Dia 125

Turquia retira veto à entrada da Finlândia e da Suécia na NATO

Augusto CorreiaMariana AlbuquerqueSofia Esteves TeixeiraMaria Campos

Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO|

 foto JAVIER SORIANO / AFP

Ataque "cruel" a centro comercial continua a somar vítimas na Ucrânia|

 foto GENYA SAVILOV / AFP

Ataque "cruel" a centro comercial continua a somar vítimas na Ucrânia|

 foto EPA/OLEG PETRASYUK

O presidente francês, Emmanuel Macron, recusou, esta terça-feira, qualificar a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, como pediu o homólogo ucraniano, Zelensky, aos EUA, no rescaldo do bombardeamento a um centro comercial em Kremenchuk. A Turquia concordou em apoiar os pedidos de adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, numa decisão tomada "num momento crucial".

Escultura de Jeff Koons angaria 11,7 milhões de euros para Ucrânia

A escultura Balloon Monkey (Magenta), do norte-americano Jeff Koons, foi vendida pela Christie's por mais de 10 milhões de libras, dinheiro que será aplicado em ajuda humanitária na Ucrânia, anunciou a leiloeira com sede em Londres.

A licitação, num valor que corresponde a cerca de 11,7 milhões de euros, foi apresentada pelo empresário e filantropo ucraniano Victor Pinchuk e pela sua mulher Olena.

Os fundos obtidos serão usados para ajudar soldados e civis gravemente feridos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia e que necessitem de próteses, tratamento médico e de reabilitação.

Estados Unidos anunciam sanções contra indústria militar russa

O Governo dos EUA anunciou sanções económicas contra 70 empresas e 29 pessoas com ligações às Forças Armadas russas, tendo como objetivo reduzir o seu poder militar e os seus esforços na invasão da Ucrânia.

Num comunicado, o Departamento do Tesouro dos EUA detalhou visados, já anunciados na segunda-feira no âmbito do G7.

De acordo com o Tesouro, uma das entidades sancionadas é a Rostec, conglomerado público russo dedicado a aumentar e consolidar o poder da Rússia em áreas como tecnologia, militar e aeroespacial, com subsidiárias em aviação, defesa, automóveis e metais.

Destas subsidiárias, estavam sujeitas às sanções norte-americanas a UAC (setor aeroespacial) Tupolev (fabricante de aviões bombardeiros), Irkut (produtor de caças) e UEC (fabricante de motores para defesa e segurança), entre outras.

O mais rico oligarca russo põe superiate no Dubai a salvo de sanções

O oligarca mais rico da Federação Russa, já fotografado a jogar hóquei no gelo com Vladimir Putin, entrou na lista dos que transferem - aliás, navegam - os seus ativos valiosos para o Dubai para fugirem às sanções.

Vladimir Potanin, que dirige o maior refinador de níquel e produtor de paládio, à escala mundial, pode não ter sido ainda sancionado pelos EUA e pela Europa, uma vez que tais sanções poderiam afetar os mercados de metais e quebrar as cadeias de abastecimento, segundo analistas. Enquanto maior acionista da mineira Nornickel, Potanin tinha uma fortuna pessoal de 30,6 mil milhões de dólares antes da invasão russa da Ucrânia, segundo a revista Forbes.

Mas, à semelhança de um número crescente de oligarcas russos em listas negras, aparentemente tomou a precaução de mover o seu superiate, avaliado em 300 milhões de dólares, para o porto seguro do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), aliados dos EUA. Chama-se Nirvana, tem um comprimento de 88 metros e está equipado com elevadores de vidros, ginásio, 'jacuzzi', sala de cinema equipada para projeções a três dimensões e dois terrários de répteis exóticos. No porto cheio de 'mansões' flutuantes e vistosas, o Nirvana destaca-se.

Construído nos Países Baixos, com um casco azul marinho, foi ancorado na terça-feira, exibindo a bandeira das Ilhas Caimão, quando os jornalistas da AP o observaram no Porto Rashid, à distância de um olhar de outro superiate, o Madame Gu, avaliado em 156 milhões de dólares e propriedade do deputado russo Andrei Skoch.

Boris Johnson pede aos aliados da NATO para aumentarem despesas militares

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson vai pedir, esta quarta-feira, aos aliados da NATO, durante a cimeira de Madrid, para aumentarem as suas despesas militares em resposta à invasão russa à Ucrânia, revelou o seu gabinete de Downing Street.

Após a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014, os países da aliança atlântica comprometeram-se a aumentar o seu orçamento de defesa para 2% do PUB até 2024, mas apenas oito dos 30 membros atingiram ou superaram essa meta até ao ano passado.

"Precisamos dos aliados, todos os aliados, para restabelecer a dissuasão e assegurar a defesa durante a próxima década", irá afirmar Boris Johnson durante a cimeira da NATO, na capital espanhola, segundo um comunicado de Londres.

Zelensky diz que Rússia já disparou mais de 2800 mísseis contra o país

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que o Exército russo já disparou um total de 2811 mísseis contra as cidades ucranianas, desde o início da guerra em 24 de fevereiro.

"A partir desta noite, o número total de mísseis russos que atingiram as nossas cidades já é de 2811. Temos todas as provas do que as tropas russas estão a fazer contra o nosso povo", escreveu o chefe de Estado no serviço de mensagens Telegram.

Volodymyr Zelensky recordou ainda o ataque a um centro comercial em Krementchouk, no centro da Ucrânia, que provocou pelo menos 13 mortos e 40 feridos.

Presidente da Câmara de Kherson preso pelas forças russas

O presidente da Câmara de Kherson foi preso pelas forças russas e seus aliados separatistas que ocupam aquela cidade no sul da Ucrânia, anunciou o adjunto da administração de ocupação, Kirill Stremoussov.

"O ex-presidente da Câmara [Igor] Kolykhaev foi preso", disse o funcionário da administração militar e civil da região de Kherson à agência de notícias russa Ria Novosti.

Kolykhaen foi deposto do poder pelas forças russas em abril, poucas semanas após a conquista da cidade e da região com o mesmo nome por parte das forças russas. "É considerado um herói na comunidade nazi. Este indivíduo, que estava a prejudicar muito o processo de desnazificação, foi finalmente neutralizado", acrescentou Stremoussov.

Sean Penn encontra-se com Zelensky

O ator e diretor Sean Penn encontrou-se com o presidente ucraniano Zelensky em Kiev, onde está a fazer um documentário sobre a invasão russa.

Penn viajou pela primeira vez para a Ucrânia para o projeto em novembro do ano passado e estava no local em 24 de fevereiro quando a invasão começou, tendo-se juntado a milhares de ucranianos que fugiram do país para a Polónia.

Durante a reunião de hoje, Zelensky agradeceu a Penn pelo seu apoio à Ucrânia e teve a oportunidade de visitar cidades afetadas pela guerra, disse o gabinete do presidente.

Suécia na NATO: "passo importante"

A primeira-ministra da Suécia, ​​​​​​​​​​​​​​Magdalena Andersson, saudou a decisão da Turquia e considerou-a um "passo importante", rejeitando as ​​​​​​​alegações de que cedeu demais ao presidente turco Recep Erdogan.

"Continuaremos a nossa luta contra o terrorismo e, como membros da NATO, também o faremos com uma cooperação mais estreita com a Turquia", disse Andersson.

A líder sueca afirmou ainda que as autoridades da Suécia estão a trabalhar em pedidos de extradição da Turquia de acordo com a legislação doméstica e europeia.

EUA garantem não ter oferecido concessões à Turquia para levantar veto

Washington não ofereceu nenhuma concessão à Turquia para a convencer a aceitar o acordo para levantar o seu veto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, garantiu um alto funcionário do Governo dos Estados Unidos.

A autoridade adiantou que o presidente norte-americano, Joe Biden, fez uma escolha deliberada de impedir o país fosse parte das negociações estivesse numa posição de dar incentivos à Turquia.

A Turquia nunca pediu nada aos Estados como parte das negociações, atentou. Mas lembrou que os norte-americanos desempenharam um papel crucial em ajudar a aproximar as duas partes.

Zelensky pede ao Conselho de Segurança que investigue ataque a centro comercial

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sugeriu ao Conselho de Segurança (CS) da ONU que envie "uma comissão de inquérito" para provar que o centro comercial de Krementchuk foi destruído por mísseis russos.

Zelensky, que intervinha por videoconferência no início da reunião de emergência daquele órgão, pedida pelo seu país, conseguiu que os 15 países representados, incluindo a Rússia, observassem um minuto de silêncio por "todos os ucranianos mortos na guerra".

Durante a intervenção perante o CS, a segunda após um primeiro discurso em 05 de abril, o Presidente ucraniano também exigiu mais uma vez que a Rússia seja expulsa do seu assento permanente naquele órgão e que seja criado um tribunal para julgar os "atos terroristas diários" que imputa a Moscovo.

Marcelo saúda decisão da Turquia "num momento crucial"

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, saudou esta terça-feira a decisão da Turquia de levantar o seu veto à adesão da Finlândia e da Suécia à Aliança Atlântica, considerando que, "num momento crucial, decidiu pela NATO".

"Eu sempre tive a noção de que na hora da verdade era possível chegar a uma conclusão que fosse positiva. A Turquia tinha mais a ganhar do que a perder relativamente a esta matéria", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no Palácio da Cidadela de Cascais, no distrito de Lisboa.

"É muito importante para a NATO e é um enriquecimento muito grande e mostra que a Turquia, num momento crucial, decidiu pela NATO", acrescentou o chefe de Estado.

Turquia retira veto à entrada da Finlândia e da Suécia na NATO

A Turquia concordou em apoiar os pedidos de adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, anunciou esta terça-feira o chefe de Estado finlandês, Sauli Niinistö.

Segundo o governante, citado pela BBC, os três países assinaram um memorando de entendimento, após a reunião da Aliança em Madrid.

"O nosso memorando realça o compromisso da Finlândia, Suécia e Turquia de estender o seu apoio total contra ameaças à segurança. Sendo aliados da NATO fortaleceremos ainda mais esse compromisso", afirmou Niinisto, citado pela Sky News.

"A Rússia enlouqueceu". Deputada ucraniana pede armas ao Ocidente

A deputada ucraniana Kira Rudik pediu, esta terça-feira, aos países democráticos que "não demorem no fornecimento de armas" depois do último ataque a um centro comercial em Kremenchuck.

"A Rússia enlouqueceu e continua a matar civis. Ontem em Kremenchuk. Hoje, seis ataques com mísseis em Dnipro, de uma só vez", referiu.

Oligarca russo considera "erro colossal" a "guerra" movida pelo Kremlin

O oligarca e empresário russo Oleg Deripaska considerou um "erro colossal" o conflito na Ucrânia, onde a Rússia desencadeou uma vasta ofensiva em fevereiro, afirmações de rara virulência de um representante da elite russa. "A destruição da Ucrânia será do interesse da Rússia? Decerto que não, isso seria um erro colossal", disse no decurso de uma rara conferência de imprensa em Moscovo.

Deripaska repetiu por diversas vezes esta fórmula de "erro colossal" e qualificou de "guerra" a situação na Ucrânia, um termo banido na Rússia após as autoridades terem imposto a designação de "operação militar especial".

O oligarca, fundador do gigante do alumínio Rusal, também considerou que o atual regime político na Rússia não deverá registar qualquer alteração. "Não existe potencial para uma alteração do regime", frisou, ao considerar que a oposição "se retirou da vida política do país".

Assis suspende participação do CES na associação internacional até acabar presidência russa

O presidente do Conselho Económico e Social (CES), Francisco Assis, abandonou, em Atenas, a assembleia-geral da associação internacional, suspendendo a participação portuguesa enquanto a Rússia se mantiver na presidência da organização.

Os representantes dos CES de Espanha e de França assumiram idêntica posição e suspenderam também a sua participação na AICESIS -- Associação Internacional dos Conselhos Económicos e Sociais e Instituições Similares, até a Rússia deixar a presidência da associação, o que deverá ocorrer dentro de ano e meio.

"A reunião de hoje foi atribulada [...], com França, Espanha e Portugal a exigirem a demissão russa, por considerarem inadmissível que o congénere russo seja um defensor da propaganda russa relativamente à guerra na Ucrânia", disse à agência Lusa Francisco Assis, após ter abandonado a reunião em Atenas.

Equipas procuram sobreviventes após ataque com mísseis no Dnipro

Equipas de emergência estão à procura de civis sob os escombros na cidade de Dnipro, no leste da Ucrânia, após um ataque de mísseis russos na região, disse o governador da região de Dnipropetrovsk.

Valentyn Reznichenko afirmou que as forças russas dispararam seis mísseis e a infraestrutura ferroviária e uma empresa industrial ficaram danificadas. Uma empresa de serviços está em chamas.

Bulgária anuncia expulsão de 70 diplomatas russos

Segundo o "The Guardian", o ministério dos Negócios Estrangeiros da Bulgária vai expulsar 70 diplomatas para reduzir os funcionários russos no país, que têm até 3 de julho para deixar o país. O objetivo é igualar o número de búlgaros em missão diplomática na Rússia, que inclui 23 diplomatas e 23 trabalhadores administrativos e técnicos.

Além do centro comercial, Rússia terá atacado fábrica

Segundo o "Kyiv Independent", que cita o assessor de imprensa da região de Poltava, a Rússia não atacou apenas o centro comercial em Kremenchuk, mas também disparou um míssil sobre uma fábrica industrial.

AFP

NATO diz estar "desapontada" com o facto de a China não ter condenado a invasão

Jens Stoltenberg, secretário-geral da Aliança Atlântica, lamentou que a China não tenha sido capaz de tomar uma posição e condenar a invasão russa à Ucrânia. À Reuters, Stoltenberg considera que Rússia e China estão "mais próximas do que nunca".

"Estamos desapontados com o facto de a China não ter sido capaz de condenar a invasão russa da Ucrânia, de estar a propagar falsas narrativas sobre a NATO e o Ocidente, e também de estar mais próxima da Rússia do que alguma vez esteve. Mas não vemos a China como uma adversária”, afirmou.

EPA

Draghi afirma estar excluída participação presencial de Putin na cimeira do G20

Mario Draghi (Foto: EPA/RONALD WITTEK)

O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, disse esta terça-feira que a participação presencial do presidente russo, Vladimir Putin, na próxima cimeira do G20, em Bali, foi descartada pela presidência indonésia do organismo.

Questionado na cimeira do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7), que terminou hoje na Alemanha, sobre o anúncio do Kremlin de que Putin participaria na cimeira de Bali, em novembro, Draghi afirmou que o presidente indonésio, Joko Widodo, exclui esta possibilidade.

Widodo "foi categórico: ele [Putin] não vem. O que pode acontecer - não sei o que vai acontecer, mas o que pode acontecer talvez seja uma intervenção remota", adiantou Draghi, cujo país irá transmitir em Bali a presidência do G20 à Indonésia.

EUA vão anunciar reforço "a longo prazo" do envolvimento na Europa

Jake Sullivan, principal conselheiro diplomático e militar de Joe Biden (Foto: Stefani Reynolds / AFP)

Os Estados Unidos vão fazer "anúncios específicos" na cimeira da NATO sobre "novos compromissos militares em terra, mar e nos ares a longo prazo na Europa", em particular no leste do continente, indicou esta terça-feira um conselheiro do Presidente norte-americano.

Jake Sullivan, principal conselheiro diplomático e militar de Joe Biden, disse, a bordo do Air Force One, que um "certo número de países" da Aliança Atlântica também "prometeram aumentar as suas contribuições em matéria de defesa no flanco oriental".

A cimeira da NATO decorre de hoje a sexta-feira na capital espanhola, Madrid.

Líderes do G7 reforçam sanções contra Moscovo e apoio a Kiev

O grupo dos sete países mais industrializados (G7) reforçou a condenação da Rússia pela invasão da Ucrânia e as sanções contra Moscovo, numa reunião de três dias que antecedeu a cimeira da NATO em Madrid.

"Após o início da invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro, não há regresso para a Rússia", disse o chanceler alemão, Olaf Scholz, após três dias de deliberações com os líderes dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, França e Itália, na sua qualidade de anfitrião, uma vez que a Alemanha detém a presidência rotativa do grupo.

Macron recusa qualificar Rússia como Estado terrorista

O presidente francês, Emmanuel Macron, recusou qualificar a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo, como pediu o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, aos Estados Unidos.

"Não precisamos de qualquer qualificação para levar a cabo estas sanções", disse Macron no final da cimeira do G7, em Elmau, sul da Alemanha, ao ser questionado sobre o pedido de Zelensky, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Na sequência de um bombardeamento de um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk, na segunda-feira, que provocou pelo menos 18 mortos e dezenas de desaparecidos, Zelensky pediu aos Estados Unidos que designassem a Rússia como um Estado terrorista.

"Esta manhã, exortei os Estados Unidos a reconhecerem a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo. A resolução relevante deve ser aprovada pela Comissão do Senado dos EUA e a decisão legal pode ser tomada pelo Departamento de Estado", disse Zelensky numa mensagem aos ucranianos, citada pela agência espanhola EFE.

Rússia diz que guerra só terminará com a rendição da Ucrânia

A Rússia anunciou hoje que só terminará a sua ofensiva na Ucrânia, iniciada há mais de quatro meses, quando as autoridades de Kiev e o exército ucraniano se renderem e aceitarem "todas as condições" russas.

"O lado ucraniano pode terminar [a guerra] dentro de um dia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Para isso, segundo Peskov, basta as autoridades de Kiev ordenarem às "unidades nacionalistas" e aos soldados ucranianos que deponham as armas, e que "todas as condições estabelecidas pela Rússia" sejam implementadas.

"Então, tudo estará terminado num dia", disse o porta-voz do Presidente russo, Vladimir Putin, aos jornalistas em Moscovo.

Rússia atribui incêndio em centro comercial a explosões de munições

A Rússia atribuiu hoje o incêndio no centro comercial da cidade ucraniana de Kremenchuk, na segunda-feira, a explosões num depósito de munições destinadas a armas ocidentais após ter sido atacado pelo seu exército.

Segundo o exército russo, o centro comercial estava desativado, apesar de as autoridades ucranianas terem dito que estavam mais de mil pessoas no complexo e que já contabilizaram 18 vítimas mortais e 36 desaparecidos.

Michelin anuncia venda de atividades na Rússia até o final deste ano

A Michelin anunciou hoje a venda "até ao final de 2022" das suas atividades na Rússia, que representam 2% das vendas do grupo, especificando que esta operação não vai ter impacto nos seus objetivos financeiros.

"Depois de suspender as suas atividades industriais na Rússia em 15 de março, a Michelin observa hoje a impossibilidade técnica da sua retoma", anunciou o fabricante francês de pneus em comunicado à imprensa.

A Michelin emprega cerca de mil pessoas na Rússia, incluindo 750 na fábrica de Davydovo, perto de Moscovo, inaugurada em 2004, que produz entre 1,5 e dois milhões de pneus por ano, principalmente para carros no mercado local.

Líderes do G7 de acordo para limitar preço do petróleo russo

Os líderes do G7 chegaram a acordo para se estabelecer um preço máximo para o petróleo russo e atingir, assim, uma importante fonte de receitas de Moscovo, disse hoje um alto funcionário norte-americano.

O G7 vai "pedir aos ministros que trabalhem urgentemente para desenvolver um limite máximo para os preços do petróleo, consultando países terceiros e o setor privado, com o objetivo de estabelecer esse limite máximo", disse a fonte oficial da Casa Branca sob a condição de não ser identificada, citada pela agência francesa AFP.

A informação foi dada em Elmau, no sul da Alemanha, poucas horas antes do fim da cimeira dos sete países mais industrializados do mundo, em que participa também a União Europeia (UE).

A cimeira decorre desde domingo, sob presidência do chanceler alemão, Olaf Scholz.

G7 destina 4500 milhões de euros para combater insegurança alimentar

O grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7) alcançou hoje um compromisso no sentido de aplicar 4700 milhões de euros em medidas para fazer face à "insegurança alimentar" provocada pela guerra na Ucrânia.

A informação sobre os fundos destinados a combater a "insegurança alimentar" foi comunicada aos jornalistas por um alto funcionário da Administração norte-americana que se encontra na reunião do G7, que decorre em Elmau, na região dos Alpes da Baviera.

De acordo com a mesma fonte, que não foi identificada, mais de metade do fundo (2.600 milhões de euros) provém dos Estados Unidos.

O dia fez luz sobre a dimensão da destruição e ilumina a busca de vítimas

A luz do dia trouxe uma nova dimensão à destruição causada por um míssil que atingiu um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk, na segunda-feira. Pelo menos 18 morreram e dezenas ficaram feridas. A manhã é, também, de limpeza e reconstrução. As imagens podem ser vistas aqui.

Moody's diz que Rússia entrou em incumprimento ao não pagar juros da dívida

O não pagamento dos juros da dívida russa constituem um incumprimento, considerou a agência de notação financeira Moody's num comunicado difundido durante a madrugada.

"No dia 27 de junho [segunda-feira], os detentores de dívida russa não tinham recebido o pagamento em eurobonds correspondentes a 100 milhões de dólares. Ao expirar o período de 30 dias, consideramos que se trata de falta de cumprimento", refere a agência Moody's.

Na segunda-feira, o Kremlin disse que não há "qualquer razão" para se falar num incumprimento da Rússia, anunciado por alguns meios de comunicação, depois de detentores de obrigações russas não terem recebido os juros até à data limite.

"Não há razão para chamar a isto um incumprimento", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.

Bombardeamento russo em larga escala em Lisichansk

O exército russo bombardeou em larga escala toda a região de Lugansk, no leste da Ucrânia, nas últimas horas, com maior incidência no enclave de Lisichansk, sob controlo ucraniano junto à fronteira com a Rússia.

O chefe da administração militar da região de Lugansk, confirmou os "bombardeamentos em larga escala" numa mensagem publicada no Telegram.

"Dois residentes foram mortos. Uma das mulheres morreu num hospital em Kramatorsk. Outra mulher foi encontrada morta em Lisichansk", disse Serhii Haidai.

Kremenchuk e não só

Zelensky não foi o único a criticar o ataque ao centro comercial em Kremenchuk. França, EUA, G7, vários países reagiram chocados à matança de civis. Um dos momentos marcantes do dia de ontem, cujas principais incidências podem ainda ser recordadas aqui.

"Terroristas totalmente insanos", acusou Zelensky

Palvaras de ontem à noite, que vale a pena recuperar, quando a luz do dia dá mais claridade à barbárie.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky considerou o ataque russo a um centro comercial em Kremenchuk "um dos ataques terroristas mais desafiantes da história europeia".

Segundo Zelensky, muitas pessoas conseguiram sair do shopping a tempo, mas "ainda havia pessoas dentro" e pelo menos 18 morrerram. "Apenas terroristas totalmente insanos, que não deveriam ter lugar na Terra, podem lançar mísseis contra tal alvo", disse

Número de mortos em ataque a centro comercial sobe para 18

O dia começa com um novo balanço do ataque a um centro comercial em Kremenchuk.

Segundo as autoridades locais, morreram pelo menos 18 pessoas na sequência do disparo de um míssil. Um ataque que deixou "o mundo horrorizado", segundo os EUA. Para a França, "a Rússia tem de pagar" pelo ataque que destruiu uma instalação civil naquela cidade ucraniana nos arredores de Kiev.

O balanço continua a ser provisório. Estima-se que estariam cerca de mil pessoas no interior do centro comercial, quando este foi atingido por um míssil alegadamente russo. Moscovo continua em silêncio, mas ontem desmentiu um ataque a Kiev.

Bom dia, começa aqui o acompanhamento ao minuto do 125.º dia de guerra na Ucrânia.