canadá anunciou esta sexta-feira novas sanções aos oligarcas russos, com a proibição de importação e exportação de bens de luxo de e para a Rússia.

As medidas vão atingir 14 pessoas, entre oligarcas, familiares e elementos próximos do presidente russo, Putin.

Putin queixa-se de "agressão direta" de ciberataques do Ocidente contra a Rússia

A Rússia enfrentou uma "agressão direta" através de ciberataques do Ocidente durante a invasão da Ucrânia, mas defendeu-se com sucesso, afirmou hoje o Presidente russo, Vladimir Putin.

Num discurso aos membros do Conselho de Segurança russo, Putin observou que os "desafios nessa área tornaram-se ainda mais prementes, sérios e extensos".

O Presidente russo denunciou que foi "desencadeada uma agressão direta contra a Rússia, uma guerra travada no espaço da informação", acrescentando que a agressão cibernética contra Moscovo, "tal como o ataque em forma de sanções, falhou".

Putin ordenou aos funcionários para que "aperfeiçoassem e reforçassem os mecanismos de garantia de segurança da informação em instalações industriais de importância crítica que têm uma relação direta com a capacidade defensiva [da Rússia], e com o desenvolvimento estável das esferas económica e social".

Partido do Kremlin propõe abolir limite de idade para servir no exército

O partido do Kremlin, o Rússia Unida, propôs esta sexta-feira que seja abolido o limite de idade para servir no Exército, num momento em que acontece a campanha militar russa na Ucrânia.

De acordo com os autores do projeto, que o remeteram para a Duma, o Parlamento russo, o objetivo é que uma pessoa em idade ativa possa assinar um contrato profissional com as Forças Armadas.

Atualmente, os limites para a assinatura do primeiro contrato com o Exército russo são de idade mínima de 18 anos e máxima de 40 anos, e no caso dos estrangeiros é dos 18 aos 30 anos.

Itália propõe à ONU plano para o fim do conflito militar na Ucrânia

Luigi de Maio, ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália (Foto: AFP)

A Itália propôs às Nações Unidas a formação de um "grupo de facilitação internacional" para tentar conseguir um cessar-fogo "passo a passo" na Ucrânia, anunciou esta sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano.

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Navios russos prontos a lançar 16 mísseis do Mar Negro

O porta-voz do Ministério da Defesa ucraniano, Oleksandr Motuzianyk, afirmou esta sexta-feira que há dois navios russos no Mar Negro pontos para lançar cerca de 16 mísseis de cruzeiro Kalibr. A notícia é avançada pelo jornal "The Kyiv Independent".

Ministros do Conselho da Europa pedem cimeira por causa da guerra

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 46 Estados-membros do Conselho da Europa manifestaram esta sexta-feira a necessidade de realizar uma reunião de chefes de Estado e Governo para abordar a guerra na Ucrânia, o quarto encontro em 70 anos.

Os chefes da diplomacia reuniram-se hoje em Turim para a sua sessão anual, a primeira desde que a Rússia se retirou da organização devido à invasão da Ucrânia, tendo a Irlanda substituído a Itália na presidência rotativa do Comité de Ministros.

BE favorável a esforços diplomáticos da AR de apoio a Kiev

Foto: PAULO CUNHA /LUSA

A coordenadora do BE sustentou esta sexta-feira que o partido é favorável a quaisquer manobras diplomáticas que demonstrem apoio à Ucrânia, mas não revelou se o partido equaciona integrar a comitiva de deputados portugueses que poderá deslocar-se a Kiev.

"Sei que toda a gente gosta de fazer anúncios. O BE, no Parlamento, votou a favor de todas as manobras diplomáticas que possam demonstrar o apoio inequívoco ao direito da Ucrânia de ser respeitada enquanto país soberano", respondeu Catarina Martins, depois de ser questionada sobre um possível convite do presidente da Assembleia da República para integrar a delegação de parlamentares a Kiev, capital ucraniana.

"Aceitarei a condenação", diz soldado russo julgado na Ucrânia

No terceiro dia do primeiro julgamento de um soldado russo julgado por crimes de guerra na Ucrânia, Vadim Shysimarin, de 21 anos, afirmou que não queria matar Oleksandr Shelipov, de 62 anos.

"Sinto muito. Não queria que isto tivesse acontecido. Não queria ter estado lá, mas aconteceu. Quero pedir desculpa mais uma vez. Aceitarei a condenação que me for atribuída", afirmou.

Erdogan pede ilegalização das milícias curdas sírias para levantar veto à Suécia e Finlândia

Erdogan (Foto: Adem ALTAN / AFP)

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, voltou esta sexta-feira a ameaçar vetar a entrada da Suécia e Finlândia da NATO caso os membros da Aliança prossigam o apoio às milícias curdas sírias, que considera "terroristas", e a outras organizações.

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Berlim rejeita dívida comum da UE para financiar reconstrução

Christian Lindner, ministro das Finanças alemão (Foto: EPA/SASCHA STEINBACH)

Berlim rejeita uma nova dívida comum europeia segundo o modelo do plano de recuperação pós-covid-19 para financiar a reconstrução da Ucrânia, disse esta sexta-feira o ministro das Finanças alemão, Christian Lindner.

A Comissão Europeia (CE) disse esta semana que estava a considerar um novo empréstimo conjunto da UE a Kiev.

"A Alemanha rejeita um fundo adicional sobre o modelo do mecanismo NextGenerationEU" lançado no contexto da pandemia, disse Lindner numa conferência de imprensa depois de uma reunião do G7 sobre a ajuda à Ucrânia.

"Esta foi uma oportunidade única", com fundos que "ainda não foram totalmente utilizados", acrescentou.

O Governo alemão não apoia uma tal proposta, declarou Lindner, contrapondo que Berlim favorece mecanismos mais tradicionais de "apoio financeiro a países terceiros" já experimentados e testados pela UE, disse.

Russos disparam contra escola que abrigava 200 pessoas em Severodonetsk

Foto: Yasuyoshi CHIBA / AFP

As tropas russas dispararam contra uma escola em Severodonetsk, na região de Lugansk, no leste ucraniano, onde estavam escondidas mais de 200 pessoas, muitas delas crianças. A informação foi avançada pelo chefe administrativo da região, Serhiy Haidai, citado pela BBC.

Segundo o responsável, três pessoas morreram e a polícia está a tentar levar as restantes para um abrigo.

Haidai frisou ainda que há quase 11 mil casas "parcial ou totalmente destruídas" em Lugansk.

Costa acredita num consenso europeu com integração de Kiev no mercado comum

Foto: EPA/Marcin Obara POLAND OUT

O primeiro-ministro português afirmou esta sexta-feira que vai empenhar-se para que a União Europeia chegue a um consenso sobre o futuro estatuto europeu da Ucrânia e admitiu que a solução pode passar por uma integração no mercado comum.

Além das questões relativas à ajuda humanitária e aos apoios militar e financeiro, António Costa também tenciona abordar com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no sábado, em Kiev, o tema das perspetivas de integração europeia da Ucrânia.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita a um centro de acolhimento de refugiados ucranianos no Estádio Nacional de Varsóvia, António Costa voltou a apontar a existência de uma "grande divisão" na União Europeia sobre como concretizar as perspetivas europeias da Ucrânia.

Neste ponto, o primeiro-ministro fez novamente um alerta no sentido de que "a melhor ajuda que pode ser dada à Ucrânia é evitar divisões na União Europeia".

"Temos de encontrar pontos de consenso que respondam às necessidades efetivas e imediatas da Ucrânia: Equipamento militar, apoio financeiro e um compromisso claro e inequívoco de toda a União Europeia no financiamento e no esforço que a Ucrânia vai ter de enfrentar para a reconstrução do país", sustentou.

Militares cercados na Azovstal recebem ordem para deixar de combater

Os últimos soldados ucranianos entrincheirados na fábrica siderúrgica Azovstal, em Mariupol, sudeste da Ucrânia, receberam ordens de Kiev para "deixar de defender a cidade".

"O alto comando militar deu a ordem para salvar a vida dos soldados da nossa guarnição, parando de defender a cidade", disse Denys Prokopenko, comandante do regimento Azov, uma das unidades ucranianas presentes na siderúrgica.

O complexo metalúrgico, com o seu labirinto de galerias subterrâneas escavadas nos tempos soviéticos, foi a última bolsa de resistência ucraniana nesta cidade portuária no Mar de Azov, fortemente bombardeada pelos russos.

G7 mobiliza 19.800 milhões de dólares para apoiar finanças de Kiev


Christian Lindner, ministro alemão das Finanças
Foto: Ina Fassbender / AFP

Os países do G7 comprometeram-se a mobilizar 19.800 milhões de dólares (18.700 milhões de euros) para apoiar as finanças da Ucrânia, de acordo com uma declaração conjunta depois de uma reunião dos ministros das Finanças na Alemanha.

"Em 2022, estamos a mobilizar 19.800 milhões de dólares em apoio orçamental, incluindo 9.500 milhões de dólares em compromissos recentes (...) para ajudar a Ucrânia a colmatar o seu défice financeiro e continuar a prestar serviços básicos ao povo ucraniano", afirma a declaração conjunta.

"Libertação de Lugansk está quase completa"

O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, garantiu, numa reunião do Ministério da Defesa russo transmitida na televisão pública, que a conquista da região ucraniana de Lugansk (leste) está quase completa e que 1908 soldados ucranianos entrincheirados na fábrica siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, se renderam até ao momento.

"Unidades das forças armadas russas, juntamente com divisões das milícias populares das repúblicas de Lugansk e Donetsk, continuam a aumentar o controlo sobre os territórios do Donbass. A libertação da república popular de Lugansk está quase completa", disse.

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Rússia vai criar 12 bases militares na fronteira ocidental em resposta a reforço da NATO


Foto: Ministério da Defesa da Rússia / AFP

A Rússia vai criar 12 bases militares na sua fronteira ocidental até ao final do ano para responder ao reforço da NATO com a potencial integração da Finlândia e da Suécia, anunciou o ministro da Defesa, Serguei Shoigu.

"Os nossos vizinhos mais próximos, a Finlândia e a Suécia, solicitaram a adesão à NATO. Portanto, a tensão continua a crescer na área de responsabilidade do distrito militar ocidental", afirmou o ministro, numa reunião do Ministério da Defesa russo transmitida na televisão pública.

"Estamos a tomar as devidas contramedidas. Para isso, estamos a melhorar ativamente a composição de combate das tropas. Até ao final do ano, serão formadas 12 unidades e subunidades militares no distrito militar ocidental", explicou.

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Zurich sai do mercado russo

A Zurich anunciou, esta sexta-feira, a venda do seu negócio na Rússia a uma empresa local que operará de forma independente e sob uma marca diferente, o que significa a saída da seguradora suíça deste mercado.

A operação "permitirá à nova empresa manter uma equipa de profissionais com experiência acumulada no setor segurador, que continuará a servir o mercado russo", disse a Zurich em comunicado.

O valor do negócio não foi revelado.

A concretização da operação de venda está ainda sujeita à aprovação das autoridades reguladoras russas, lê-se no comunicado.

Defesa diz que soldado russo acusado de crimes de guerra "não é culpado"

"Tendo em conta todas as provas e testemunhos, acredito que (Vadim) Chichimarine não é culpado do crime pelo qual é acusado", disse Viktor Ovsiannykov, advogado do primeiro soldado russo julgado na Ucrânia por crimes de guerra, no terceiro dia do julgamento, a decorrer em Kiev.

O advogado pediu, por isso, aos juízes "que absolvam o [seu] cliente", que já disse "estar sinceramente arrependido" de ter matado um civil, um homem de 62 anos, no nordeste da Ucrânia.

Vadim Chichimarine pediu "perdão" em tribunal à viúva da vítima e afirmou que disparou contra o civil por ordem de um oficial.

O Ministério Público ucraniano pediu, na quinta-feira, que o soldado, de 21 anos, seja condenado a prisão perpétua.

O veredicto será anunciado na segunda-feira.

Mais de 18.400 crimes identificados desde a invasão russa

As autoridades já registaram na Ucrânia a ocorrência de 18.477 crimes decorrentes da invasão russa no país, avançou eta sexta-feira a Procuradoria-Geral da República ucraniana.

O número de delitos de agressão e crimes de guerra cometidos pelas tropas russas chega aos 12.595, sendo que 12.189 destes estão relacionados com a violação das leis e costumes de guerra, outros 54 com a planificação, preparação e execução da agressão e outros 15 com a propaganda bélica, segundo a informação, divulgada através de um gráfico na rede social Telegram.

As autoridades registaram ainda 5882 crimes contra a segurança nacional, entre eles 3890 relacionados com a integridade territorial e a inviolabilidade da Ucrânia, 921 com a traição ao Estado, 798 por atividades de colaboração, 23 por ajudar o Estado agressor e 62 por sabotagem.

Portugal vai dar apoio material à Polónia de 50 milhões de euros para refugiados

O primeiro-ministro anunciou, esta sexta-feira, que Portugal vai dar apoio material às autoridades polacas para o acolhimento de refugiados ucranianos num valor até 50 milhões de euros, desde casas pré fabricadas até produtos farmacêuticos.

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Costa vai falar com Zelensky sobre "estatuto especial" para integração europeia

O primeiro-ministro considerou essencial a unidade na União Europeia e adiantou que falará com o Presidente ucraniano sobre a importância de definir um estatuto especial para um caminho pragmático e progressivo de integração europeia da Ucrânia.

Esta posição foi transmitida por António Costa numa conferência conjunta com o seu homólogo polaco, depois de interrogado sobre perspetivas de menor abertura de alguns países em relação a um rápido processo de adesão da Ucrânia à União Europeia.

Antes de falar o líder do executivo português, Mateusz Morawiecki defendeu uma rápida adesão da Ucrânia à União Europeia.

Pouco depois, António Costa resolveu deixar as seguintes mensagens: "Os 27 Estados-membros da União Europeia têm de possuir a abertura suficiente para encontrarem o estatuto especial que é necessário para a Ucrânia, não nos agarremos a designações e concentremo-nos em ser pragmáticos".

"A melhor ajuda que podemos dar à Ucrânia é não haver divisões e mantermos uma resposta unida na União Europeia face à agressão militar da Rússia. A última coisa que devemos fazer é encontrar divisões entre nós", salientou.

O primeiro-ministro referiu a título de exemplo o complexo processo de adesão de Portugal à União Europeia, com negociações que demoraram nove anos, e falou num dos temas que espera abordar no sábado, em Kiev, com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

"Bombardeamentos brutais" no Donbass: "É o inferno lá"

As forças russas estão a intensificar os ataques contra a região do Donbass, com "bombardeamentos brutais e completamente sem sentido" na cidade de Severodonetsk, realçou na quinta-feira à noite o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

"É o inferno lá. Não é um exagero", salientou o chefe de Estado ucraniano no seu discurso noturno em vídeo dirigido à nação.

Zelensky referiu que a cidade de Severodonetsk está a ser alvo de um "bombardeamento brutal e completamente sem sentido". Segundo as autoridades locais, pelo menos 13 pessoas morreram.

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Rússia ameaça cortar o envio de cereais para o Ocidente: "Sem os nossos fertilizantes vai crescer apenas erva daninha"

O ex-presidente russo Dmitri Medvedev declarou, esta sexta-feira, que a Rússia vai cortar a exportação de cereais para proteção do próprio mercado afirmando que a "potencial" crise alimentar a nível global é provocada pelas "sanções ocidentais".

"Os países importadores do nosso trigo e outros alimentos vão ficar muito mal sem os abastecimentos da Rússia. Nos campos europeus, sem os nossos fertilizantes vai crescer apenas erva daninha. Pois, temos pena. Eles é que têm a culpa", escreveu o vice-presidente do Conselho de Segurança russo, Dmitri Medvedev, na rede social VKontakte.

Medvedev, chefe de Estado russo entre 2008 e 2012, indicou que perante a situação o Ocidente deveria renunciar à política de sanções que considerou "infernais".

"Fica demonstrado mais uma vez que estas sanções infernais não valem um centavo quando se trata de assuntos vitais, como os abastecimentos de hidrocarbonetos destinados ao aquecimento das casas e de comida para alimentar as pessoas", disse.

Costa visita em Varsóvia centro de refugiados após reunir-se com homólogo polaco

O primeiro-ministro, António Costa, visita esta sexta-feira um centro de acolhimento e encaminhamento de refugiados da Ucrânia instalado no Estádio Nacional de Varsóvia, após ter uma reunião de trabalho com o seu homólogo polaco, Mateusz Morawiecki.

Para preparar a reunião da manhã de hoje com o primeiro-ministro polaco, o líder do executivo português encontrou-se na quinta-feira ao jantar com representantes de alguns dos principais investidores nacionais na Polónia, casos da Jerónimo Martins, do Millenium Bank Polska ou da Mota Engil.

Ataque russo causa pelo menos 13 mortos em Lugansk

As autoridades ucranianas disseram hoje que pelo menos 13 pessoas morreram numa ofensiva militar lançada na quinta-feira pelas forças russas numa tentativa de tomar o controlo de duas cidades na província de Lugansk.

O chefe da administração militar regional de Lugansk, Serhiy Gaidai, afirmou na plataforma de mensagens Telegram que "o inimigo está a realizar uma operação ofensiva nas áreas de Lisichansk e Severodonetsk" e salientou que "em toda a região de Lugansk há mais de 60 casas destruídas".

"Apesar disto, o assalto a Severodonetsk foi infrutífero e os russos sofreram perdas pesadas", disse Gaidai. As cidades de Severodonetsk e Lisichansk estão localizadas na província de Lugansk não controlada pela autoproclamada República Popular de Lugansk e é um dos principais alvos das forças russas.

Ex-presidente russo Dmitry Medvedev critica sanções "loucas" do Ocidente

O antigo presidente russo Dmitry Medvedev disse na quinta-feira que os ocidentais não podem atingir a Rússia com sanções económicas "loucas" e, ao mesmo tempo, esperar que o país garanta o abastecimento de alimentos.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, acusou Moscovo no mesmo dia, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU organizada pelos Estados Unidos, de fazer refém "o abastecimento de alimentos de milhões de ucranianos e milhões de outras pessoas em todo o mundo".

"O nosso país está preparado para assumir todas as suas obrigações. Mas também aguarda a ajuda dos seus parceiros comerciais", argumentou o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia no serviço de mensagens Telegram.

Bom dia, começa aqui o acompanhamento ao minuto do 86.º dia de guerra na Ucrânia.

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