Dia 88

Rússia pronta para retomar negociações de paz

Augusto CorreiaMaria CamposMariana Albuquerque

 foto EPA

Rússia intensifica ataques na região de Lugansk|

 foto Yasuyoshi CHIBA / AFP

O ministro russo dos Transportes admitiu que as sanções internacionais tiveram uma ação disruptiva nos corredores logísticos do país. No terreno, relatórios de Londres e relatos locais evidenciam um aumento da pressão russa no Leste da Ucrânia.

Boris Johnson conversou com Zelensky

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, conversou este domingo com o chefe de Estado ucraniano, Zelensky, realçando a preocupação com o bloqueio russo do porto de Odessa, o maior do país.

O tema tem sido debatido pelos líderes mundiais, que alertam para o perigo da insegurança alimentar, sobretudo nos países em desenvolvimento. De recordar que as Nações Unidas apelaram, há dias, ao Kremlin que facilite o acesso àquele porto. A Rússia respondeu exigindo o levantamento das sanções impostas pelo Ocidente.

Ucrânia poderá perder 100 soldados por dia no Donbass

O presidente ucraniano, Zelensky, afirmou este domingo que, com o intensificar dos combates no leste do país, Kiev poderá perder 100 soldados por dia, avança o jornal "The Kyiv Independent".

Finlândia admite que veto turco atrasará adesão em "várias semanas"

Pekka Haavisto, ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia (Foto: EPA/KIMMO BRANDT)

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Finlândia, Pekka Haavisto, admitiu este domingo que o veto turco à integração do país na NATO atrasará em "várias semanas" o processo de adesão.

A Turquia, enquanto membro da Aliança Atlântica, tem ameaçado vetar a entrada da Suécia e da Finlândia após acusar ambos os países de manterem ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), com o qual está em guerra há várias décadas e que considera um "grupo terrorista".

Em entrevista ao canal televisivo finlandês Yle, Pekka Haavisto disse que o seu país continuará em conversações com a Turquia, mas que os prazos dilataram consideravelmente.

Contudo, revelou-se otimista sobre a resolução do diferendo entre os dois países, uma vez que Helsínquia pode garantir a Ancara que as ligações com o PKK serão supervisionadas com muito mais cuidado, conforme solicitado pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Rússia pronta para retomar negociações de paz

A Rússia está disposta a retomar as negociações de paz, disse o principal negociador da Rússia este domingo.

Segundo a Associated Press, o assessor do Kremlin, Vladimir Medinsky, disse, numa entrevista à televisão bielorrussa, que “a Rússia nunca recusou negociações”.

“Da nossa parte, estamos prontos para continuar o diálogo. Congelar as negociações foi inteiramente iniciativa da Ucrânia”, disse Medinsky, acrescentando que “a bola está completamente do lado deles”.

Depois de conquistar o título da Premier League inglesa pela quarta vez com o Manchester City, o futebolista ucraniano Oleksandr Zinchenko disse que achava difícil pensar em futebol depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia em fevereiro.

Falando à "Sky Sports" depois de colocar a bandeira ucraniana ao redor do troféu da Premier League, Zinchenko considerou o momento inesquecível.

"Estou muito orgulhoso de ser ucraniano. Adoraria um dia trazer este título para a Ucrânia, para todos os ucranianos, porque merecem", afirmou, acrescentando que o tempo desde o início da invasão foi o "período mais difícil da minha vida".

Lituânia deixa de comprar energia da Rússia

A Lituânia deixou de importar energia da Rússia a partir deste domingo. O ministro da Energia disse que as importações de gás, petróleo e eletricidade de Moscovo pararam em "solidariedade" com a Ucrânia e para cortar o financiamento para a "máquina de guerra russa".

O país espera que a procura de eletricidade possa ser atendidas através da produção local de energia verde.

Ao 88.º dia de guerra, um mar de bandeiras cobre a morte em Kharkiv

Mais um dia, mais ataques. Severodonetsk, na região de Lugansk, é a "prioridade tática imediata" da Rússia, que continua a bombardear zonas residenciais. Em Kharkiv, um cemitério encheu-se de bandeiras da Ucrânia - uma por cada soldado que caiu na frente de batalha. Zelensky encontrou-se hoje com o presidente polaco, que demonstrou um forte apoio ao país.

Os pontos-chave do 88.º dia de guerra AQUI

A Ucrânia pode perder até 100 soldados por dia a lutar na região leste, disse o presidente Volodymyr Zelensky.

Os habitantes estão a ser deportadas de Mariupol para outros territórios controlados pela Rússia cada vez mais depressa, de acordo com um conselheiro do autarca da cidade portuária.

Segundo Petro Andryushchenko, 313 moradores de Mariupol foram levados para um chamado "campo de filtragem" em Bezimenne, ocupada pela Rússia, no sábado. 55 eram crianças. Muitos dos que estão a ser levados para campos foram posteriormente enviados para a Rússia.

Nenhuma decisão será tomada sem a Ucrânia, diz líder polaco

O presidente polaco transmitiu uma mensagem de forte apoio à Ucrânia durante o primeiro discurso pessoal de um líder estrangeiro ao parlamento em Kiev desde o início da invasão russa. Andrzej Duda agradeceu à Ucrânia por defender a Europa contra o que chamou de “imperialismo russo”.

“O mundo livre tem a cara da Ucrânia”, disse, acrescentando que os apelos recentes para Kiev negociar com o presidente russo Vladimir Putin, e até mesmo ceder a algumas das suas exigências, são perturbadores. Nenhuma decisão sobre o seu futuro será tomada sem você, garantiu a Zelensky.

Um mar de bandeiras marca sepulturas de soldados mortos num cemitério de Kharkiv. O cemitério de Bezliudivka tem uma secção militar há vários anos,, mas tem enterrado cada vez mais soldados desde o início da invasão em fevereiro. Foi colocada uma bandeira por cada uma das campas.

Kiev estende direitos de polacos que vivem na Ucrânia

Os cidadãos polacos que vivem na Ucrânia deverão ter os mesmos direitos que os refugiados ucranianos na Polónia estão a receber atualmente.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou o plano durante uma visita do homólogo polaco, Andrzej Duda.

A Polónia concedeu o direito de viver, trabalhar e reivindicar pagamentos da previdência social a mais de três milhões de refugiados ucranianos que fugiram da invasão da Rússia.

Presidente senegalês vai a Moscovo e a Kiev em nome da União Africana

O Presidente senegalês anunciou que vai deslocar-se à Rússia e à Ucrânia em nome da União Africana, a que atualmente preside, após um convite de Moscovo e o desejo manifestado pelo Presidente ucraniano de contactar com líderes africanos.

Macky Sall disse, numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão, Olaf Scholz, que tinha recebido um mandato da União Africana para fazer a viagem. A Rússia tinha feito um convite para esse efeito, adiantou.

O conflito na Ucrânia está a deixar a sua marca no Fórum Económico Mundial em Davos.

Normalmente a Rússia estaria presente, mas este ano um espaço na rua principal da cidade na Suíça foi transformado numa Casa Russa de Crimes de Guerra por artistas ucranianos. Retrata imagens de miséria e devastação causadas pela invasão russa, que começou em fevereiro.

A Rússia nega acusações de crimes de guerra.

Zelensky espera obter em junho o estatuto de candidato à UE

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou a esperança de que, em junho, a Ucrânia obtenha o estatuto de candidato à União Europeia (UE), após o Presidente polaco, Andrzej Duda, garantir o seu apoio e o da Polónia.

Durante uma conferência de imprensa conjunta, em Kiev, Zelensky afirmou que a Ucrânia pertence à comunidade europeia desde há muito tempo, mas sublinhou que para entrar na UE é preciso "embaixadores e amigos poderosos", refere a agência de notícias espanhola EFE, que cita a agência de notícias polaca PAP.

"Acreditamos que isso vai acontecer e contamos com o estatuto de país candidato à UE em junho. Contamos com o apoio poderoso de Andrzej [Duda] nesta questão", declarou Zelensky.

"Exterminador": o mais famoso tanque russo estreia-se em combate na Ucrânia

A Rússia mobilizou os afamados tanques BMPT. Conhecido como "Exterminador", é um veículo de apoio com uma capacidade defensiva e ofensiva alegadamente muito mais avançadas, nunca testadas em combate antes.

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Marcha no Porto para lembrar que "a guerra ainda não está ganha"

Mais de 300 pessoas marcharam, esta tarde, pelo Passeio Alegre, no Porto, vestindo camisas brancas com bordados tradicionais ucranianos, uma "festa tradicional" da Ucrânia para "lembrar que a guerra ainda não está ganha".

"Vychyvanka" é o nome da festa que a comunidade ucraniana no Porto quis trazer às ruas da cidade, um "momento de celebração", como explicou à Lusa a cônsul da Ucrânia no Porto, Alina Ponomarenko, durante a marcha de cerca de três quilómetros.

Na marcha, que saiu do Castelo do Queijo, juntaram-se mais de 300 pessoas, "quase tudo ucranianos, uns a viver em Portugal há anos e outros aqui de passagem", explicou Alina Ponomarenko.

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Parlamento ucraniano proíbe símbolos da guerra da Rússia

​​​​​​​O parlamento ucraniano aprovou um projeto de lei que proíbe símbolos da invasão russa, incluindo aqueles que contêm as letras Z e V, disse o deputado Yaroslav Zheleznyak.

Zheleznyak observou que o documento incluía as propostas do presidente Zelensky, que apresentou quando vetou o projeto de lei anterior aprovado em 14 de abril.

A nova versão da lei alarga o leque de casos em que é permitida a exibição dos símbolos, nomeadamente em museus, bibliotecas, obras científicas e manuais escolares. O novo projeto de lei proíbe ainda a criação de ONGs que usem símbolos de guerra russos e cujas atividades visam difundir propaganda de guerra e minar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia.

França adverte que pode demorar "15 ou 20 anos" para a Ucrânia aderir à UE

Uma tentativa da Ucrânia de entrar na UE pode não ficar finalizada por "15 ou 20 anos", disse o ministro de Assuntos Europeus da França. "Temos de ser honestos. Se se diz que a Ucrânia vai aderir à UE em seis meses, ou um ano ou dois, estão a mentir", disse Clement Beaune. "É provavelmente em 15 ou 20 anos, demora muito tempo."

Beaune repetiu a oferta do presidente francês Emmanuel Macron de criar uma "comunidade política europeia" mais flexível que poderia ajudar a integrar a Ucrânia mais cedo. "Não quero oferecer aos ucranianos nenhuma ilusão ou mentira".

Civis feridos em ataques em Zaporíjia

Autoridades da região de Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, relataram ferimentos em civis após ataques de mísseis russos a uma vila. Explosões terão acordado as pessoas no meio da noite.

Ataques aéreos russos atingem regiões de Mykolaiv e Donbass

A Rússia atacou as forças ucranianas com ataques aéreos e artilharia no leste e no sul, visando centros de comando, tropas e depósitos de munição, de acordo com uma atualização do Ministério da Defesa russo.

O major-general Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa, disse que mísseis atingiram três pontos de comando, 13 áreas onde tropas e equipamentos militares ucranianos foram acumulados, bem como quatro depósitos de munição na região de Donbass.

Mísseis russos atingiram um sistema anti-drone móvel perto do assentamento de Hannivka, cerca de 100 quilómetros a nordeste da cidade de Mykolaiv.

Andriy Shevchyk, autarca instalado pela Rússia na cidade ocupada de Enerhodar, terá ficado ferido numa explosão.

O autarca eleito da cidade, Dmytro Orlov - que atualmente está nas proximidades de Zaporíjia - escreveu que Shevchyk e os seus guarda-costas foram levados para o hospital. Orlov acrescentou que mais ninguém ficou ferido na explosão, sugerindo que foi um "ataque preciso e direcionado".

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, estendeu a lei marcial do país durante três meses até 22 de agosto.

O líder ucraniano assinou pela primeira vez o decreto, juntamente com uma convocação de mobilização militar geral, em 24 de fevereiro, quando as forças russas invadiram a Ucrânia.

Cardeal Tolentino Mendonça alerta para "insuportáveis sofrimentos causados pela guerra"

O cardeal José Tolentino Mendonça desafiou os peregrinos a entenderem a paz como uma tarefa confiada "às mãos" de cada pessoa, alertando para os "insuportáveis sofrimentos causados pela guerra".

O cardeal presidiu esta manhã à celebração eucarística com a presença da imagem do Santo Cristo, na Igreja de São José, na cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. Devido às condições meteorológicas, a eucaristia realizou-se na Igreja de São José e não, como habitualmente, no Campo de São Francisco.

Na homilia, o cardeal sublinhou: "Jesus deixa-nos a paz, mas não nos deixa uma paz instantânea, pronta a servir, deixa-nos a paz como projeto". "A paz como tarefa, confiada às nossas mãos", acrescentou o cardeal bibliotecário e arquivista da Santa Sé, que preside pela primeira vez às festas do Santo Cristo.

José Tolentino Mendonça referiu ser fundamental que cada pessoa "acolha" no "coração" a pergunta sobre o significado da paz, uma interrogação que "ganha contornos ainda mais dramáticos perante os insuportáveis sofrimentos causados pela guerra".

Ucrânia pede lançadores MLRS e armas pesadas para desbloquear Mar Negro

O assessor da presidência ucraniana, Mijailo Podolyak, pediu lançadores MLRS (Multiple Launch Rocket System) e armas pesadas para desbloquear a situação no Mar Negro e permitir, assim, a exportação de alimentos.

Segundo a agência Efe, Mijailo Podolyak rejeitou hoje as negociações com a Rússia sobre comboios internacionais de abastecimento de alimentos no Mar Negro e garantiu que a Ucrânia, com vários lançadores de foguetes MLRS, é capaz de desbloquear os portos.

"Negociar com um país que fez centenas de milhões de reféns? Temos uma ideia melhor: o mundo deve concordar com a entrega à Ucrânia de sistemas MLRS e outras armas pesadas necessárias para desbloquear o Mar Negro. Faremos tudo nós mesmos", sublinhou.

Rússia destruiu 58 infraestruturas civis na região de Donetsk

As tropas russas bombardearam nas últimas 24 horas 12 zonas residenciais da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, destruindo 58 infraestruturas civis, indicou hoje a Polícia Nacional ucraniana.

"Num só dia, os russos destruíram 58 infraestruturas civis na região de Donetsk. As forças ocupantes dispararam contra 12 localidades. Há mortos e feridos", refere a polícia ucraniana através de um comunicado publicado na plataforma Telegram e difundido pela agência de notícias Ukrinform.

Rússia afirma ter destruído seis postos de comando com ataques aéreos

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou hoje ter destruído seis postos de comando do exército ucraniano no sábado, três dos quais com mísseis e outros três com ataques da aviação.

"Em resultado dos ataques aéreos, foram aniquilados mais de 210 nacionalistas e destruídas 38 unidades de armamento pesado", afirmou o porta-voz do ministério, Igor Konashenkov.

Portugal reforça fronteira leste da NATO e apoia Kiev na sua luta pela paz

O primeiro-ministro considera que as suas visitas à Roménia, Polónia e Ucrânia permitiram a Portugal reforçar o seu papel na NATO e no acolhimento de refugiados e apoiar Kiev na luta pela paz e reconstrução do país.

António Costa iniciou na quarta-feira à noite em Bucareste uma deslocação a três países da Europa de leste, que o levou também a Varsóvia e Kiev, tendo regressado hoje de manhã a Lisboa.

Na sua conta na rede social Twitter, o primeiro-ministro fez uma pequena síntese destas suas visitas: "Concluída a viagem de trabalho à Roménia, Polónia e Ucrânia. Portugal contribui para o reforço da fronteira Leste da NATO".

Portugal, segundo António Costa, "é solidário com a Polónia no seu apoio aos refugiados; apoia a Ucrânia na sua luta pela paz e na preparação do seu esforço de reconstrução".

Rússia adverte para "teatro de operações militares" na região do Ártico

A Rússia advertiu que a região do Ártico está a converter-se num "teatro internacional de ações militares", tendência que classificou como "muito alarmante".

"Vemos como aumenta a atividade militar internacional nas altas latitudes. Há uma internalização da atividade militar", disse o embaixador russo de missões especiais, Nikolai Korchunov, em declarações à agência oficial russa RIA Novosti.

O diplomata, que preside ao comité de altos cargos do Conselho do Ártico, acrescentou que a "conversão da região ártica" num teatro internacional de ações militares é "muito alarmante".

Mulheres e mães unidas na busca pelos seus soldados

Mulheres e mães de soldados ucranianos tentam recuperar os corpos dos seus maridos e filhos desaparecidos ou mortos na frente de combate, uma busca dificultada por falta de informações e que se estende durante várias semanas.

Essas mulheres recorrem à sede da Organização de Mães de Soldados de Kiev para obter ajuda, procurando trazer de volta os ucranianos mortos nos combates desde o início da invasão russa, em fevereiro, segundo uma reportagem da Efe.

Severodonetsk "é uma prioridade tática russa"

O Ministério da Defesa do Reino Unido (MoD, na sigla original) identificou a cidade de Severodonetsk, na região de Lugansk, no leste ucraniano, como "uma prioridade tática imediata" da Rússia.

"É muito provável que a única companhia de tanques BMPT de apoio operacional venha a ser mobilizada para Severodonetsk, eixo da ofensiva no Donbass", refere o MoD, no relatório divulgado este domingo de manhã.

"A região de Severodonetsk é uma das prioridades táticas imediatas da Rússia. No entanto, com um máximo de 10 Exterminadores", a alcunha dada pelo fabricante aos tanques de combate urbano BMPT, "é improvável que tenham muito impacto na campanha", acrescenta o MoD.

Rússia admite impactos das sanções

O ministro russo dos Transportes, Vitaly Savelyev admite que as sanções internacionais impostas à Rússia estão a ter um impacto na logística do país.

"As sanções que foram impostas à Federação Russa destruíram praticamente todos os corredores logísticos no país", disse Vitaly Savelyev, citado pela agência de notícias Tass. "Somos obrigados a encontrar novos corredores logísticos em conjunto", acrescentou.

E porque o início de um dia não apaga quase três meses de guerra, as incidências mais importantes do que se passou ontem na Ucrânia podem ser recordadas aqui. Da visita de António Costa, impressionado com a "devastação" em Irpin, à reunião com Zelensky, que agradeceu a disponibilidade de Portugal para ajudar. E o conflito no terreno, que continua a matar e arrastar destruição.

Sérvia procura novo acordo com Putin para garantir gás russo

O presidente da Sérvia disse no sábado que Belgrado vai evitar alinhar-se com as sanções ocidentais contra a Rússia enquanto puder e falará com o homólogo russo para assinar um novo acordo de fornecimento de gás.

"O nosso dever é lutar pelo nosso país, mantermo-nos fiéis às decisões escritas pelo Conselho de Segurança Nacional, tanto quanto pudermos e enquanto pudermos", disse Aleksandar Vucic.

Vucic disse esperar discutir o fornecimento de gás com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na próxima semana.

Bom dia, começa aqui o acompanhamento ao minuto do dia 88 da guerra na Ucrânia, quase três meses depois do início do conflito.