Dia 126

Putin não descarta novas tensões com expansão da NATO

Sandra AlvesDaniela JogoMariana AlbuquerqueMaria Campos

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A cimeira da NATO decorre em Madrid até quinta-feira|

 foto EPA/Lavandeira Jr

Zelensky discursou na cimeira da NATO em Madrid|

 foto EPA/Juan Carlos Hidalgo

Lágrimas e flores junto ao centro comercial destruído em Kremenchuk|

 foto EPA/OLEG PETRASYUK

Lágrimas e flores junto ao centro comercial destruído em Kremenchuk|

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Lágrimas e flores junto ao centro comercial destruído em Kremenchuk|

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Jens Stoltenberg|

 foto Kiko Huesca/EPA

A guerra da Ucrânia entrou no 126.º dia. Um dia marcado pela reunião da NATO em Madrid, Espanha, onde será aprovado o reforço de meios no leste da Europa e de tropas em prontidão - de 40 mil para mais de 300 mil - e onde os aliados vão convidar a Suécia e a Finlândia a tornarem-se membros, "o que é uma rapidez sem precedentes". Zelensky discursou por videoconferência.

Agência espacial russa Roscosmos alvo de ataque informático

A agência espacial russa Roscosmos foi alvo de um ataque informático, após publicar fotografias de satélite dos "centros de tomada de decisão" do exército ucraniano que a Rússia ameaçou destruir se forem atacados territórios do país.

"Após a publicação de imagens espaciais dos 'centros de toma de decisão' pela Roscosmos, o site da empresa estatal foi alvo de um ataque DDoS", escreveu o chefe do departamento de comunicação da agência espacial russa, Dmitri Strugovets, na sua conta no Telegram.

Segundo o representante da Roscosmos, "ao contrário de março e abril, quando os ataques tiverem origem no estrangeiro, desta vez partiram de Ecaterimburgo", cidade russa situada na parte oriental dos montes Urais.

Ataque ao teatro de Mariupol foi um "claro crime de guerra"

Uma extensa investigação da Amnistia Internacional concluiu que as forças militares russas cometeram um crime de guerra quando atingiram o teatro de Mariupol na Ucrânia, em março, matando pelo menos uma dúzia de pessoas.

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Putin ainda quer tomar "a maior parte da Ucrânia"

Vladimir Putin ainda tem ambições de tomar "a maior parte da Ucrânia", disse Avril Haines, diretora de informação nacional dos EUA. "Continuamos numa posição em que olhamos para o presidente Putin e achamos que tem efetivamente os mesmos objetivos políticos que tinha anteriormente, o que quer dizer que quer tomar a maior parte da Ucrânia".

Haines afirmou ainda que o cenário da guerra continua "bastante sombrio".

Canadá em conversas com a Europa sobre exportações de petróleo e gás

O Canadá está a negociar com os seus aliados na Europa sobre como "intensificar" e exportar petróleo e gás da sua costa leste para aliviar as restrições de energia e fornecer uma alternativa às importações de energia russa da Europa.

"É importante para o Canadá poder intensificar e ajudar os nossos amigos europeus que estão a lidar com realidades energéticas muito difíceis. Precisamos de fazer isso de uma forma em que também estejamos a lidar com a questão das mudanças climáticas. E são exatamente essas as conversas que estamos a ter, principalmente com os alemães e também com os espanhóis", disse a ministra das Relações Exteriores do país, Melanie Joly.

Câmara de Lisboa assegura que refugiados a pernoitar no centro de acolhimento já foram encaminhados

A vereadora dos Direitos Humanos e Sociais na Câmara de Lisboa disse que os 60 refugiados da Ucrânia que aguardavam resposta de alojamento no centro de acolhimento de emergência já foram encaminhados, existindo agora 14 pessoas no espaço.

"Já não está lá nenhuma destas pessoas que estavam em situação de maior fragilidade ou maior vulnerabilidade", afirmou Laurinda Alves (independente eleita pela coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), respondendo a questões da vereadora do PS Inês Drummond, na reunião pública da câmara, sobre os 60 refugiados que pernoitavam há um mês no centro de acolhimento de emergência, quando se prevê que fiquem no máximo 72 horas.

O alerta para esta situação foi feito pela própria vereadora Laurinda Alves, em reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, em 21 de junho, em que disse que as pessoas à espera de alojamento fugiram da guerra na Ucrânia, mas não têm nacionalidade ucraniana, associando a falta de resposta a racismo: "Porque não são brancos, estão lá, ninguém os quer".

Londres aumenta significativamente apoio militar a Kiev

O governo britânico anunciou na cimeira da NATO em Madrid que concederá mil milhões de libras (1,16 mil milhões de euros) em ajuda adicional à Ucrânia para responder à invasão russa, incluindo sistemas de defesa aérea e 'drones'.

Os novos fundos elevarão a ajuda militar britânica a Kiev para 2,3 mil milhões de libras, anunciou Downing Street em comunicado, classificando o aumento significativo de "nova fase" no apoio ocidental que deve permitir ao exército ucraniano lançar contraofensivas.

"Como Putin não consegue apresentar as vitórias que planeara e esperava e a futilidade desta guerra torna-se evidente para todos, os seus ataques ao povo da Ucrânia são cada vez mais bárbaros", disse o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, citado no comunicado de imprensa.

Tribunal russo manda deter advogado crítico da invasão da Ucrânia

Um tribunal de Moscovo ordenou a detenção durante dois meses de um advogado acusado de "difusão de informações mentirosas" sobre as ações dos militares russos na Ucrânia, acusações que o podem enviar dez anos para a prisão.

Dmitri Talantov foi interpelado na terça-feira e ao seu domicílio revistado, em Ijevsk, na região de Oudmourtie, a 1300 quilómetros de Moscovo.

A acusação de que foi alvo - difusão de informações mentirosas sobre forças armadas russas - foi criada no início de março, para procurar silenciar as críticas à invasão da Ucrânia

EUA planeiam nova base militar na Polónia

O presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou, na cimeira da NATO, que o país vai criar um novo quartel-general permanente do exército na Polónia.

Além disso, esquadrões de caças serão enviados para o Reino Unido, haverá tropas rotativas na Roménia, unidades de defesa aérea na Alemanha e Itália e mais dois navios de guerra em Espanha.

Noruega alega direito de bloquear carregamento russo para arquipélago de Svalbard

A Noruega garantiu ter o direito de bloquear a entrada no seu solo de um carregamento destinado a russos no arquipélago norueguês de Svalbard, após ameaças de represálias de Moscovo.

Oslo "não está a tentar levantar obstáculos" ao abastecimento de uma comunidade de mineiros russos instalados nessas vastas ilhas norueguesas próximas ao Polo Norte, assegurou a ministra dos Negócios Estrangeiros Anniken Huitfeldt numa declaração à AFP, após acusações de "ação hostil" pela diplomacia russa.

"A Noruega não viola o Tratado de Svalbard", que regula há um século, com regras específicas, este território de apenas 3.000 habitantes perdido nas fronteiras do Ártico.

Putin não descarta novas tensões se a NATO se expandir

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, reagiu à notícia de que a Finlândia e a Suécia serão oficialmente convidadas a ingressar na NATO. O líder opôs-se à expansão da aliança militar.

Putin não descarta novas tensões com os dois países nórdicos, segundo citações divulgadas por agências de notícias russas, e acrescenta que Moscovo responderá com a mesma moeda se a infraestrutura da NATO for implantada na Finlândia e na Suécia.

Quanto aos combates na Ucrânia, Putin afirmou que o objetivo final é "libertar" toda a região leste do Donbass e negou o ataque a um centro comercial em Kremenchuck, assegurando que a Rússia não atinge alvos civis.

Zelensky corta relações com a Síria

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou o fim das relações diplomáticas com a Síria, depois de Damasco ter reconhecido oficialmente duas repúblicas autodeclaradas de Donetsk e Lugansk, apoiadas pela Rússia no leste da Ucrânia, como independentes.

É o primeiro país a fazê-lo além da Rússia.

Rússia e restantes países do Mar Cáspio rejeitam presença de tropas estrangeiras

A Rússia, o Irão e outros países banhados pelo Mar Cáspio excluíram hoje a presença militar estrangeira, numa clara alusão à NATO, nessa área, que é usada pelo exército russo para lançar mísseis contra a Ucrânia.

"A não presença no Mar Cáspio de forças armadas que não pertencem aos países limítrofes (Rússia, Irão, Cazaquistão, Azerbaijão e Turquemenistão)", lê-se no comunicado divulgado no final da reunião celebrada em Asjabad, a capital do Turquemenistão, e citado pela agência espanhola de notícias, a Efe

O Kremlin, que conseguiu que os Estados Unidos da América retirassem todas as suas bases militares da Ásia Central, acusou o Ocidente de tentar expandir-se para o antigo espaço soviético, considerado o 'quintal' da Rússia.

Marcha contra entrega de armas à Ucrânia junta centenas no Porto

Com o mote "Paz Sim, Guerra Não", centenas de pessoas juntaram-se esta quarta-feira numa manifestação, onde se insurgiram contra o aumento das despesas militares por parte dos estados-membros da NATO, no seguimento da guerra da Ucrânia. Contra-proteste de grupo de ucranianos pediu exatamente o contrário.

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Frequência dos bombardeamentos de Lysychansk é "enorme"

O governador da região de Lugansk, Serguiï Gaïdaï, disse que "a frequência" dos bombardeamentos em Lysychansk, uma cidade sob fogo de artilharia russa no leste da Ucrânia, é "enorme".

"Estamos a testemunhar um pico de intensidade nos combates", acrescentou o responsável na televisão ucraniana, especificando que "cerca de 15.000 civis" ainda estavam na cidade de quase 100.000 habitantes antes da guerra, "mas que a sua retirada era muito perigosa neste momento".

"A cidade é constantemente bombardeada com armas de grande calibre", disse Gaïdaï na sua atualização diária, referindo que "os combates continuaram (em particular) nos arredores".

Os russos "trouxeram um grande número de veículos e soldados", detalhou, antes de acrescentar: "Os bombardeamentos e os ataques inimigos não cessam".

NATO reforça parcerias na Ásia e Pacífico perante "sérios desafios" da China

A NATO anunciou esta quarta-feira o reforço da cooperação com os parceiros da Ásia e do Pacífico (Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia), atendendo aos "sérios desafios" que coloca a China.

"Vemos uma parceria estratégica cada vez mais profunda entre Moscovo e Pequim. E a crescente afirmação da China e as suas políticas coercivas têm consequências para a segurança dos Aliados e dos nossos parceiros", afirmou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), numa conferência de imprensa em Madrid, onde está a decorrer a cimeira da Aliança Atlântica.

Pela primeira vez, os parceiros da NATO na região do indo-pacífico estiveram numa cimeira da organização e reuniram-se esta tarde com os países da aliança militar.

Jens Stoltenberg, que falava no final da reunião, acrescentou que a China está a reforçar os seus meios militares, incluindo com armas nucleares, "intimidando países vizinhos e ameaçando Taiwan".

Milícias russófonas e forças de Kiev trocam 144 prisioneiros de guerra de cada lado

As milícias russófonas da região de Donetsk trocaram 144 prisioneiros de guerra ucranianos por um número semelhante de combatentes separatistas, na maior troca do género efetuada desde o início da campanha militar russa na Ucrânia.

"Hoje regressaram a casa 144 combatentes da República Popular de Donetsk e da Rússia, que foram feitos prisioneiros pelo inimigo", anunciou Denis Pushilin, o líder separatista da autoproclamada entidade, através da sua conta no Telegram.

De acordo com o dirigente russófono do leste da Ucrânia, as milícias entregaram à parte ucraniana a mesmo quantidade de prisioneiros, "na sua maioria feridos" e alguns deles são "dos batalhões nacionalistas".

"O seu estado é lamentável; feridas graves, amputações nas extremidades e outras complicações", reivindicou a mesma fonte.

Zelensky condiciona ida ao G20 à guerra e composição da cimeira

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, avisou o seu homólogo indonésio, Joko Widodo, em Kiev, que a sua participação na cimeira do G20 em novembro dependerá da "situação de segurança na Ucrânia e da composição" da reunião.

Zelensky não mencionou diretamente o presidente russo, Vladimir Putin, cuja participação na cimeira a realizar na ilha indonésia de Bali tem sido objeto de controvérsia.

Ao contrário da Rússia, a Ucrânia não é membro do G20, mas Widodo, cujo país preside ao grupo, deslocou-se a Kiev para convidar Zelensky a participar na cimeira.

"Certamente, aceito o convite. A participação da Ucrânia dependerá da situação de segurança no país e da composição" da cimeira, disse Zelensky a Widodo perante os jornalistas, segundo a agência noticiosa francesa AFP.

Acordo com Ucrânia e Moldávia é início da globalização da mobilidade

A comissária europeia para os transportes defendeu, em França, que o acordo assinado com a Ucrânia e a Moldávia constitui um "primeiro passo" na globalização da mobilidade.

"Lamento a situação perante a qual temos que assinar este acordo [...], mas no nosso mercado interno não devemos ter barreiras", afirmou Adina Valean, após a assinatura do acordo de cooperação com os dois países, que decorreu em Lyon, França.

Para a comissária, que agradeceu o trabalho da sua equipa, este é assim o "primeiro passo" na globalização da mobilidade.

Acordo com Bruxelas vai aumentar exportações agrícolas

O ministro das Infraestruturas da Ucrânia, Oleksandr Kubrakov, afirmou hoje que o acordo assinado com Bruxelas, em matéria de mobilidade, vai permitir aumentar as exportações de bens agrícolas do país e salvar vidas.

A Comissão Europeia assinou hoje acordos de cooperação com a Ucrânia e a Moldávia, que permitirão aos operadores ter "livre acesso" ao território europeu, face ao impacto da invasão russa.

Os detalhes do acordo permanecem confidenciais, mas Bruxelas já adiantou que este permite aos operadores da Ucrânia e da Moldávia ter "livre acesso" ao território europeu.

Kiev saúda "posição lúcida" da Aliança sobre a Rússia

A Ucrânia saudou hoje a "posição lúcida" da NATO sobre a Rússia, designada de "ameaça direta" pela Aliança, e as suas "decisões essenciais" sobre o apoio a Kiev e o início do processo de adesão da Finlândia e Suécia.

"Hoje em Madrid a NATO provou que pode tomar decisões difíceis mas essenciais", congratulou-se o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, na rede social Twitter.

Na mesma mensagem, Kuleba frisou a "posição lúcida" da organização sobre a Rússia e a sua "posição forte" sobre a Ucrânia, que "contribuirá para proteger a segurança e a estabilidade euro-atlânticas".

Catarina Martins critica "péssimo começo da cimeira" com adesão da Finlândia e Suécia

Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA

A coordenadora bloquista, Catarina Martins, criticou esta quarta-feira que, no alargamento da NATO, "a primeira coisa a cair são as razões da democracia e dos direitos humanos", considerando "um péssimo começo de cimeira" a adesão da Suécia e da Finlândia.

"Acho que é um péssimo começo da cimeira e sobre a natureza da NATO estamos conversados. Há dois países [Suécia e Finlândia] que, para entrarem, prometem a um terceiro país, a Turquia - que é tudo menos uma democracia - que os direitos humanos não vão valer assim tanto na política externa", respondeu aos jornalistas Catarina Martins, à margem de uma visita ao Ocean Base Camp, no âmbito da Conferência dos Oceanos.

A coordenadora do BE afirmou que NATO nunca defendeu a democracia ou direitos humanos, criticando que "agora, quando se discute o alargamento da NATO, a primeira coisa a cair são as razões da democracia e as razões dos direitos humanos".

"É por isso que dizemos que não vai ser a NATO a solução e é preciso deixar a hipocrisia de lado e concentrar a diplomacia internacional no que é fundamental: a retirada imediata da Rússia, a reconstrução da Ucrânia e isso claramente não é com a NATO que se vai conseguir. É preciso sim que as Nações Unidas possam ser esse pivô de uma conferência de paz", apelou.

Cimeira de Madrid declara Rússia "maior e mais direta ameaça" à NATO

(Foto: Pierre-Philippe MARCOU / AFP)

Os líderes da NATO declararam esta quarta-feira a Rússia como a "maior e mais direta ameaça" à paz e segurança dos países da Aliança Atlântica, no final da primeira sessão de trabalho da cimeira de Madrid.

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Síria reconhece oficialmente repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk

A Síria reconheceu oficialmente a independência das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia.

Segundo avança a Reuters, a Presidência síria mostrou vontade de criar relações com as duas repúblicas em fevereiro, informação também confirmada pela agência estatal síria SANA.

Bruxelas quer flexibilizar ajuda a acolhimento de refugiados e aumentar verbas


Foto: Roman Pilipey/EPA

A Comissão Europeia quer flexibilizar a ajuda aos Estados-membros que acolhem refugiados da Ucrânia, propondo o pacote Fast-CARE que mobiliza mais 3,5 mil milhões de euros e oferece financiamento comunitário a 100% em determinados casos.

Bruxelas propõe o reforço do apoio no âmbito da Ação de Coesão a favor dos Refugiados na Europa (CARE), prevendo uma maior flexibilidade na execução das verbas ao abrigo da política de coesão - Fast-CARE - "para ajudar os Estados-membros, as autoridades regionais e locais e os parceiros a fazer face às consequências da agressão russa contra a Ucrânia", segundo um comunicado.

A comissária europeia para a Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, explicou, em conferência de imprensa, que o cofinanciamento da União Europeia (UE) a 100% será alargado a prioridades que promovam a integração socioeconómica de nacionais de países terceiros, tanto ao abrigo dos programas da política de coesão no período de 2014-2020 como nos de 2021-2027.

Por outro lado, no período em vigor (2021-2027), o pacote Fast-CARE duplica a verba de 3,5 mil milhões de euros que tinha já sido aprovada, permitindo que os 27 beneficiem rapidamente de maior liquidez.

Crimeia terá ligação ao sul ucraniano por comboio e autocarro

Linhas de comboio e de autocarro ligarão a partir de 1 de julho a Crimeia, anexada pela Rússia, às regiões do sul da Ucrânia recentemente conquistadas, anunciaram hoje as autoridades de ocupação pró-russas.

Esta é a primeira ligação entre as duas zonas desde que Moscovo anexou a província ucraniana da Crimeia em 2014 e suspendeu os transportes entre as duas regiões.

O autoproclamado Ministério do Interior da região de Kherson, ocupada desde março pelas tropas russas, afirmou que os autocarros circularão duas vezes por dia entre a capital da Crimeia, Simferopol, e a cidade de Kherson.

A partir do início de julho, os autocarros também ligarão Simferopol às cidades conquistadas de Melitopol e Berdyansk, na região ucraniana de Zaporíjia, parcialmente ocupada pelo exército russo.

Volodymyr Zelensky disse aos líderes da NATO, ao discursar na cimeira de Madrid, que Kiev precisa de mais armas e dinheiro para se defender da invasão da Rússia.

O presidente ucraniano avisou que as ambições de Moscovo não vão parar no seu país.

"Esta não é uma guerra travada pela Rússia contra a Ucrânia. Esta é uma guerra pelo direito de ditar as condições na Europa e pelo que será a futura ordem mundial", afirmou.

Num apelo, o líder garantiu que é "absolutamente necessário" que os países da NATO apoiem a Ucrânia "com armas, dinheiro e sanções políticas contra a Rússia".

A Ucrânia precisa de mísseis modernos e de sistemas de defesa aérea, insistiu Zelensky. "Ao fornecê-los podem acabar com o objetivo da Rússia de destruir as nossas cidades e aterrorizar civis".

Bruxelas diz que aumento das exportações de Kiev depende da solidariedade

A Direção-Geral da Mobilidade e dos Transportes (DG Move) da Comissão Europeia defendeu hoje, em França, que é necessário aumentar a exportação de produtos agrícolas da Ucrânia, o que disse estar dependente de solidariedade.

"Penso que a solidariedade é muito importante não só para a Ucrânia, mas também para a Europa. Sem isso, não será possível aumentar as exportações de produtos agrícolas da Ucrânia, nomeadamente dos cereais", afirmou o diretor-geral da DG Move, Henrik Hololei, que falava num 'briefing' com os jornalistas, em Lyon, no âmbito do seminário "Conecting Europe Days".

Kiev negoceia com Moscovo libertação de combatentes estrangeiros

Kiev estabeleceu conversações com Moscovo no sentido de conseguir a libertação de combatentes ucranianos e de voluntários estrangeiros presos pelas forças russas, confirmou hoje o chefe de Estado da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Moscovo mantém como prisioneiros "milhares" de ucranianos e "soldados de todo o mundo que se ofereceram como voluntários" para defender a Ucrânia, recordou Zelensky em declarações à estação norte-americana NBC.

O chefe de Estado ucraniano agradeceu o apoio dos combatentes voluntários, que considera "heróis", tendo confirmado que estão em curso negociações no sentido de libertar aqueles que foram feitos prisioneiros.

"Todos entendem que a guerra na Ucrânia hoje está aqui, nesta terra, mas amanhã pode acontecer em qualquer lugar da Europa e 'depois de amanhã' pode acontecer nos Estados Unidos", afirmou ainda o Presidente ucraniano.

Assim, acrescentou, "é absolutamente justo afirmar-se que a guerra na Ucrânia já é uma guerra na Europa e nos Estados Unidos só que - territorialmente - está a acontecer aqui".

Biden anuncia reforços da presença militar norte-americana em toda a Europa

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou esta quarta-feira que vai reforçar a presença militar norte-americana em toda a Europa para que a NATO possa responder a ameaças "vindas de todas as direções e em todas as áreas".

A medida visa ajudar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) a "responder às ameaças vindas de todas as direções e em todas as áreas: terrestre, aérea e marítima", explicou o Presidente dos EUA.

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Acordo para entrada de Suécia e Finlândia na NATO recebe aplauso geral em Madrid

A satisfação pelo levantamento do veto da Turquia à entrada da Suécia e da Finlândia na NATO marcou as declarações de vários líderes da Aliança à entrada para a cimeira de Madrid.

O presidente da Macedónia do Norte, país que entrou na NATO em 2020, manifestou o apoio à entrada da Geórgia e de todos os países da Europa de Leste, incluindo a Ucrânia. "A melhor política da NATO ao longo das décadas tem sido a política de portas abertas", disse Stevo Pendarovski.

O primeiro-ministro checo, Petr Fiala, defendeu que a adesão da Finlândia e da Suécia será um "forte apoio à segurança da Europa".

Já o presidente da Bulgária, Rumen Radev, considerou que "a Aliança está de regresso à sua verdadeira missão, de ser o garante da soberania, segurança e integridade territorial dos seus membros, como resultado da agressão russa na Ucrânia".

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Boris Johnson diz que Putin não teria invadido a Ucrânia se fosse mulher

Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, disse terça-feira, em declarações à televisão alemã "ZDF", que a guerra na Ucrânia é um "exemplo perfeito de masculinidade tóxica" e acredita que o género de Putin é um fator contribuinte para a invasão da Ucrânia.

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"Destruição é catastrófica" em Lysychansk


Foto: Anatolii Stepanov / AFP

Os combates continuam em todas as povoações da comunidade de Lysychansk, segundo Serhai Haidai, governador da região de Lugansk. "Os bombardeamentos continuam constantemente, a destruição é catastrófica", disse.

Turquia vai exigir à Finlândia e Suécia extradição de 33 pessoas


Foto: Kiko Huesca/EPA

A Turquia vai exigir à Finlândia e à Suécia a extradição de 33 pessoas dos movimentos PKK e Fetö, que considera terroristas, anunciou Ancara um dia após levantar o veto ao acesso dos Estados nórdicos à NATO.

"Sob o novo acordo, pediremos à Finlândia que extradite seis membros do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) e seis membros do Fetö e à Suécia que extradite 10 membros do Fetö e 11 do PKK", disse o ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag.

O PKK é classificado como terrorista por Ancara, União Europeia e Estados Unidos, devido à rebelião armada curda no sudeste turco, iniciada em 1984, enquanto a Fetö, sigla do movimento fundado pelo pregador Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos e considerado pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como o instigador de uma tentativa de golpe de Estado em julho de 2016.

Marcelo revela aditamento sobre a China no novo conceito estratégico da NATO

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, assinalou "um aditamento importante" sobre a China no novo conceito estratégico da NATO e considerou que a Aliança quer "uma posição forte para chegar à paz" com a Rússia.

Em declarações aos jornalistas, à entrada para o Fórum Económico Portugal-Quénia, no antigo picadeiro real junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "o novo conceito estratégico da Aliança Atlântica, isto é, a sua posição em relação aos próximos anos pela primeira vez fala na China".

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Referendo em Kherson sobre a adesão à Rússia previsto para "o próximo semestre"

Kirill Stremousov, chefe adjunto da administração apoiada pela Rússia em Kherson, disse à agência Reuters que ainda não havia uma data definida para o referendo sobre a adesão da região à Federação Russa, mas que esperava a votação acontecesse "no próximo semestre".

Maioria das infraestruturas afetadas na Ucrânia


Foto:Sergey Kozlov/EPA

O ministro das Infraestruturas da Ucrânia indicou, esta quarta-feira, que a maioria das pontes, estradas, portos e aeroportos do país foram atacados pela Rússia, ressalvando que a Ucrânia está a tentar manter a conectividade.

"Cerca de metade das pontes rodoviárias foram atacadas. A maioria dos aeroportos já foram atacados várias vezes e o mesmo acontece nos portos. A situação é muito complicada", afirmou Oleksandr Kubrakov, que falava no seminário "Conecting Europe Days", que decorre em Lyon, França.

No entanto, o governante assegurou que a Ucrânia está a tentar manter a conectividade nos transportes, o que defendeu ser fundamental para reconstruir as empresas e, consequentemente, a economia do país.

Kubrakov notou que a reconstrução de todas as infraestruturas implica um investimento "muito elevado", que o país "não consegue suportar sozinho".

Polónia apoia revisão da doutrina da Aliança sobre a Rússia

O Presidente polaco, Andrzej Duda, apoiou hoje a mudança estratégica na NATO para que a Rússia seja considerada como um país "não fiável".

Ao chegar à cimeira da NATO em Madrid, Duda disse que a mudança no conceito estratégico da Aliança Atlântica era "há muito esperada", mas tornou-se mais urgente na sequência da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

"A Rússia ameaça abertamente os Estados Bálticos, e já há algum tempo que ouvimos ameaças contra a Polónia", disse.

"Isto é algo que eu gostaria de ver refletido nas disposições desta cimeira", afirmou.

Os líderes da NATO vão aprovar em Madrid um novo conceito estratégico que o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, disse que vai refletir o contexto atual, que descreveu como "um mundo mais perigoso e competitivo".

Hungria avisa que não vai apoiar proposta de intervenção na Ucrânia

O primeiro-ministro da Hungria avisou hoje que não apoiará nenhuma proposta que envolva a NATO na guerra na Ucrânia, alegando que se trata de um conflito apenas entre a Rússia e a Ucrânia, refere a agência estatal MTI.

"Não apoiaremos nenhuma proposta que possa envolver a NATO e a Hungria neste conflito, já que esta é uma guerra russo-ucraniana e a NATO é uma aliança de defesa", afirmou o ultranacionalista Viktor Orbán, segundo o seu assessor de imprensa, Bertalan Hevesi depois de uma reunião do primeiro-ministro húngaro com o colombiano Andrés Pastrana, presidente da Internacional Democrata Centrista.

Orbán chegou a Madrid na terça-feira à noite para participar na cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), onde apoiará os esforços para restaurar a paz na Ucrânia, adiantou o seu assessor de imprensa.

"Em vez de escalar a guerra, a Hungria apoia os esforços pela paz", disse o chefe do Governo após o jantar oferecido pelo Rei e Rainha de Espanha aos chefes de Estado e de Governo participantes no encontro.

Costa não garante data para Portugal atingir os 2% do PIB para Defesa


Foto: Javier Soriano/ AFP

O primeiro-ministro diz que Portugal não se pode "objetivamente comprometer" com uma data para atingir a meta de 2% do PIB reservados à Defesa, afirmando que o país só assume "compromissos que pode cumprir".

"Nós assumimos compromissos que sabemos que podemos cumprir. (...) De uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data [para atingir os 2% do PIB destinados à Defesa], atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros, e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública", afirmou António Costa à chegada ao Parque de Exposições de Madrid, onde decorre a cimeira da NATO.

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Boris Johnson: "Putin estava errado e vai ter mais NATO à porta"


Foto: Javier Soriano/ AFP

O primeiro-ministro britânico reafirmou, esta quarta-feira, que o presidente da Rússia vai ter "mais NATO à porta" com a esperada entrada da Suécia e da Finlândia, ao contrário do que pensava quando invadiu a Ucrânia.

Vladimir Putin "esperava que houvesse menos NATO, mas estava completamente errado", disse Boris Johnson numa breve declaração à entrada da cimeira da Aliança Atlântica, em Madrid.

Johnson referia-se às candidaturas da Suécia e da Finlândia, que foram desbloqueadas na terça-feira, já em Madrid, com um acordo entre os dois países e a Turquia, que se opunha à sua entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês).

Contribuição da Alemanha "será significativa" para forças rápidas


Foto: Javier Soriano/ AFP

O chanceler alemão, Olaf Scholz, assegurou que os 100 mil milhões de euros que a Alemanha vai canalizar para modernizar as suas forças armadas serão uma "contribuição significativa" também para a NATO e as forças de resposta rápida.

"Vamos dar uma contribuição significativa para a estabilidade e segurança que a NATO proporciona, para a paz, que tanto nos preocupa a todos", afirmou à chegada à cimeira da Aliança Atlântica, que decorre em Madrid.

O valor, adiantou Scholz, também contribuirá para proteger melhor os Estados da zona leste da NATO, permitindo "mais cooperação e envio de mais militares para defender as fronteiras em caso de ataque".

Reforço das forças de reação rápida "prontas até ao próximo ano"

As forças de reação rápida da NATO, que irão aumentar dos atuais 40 mil para 300 mil, estarão "prontas até ao próximo ano" e serão atribuídas a países do leste da Europa, anunciou o secretário-geral da Aliança.

"No que se refere às forças de reação rápida, acho que estarão prontas até ao próximo ano. Iremos tomar a decisão agora, e depois vamos começar a implementação, e depois vão estar disponíveis e prontas no próximo ano, esse é que é o plano", afirmou Jens Stoltenberg em Madrid.

Portugal terá que negociar reforço no flanco leste da Europa

Para responder às novas necessidades da NATO, Portugal também terá de disponibilizar mais meios militares, o que "será negociado" com a Aliança.

Com a aprovação do novo Conceito Estratégico da NATO, que coloca a Rússia como a maior ameaça à segurança transatlântica, a Aliança Atlântica pretende aumentar a capacidade de resposta militar no flanco leste da Europa. Desta forma, em vez dos habituais 40 mil militares, a organização quer ter à disposição pelo menos 300 mil combatentes, aumentando em mais de sete vezes a bolha de defesa territorial. Portugal, um dos 30 estados-membros, também terá de expandir os esforços, mas até que ponto terá facilidade em movimentar força humana e disponibilizar meios?

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"Aliados prontos para que processo de ratificação aconteça o mais rapidamente possível" para a Suécia e Finlândia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse, esta quarta-feira, que espera uma ratificação rápida da adesão da Suécia e da Finlândia à aliança militar.

"Vamos tomar a decisão na cimeira de convidar a Suécia e a Finlândia a tornarem-se membros, o que é uma rapidez sem precedentes", disse numa declaração aos jornalistas no segundo dia da cimeira da NATO, em Madrid.

Ambos os países candidataram-se à adesão à aliança em meados de maio. A Turquia opunha-se mas levantou o seu veto após a assinatura de um memorando que "responde às preocupações" de Ancara.

"Após o convite, precisamos de um processo de ratificação em 30 parlamentos. Isso leva sempre algum tempo, mas espero também que seja bastante rápido porque os aliados estão prontos a tentar que esse processo de ratificação aconteça o mais rapidamente possível", acrescentou Jens Stoltenberg.

Escultura de Jeff Koons angaria 11,7 milhões de euros para Ucrânia


Foto:CARLOS JASSO / AFP

A escultura Balloon Monkey (Magenta), do norte-americano Jeff Koons, foi vendida pela Christie's por mais de 10 milhões de libras, dinheiro que será aplicado em ajuda humanitária na Ucrânia, anunciou a leiloeira com sede em Londres.

A licitação, num valor que corresponde a cerca de 11,7 milhões de euros, foi apresentada pelo empresário e filantropo ucraniano Victor Pinchuk e pela sua mulher Olena.

Os fundos obtidos serão usados para ajudar soldados e civis gravemente feridos na guerra entre a Rússia e a Ucrânia e que necessitem de próteses, tratamento médico e de reabilitação.

A escultura, em forma de balão e de cor magenta, representa a inocência e a alegria, tanto para crianças como para adultos, acrescenta o comunicado da leiloeira.

EUA anunciam sanções contra indústria militar russa

O Governo dos Estados Unidos anunciou sanções económicas contra 70 empresas e 29 pessoas com ligações às Forças Armadas russas, tendo como objetivo reduzir o seu poder militar e os seus esforços na invasão da Ucrânia.

Num comunicado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos detalhou visados, já anunciados na segunda-feira no âmbito do G7.

Uma das entidades sancionadas é a Rostec, conglomerado público russo dedicado a aumentar e consolidar o poder da Rússia em áreas como tecnologia, militar e aeroespacial, com subsidiárias em aviação, defesa, automóveis e metais.

Destas subsidiárias, estavam sujeitas às sanções norte-americanas a UAC (setor aeroespacial), Tupolev (fabricante de aviões bombardeiros), Irkut (produtor de caças) e UEC (fabricante de motores para defesa e segurança), entre outras.

Por seu lado, as pessoas sancionadas são principalmente membros da União de Voluntários do Donbass, uma organização de 14 mil autodenominados "veteranos" da invasão russa da Ucrânia.

Zelensky diz que Rússia já disparou mais de 2800 mísseis contra o país

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que o Exército russo já disparou um total de 2811 mísseis contra as cidades ucranianas, desde o início da guerra em 24 de fevereiro.

"A partir desta noite, o número total de mísseis russos que atingiram as nossas cidades já é de 2811. Temos todas as provas do que as tropas russas estão a fazer contra o nosso povo", escreveu o chefe de Estado no serviço de mensagens Telegram.

Volodymyr Zelensky recordou ainda o ataque a um centro comercial em Krementchouk, no centro da Ucrânia, na segunda-feira, que provocou pelo menos 13 mortos e 40 feridos.

"O míssil russo atingiu esse mesmo objeto, de forma deliberada. Eles queriam matar o maior número de pessoas numa cidade tranquila, no centro comercial comum", observou.

Cimeira "transformadora" da NATO com intervenção de Zelensky


Foto: Kiko Huesca/EPA

A cimeira da NATO, que decorre em Madrid, com um programa condicionado pela guerra na Ucrânia, arrancará com uma intervenção do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Estarão em Madrid delegações de 44 países, incluindo Portugal, e o número de líderes de Governo e de chefes de Estado é o maior de sempre numa cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), que tem sido designada como "chave", "transformadora", "crucial" ou "histórica" pelos dirigentes dos estados-membros e da própria aliança militar, atendendo à invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Durante esta cimeira, hoje e quarta-feira, os 30 países aliados na NATO vão aprovar o reforço de meios no terreno no leste da Europa e de tropas em prontidão, que neste caso passarão de 40 mil para mais de 300 mil, segundo declarações do secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, que disse estar em causa "a maior revisão" da estratégia de dissuasão e defesa da organização desde a Guerra Fria.

Ainda segundo Stoltenberg, o novo Conceito Estratégico que será aprovado nesta cimeira, que orientará a ação da aliança na próxima década, deverá definir a Rússia como a sua maior e mais direta ameaça à NATO, depois de no anterior, aprovado em Lisboa, em 2010, ter ficado escrito uma aproximação a Moscovo.

Bom dia. Iniciamos o acompanhamento ao minuto dos principais acontecimentos na guerra da Ucrânia, que entra no 126.º dia, marcado pela reunião da NATO em Madrid, Espanha.

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