Dia 84

Zelensky propõe estender lei marcial e mobilização na Ucrânia

Sandra AlvesDaniela JogoMariana AlbuquerqueMaria Campos

 foto EPA/OLEG PETRASYUK

Imagens divulgadas pelo Ministério da Defesa da Rússia|

 foto Ministério da Defesa da Rússia/ AFP

epa09954346 NATO Secretary-General Jens Stoltenberg (L) and Sweden's Ambassador to NATO Axel Wernhoff shake hands during a ceremony to mark Sweden's and Finland's application for membership in Brussels, Belgium, 18 May 2022. Finland and Sweden are applying for NATO membership as a result of Russia's invasion of Ukraine. The move would bring the expansion of the Western military alliance to 32 member countries. EPA/JOHANNA GERON / POOL|

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Campas em Bucha, nos arredores de Kiev|

 foto OLEG PETRASYUK/EPA

Ao 84.º dia de guerra, a Suécia e a Finlândia apresentaram o pedido formal de adesão à NATO, em Bruxelas. O Kremlin acusou a Ucrânia de "total ausência de vontade" para negociar e pôr termo ao conflito, indicando que 959 soldados ucranianos da fábrica de Azostal se renderam. Anunciou ainda a expulsão de dezenas de diplomatas de França, Espanha e Itália. A Human Rights Watch (HRW) denunciou execuções sumárias, torturas e outros abusos graves cometidos sobre civis. Marcelo Rebelo de Sousa revelou que António Costa irá à Ucrânia esta semana.

Ao 84.º dia, o primeiro soldado russo julgado confessou todos os crimes

A troca de acusações entre Kiev e Moscovo continua. Desta vez, o Kremlin acusa a Ucrânia de uma "total ausência de vontade" de negociar e acabar com a guerra, informando que, desde segunda-feira, 959 soldados presos na Azovstal se renderam. Entretanto, a polícia ucraniana anunciou ter encontrado, até agora, quase 1300 corpos de civis nos arredores de Kiev. Execuções sumárias, torturas e outros abusos denunciados pela "Human Rights Watch". O primeiro soldado russo julgado por crimes de guerra disse "sim" a todas as acusações.

Recorde os pontos-chave do 84.º dia de guerra AQUI

Rússia já disparou mais de dois mil mísseis durante a guerra

As forças russas já dispararam mais de dois mil mísseis desde o início da invasão da Ucrânia, a maioria contra infraestruturas civis e sem benefício militar estratégico, referiu esta quarta-feira o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Para o chefe de Estado ucraniano, os dois mil mísseis já disparados pela Rússia são uma grande parte do seu arsenal militar.

Esta quarta-feira, os mísseis russos atingiram as cidades de Mikolaiv e Dnipro, no sul da Ucrânia, salientou Zelensky no seu discurso noturno por vídeo.

Zelesnky atualizou o estado das evacuações em andamento da siderúrgica Azovstal, em Mariupol. Segundo o líder ucraniano, depois de muita negociação, houve “dois dias de cessar-fogo real” e os primeiros retirados de Azovstal chegariam a Zaporíjia na manhã de quinta-feira.

Ex-coronel russo contradiz declarações na televisão russa

O coronel russo aposentado Mikhail Khodarenok disse que qualquer conversa sobre a possibilidade de a Ucrânia contra-atacar é um "grande exagero", apenas um dia depois de criticar as operações militares da Rússia na Ucrânia, dizendo que a situação da Rússia pode "piorar".

Falando a um canal de televisão estatal russo esta quarta-feira, Khodarenok disse: "Quando as pessoas falam sobre a Ucrânia adquirir a capacidade de contra-atacar, bem, é um grande exagero. E no que diz respeito às ações do nosso comando supremo, há todas as razões para acreditar que a implementação desses planos, num futuro muito próximo, dará à Ucrânia uma surpresa desagradável."

Khodarenok também disse que seria impossível para as forças armadas ucranianas ganhar supremacia aérea nos próximos meses.

Zelensky satiriza a alegação de "armas a laser" da Rússia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky troçou da alegação da Rússia de estar a usar novas e sofisticadas armas a laser para queimar e desativar drones.

Zelensky traçou paralelos com a alegação da Alemanha nazi de ter inventado uma "arma maravilhosa" nos últimos dias da II Guerra Mundial, quando se tornou claro que iriam perder a guerra.

"Quanto mais claro ficava que não tinham hipótese na guerra, mais propaganda havia sobre uma arma incrível que seria tão poderosa a ponto de garantir um ponto de viragem", disse. “E assim vemos que no terceiro mês de uma guerra em grande escala, a Rússia está a tentr encontrar a sua ‘arma maravilhosa’".

Sanções à Rússia apenas preservam direitos "de um pequeno grupo"

​​​​​​​O ministro das Relações Exteriores do Brasil considerou que as sanções impostas à Rússia apenas servem para "preservar os direitos imediatos de um pequeno grupo de países".

"As sanções impostas agravam os efeitos económicos do conflito e geram um impacto cada vez mais evidente sobre as cadeias de suprimentos de produtos essenciais. As sanções impostas buscam preservar os interesses imediatos de um pequeno grupo de países prejudicando, ao mesmo tempo, a larga maioria da comunidade internacional, sobretudo no mundo em desenvolvimento", afirmou Carlos França, durante uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

O responsável brasileiro voltou a reiterar a posição brasileira, que tem sido pela defesa das negociações para a paz e um cessar-fogo imediato.

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Missão consultiva da UE retirada no início da invasão russa regressou ao país

A missão consultiva da União Europeia (UE) na Ucrânia regressou esta quarta-feira ao país, depois de ter sido forçada a sair no início da invasão russa, e irá apoiar as autoridades ucranianas na investigação de qualquer crime internacional.

Entre outras tarefas, esta missão irá "apoiar o trabalho do procurador-geral da Ucrânia para facilitar o trabalho de investigação e o julgamento de qualquer crime internacional cometido no contexto de agressão militar", referiu o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, citado no comunicado do Serviço Europeu de Ação Externa.

"Os responsáveis por atrocidades e crimes de guerra e seus cúmplices devem ser responsabilizados sob o direito internacional", sublinhou Borrell.

Ucrânia lança nova iniciativa de angariação de fundos

O presidente ucraniano Zelensky anunciou uma iniciativa chamada UNITED24. O UNITED24 foi lançado como o principal local para recolha de doações de caridade em apoio à Ucrânia. Os fundos serão transferidos para as contas oficiais do Banco Nacional da Ucrânia (NBU) e alocados pelos ministérios designados para cobrir as necessidades mais urgentes.

Mais de 3770 civis mortos na Ucrânia

A ONU registou 3778 mortes de civis na Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro - pelo menos 251 deles crianças - de acordo com a sua última atualização. Outros 4186 foram registados como feridos, principalmente como resultado de bombardeamentos e ataques de mísseis.

No entanto, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que o número real de mortos e feridos provavelmente será consideravelmente maior devido às dificuldades de contar vítimas numa zona de guerra.

Vice-primeiro-ministro russo pede integração de Melitopol na "família russa"

O vice-primeiro-ministro russo, Marat Jusnulin, convocou a cidade ucraniana de Melitopol, localizada na região administrativa de Zaporijia, no sul do país, a juntar-se à "família russa", durante uma visita a zonas controladas pela Rússia.

"O futuro desta cidade é trabalhar no âmbito da família russa. Por isso vim aqui, para dar o máximo de apoio, a possibilidade de integração", afirmou, citado no serviço de mensagens Telegram do canal de televisão Krim 24.

O político russo visitou a cidade, a segunda mais importante de Zaporijia, com uma população de cerca de 160 mil pessoas, e que foi tomada dois dias após o início da campanha militar russa na Ucrânia.

Porta-aviões dos EUA "USS Harry Truman" à disposição da NATO

O grupo de ataque do porta-aviões norte-americano "USS Harry S. Truman" colocou-se à disposição do comando da NATO pela segunda vez em 2022, juntando-se a manobras aliadas nos mares Mediterrâneo, Báltico e Adriático, informou a Aliança Atlântica.

Em conjunto com noutros navios dos Estados Unidos, o porta-aviões vai fazer parte do exercício "Escudo de Neptuno 2022", que acontecerá de 17 a 30 de maio, adiantou a NATO em comunicado.

Em janeiro, o "USS Harry S. Truman", um porta-aviões de propulsão nuclear, já havia sido colocado à disposição da NATO para outros exercícios, no que foi a primeira transferência de um grupo de porta-aviões dos Estados Unidos para a Aliança Atlântica pela primeira vez desde o fim da Guerra Fria.

Parlamentares do Báltico pedem ação contra a Rússia rápida e decisiva

Os presidentes das comissões parlamentares dos Negócios Estrangeiros dos países bálticos pediram uma ação rápida e decisiva contra a Rússia para conter os seus desejos expansionistas e impedir que as suas campanhas de desinformação triunfem.

Rihards Kols, da Letónia, Liucija Laima Andrikiene, da Lituânia, e Marlo Minkelson, da Estónia, falaram hoje perante a Comissão dos Assuntos Externos do Congresso para sublinhar a necessidade de apoiar a Ucrânia e assumir os danos que as sanções impostas causarão a todos os países europeus.

Na comissão, os parlamentares destacaram a importância de agir em conjunto, "com rapidez e determinação" contra a Rússia, segundo a agência de notícias espanhola Efe.

O secretário de Estado dos EUA, Tony Blinken, anunciou mais 215 milhões de dólares (205 milhões de euros) em assistência alimentar à Ucrânia.

“Dada a urgência da crise, estamos a anunciar mais 215 milhões de dólares numa nova assistência alimentar de emergência e faremos muito mais”, disse, enquanto discursava nas Nações Unidas. Os EUA também alocarão 500 milhões (477 milhões de euros) para aumentar a produção de fertilizantes e fornecê-los aos condados que anteriormente importavam fertilizantes da Rússia.

Pelo menos 10 civis ucranianos, incluindo duas crianças, foram mortos por forças russas na região leste de Donetsk esta quarta-feira, disse o governador regional Pavlo Kirilenko. Sete pessoas ficaram feridas.

Encerramento de radiotelevisão canadiana na Rússia "inaceitável"

O primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, considerou "inaceitável" o encerramento delegação de Moscovo da radiotelevisão canadiana CBC e o cancelamento de acreditações e vistos dos seus jornalistas, em retaliação à proibição de canais do grupo russo RT no Canadá.

"Por decidir expulsar a imprensa canadiana de Moscovo, [Vladimir] Putin está a tentar impedi-la de relatar os factos e isso é inaceitável", disse Justin Trudeau, acrescentando que "os jornalistas devem poder trabalhar com segurança -- sem censura, intimidação ou interferência".

É a primeira vez que Moscovo bane um órgão de comunicação social ocidental desde o início da ofensiva russa na Ucrânia, a 24 de fevereiro. Três semanas antes, a Rússia tinha, contudo, fechado a alemã Deutsche Welle, em retaliação contra a proibição de transmissão da estação pró-Kremlin RT na Alemanha.

Pontos-chave

Ao 84.º dia, o primeiro soldado russo julgado confessou todos os crimes

Foto: EPA/OLEG PETRASYUK

A troca de acusações entre Kiev e Moscovo continua. Desta vez, o Kremlin acusa a Ucrânia de uma "total ausência de vontade" de negociar e acabar com a guerra, informando que, desde segunda-feira, 959 soldados presos na Azovstal se renderam. Entretanto, a polícia ucraniana anunciou ter encontrado, até agora, quase 1300 corpos de civis nos arredores de Kiev. Execuções sumárias, torturas e outros abusos denunciados pela "Human Rights Watch". O primeiro soldado russo julgado por crimes de guerra disse "sim" a todas as acusações.

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As forças russas que ocupam partes do nordeste da Ucrânia no início da guerra submeteram civis a execuções sumárias, tortura e outros abusos graves que são aparentes crimes de guerra, segundo a Human Rights Watch.

A organização de direitos humanos documentou 22 aparentes execuções, nove outras mortes ilegais, seis possíveis desaparecimentos forçados e sete casos de tortura em 17 vilas e pequenas cidades nas regiões de Kiev e Chernihiv.

Mais de 20 civis descreveram o confinamento ilegal em “condições desumanas e degradantes”.

Zelensky propõe continuar lei marcial e mobilização na Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assinou decretos para estender a lei marcial e a mobilização durante mais 90 dias, a partir de 25 de maio.

Os documentos foram apresentados ao parlamento ucraniano e devem ser aprovados por pelo menos metade dos legisladores.

A lei marcial foi implementada no país em 24 de fevereiro, dia em que a Rússia invadiu o país. O período inicial de 30 dias já foi prorrogado duas vezes.

Segurança de Portugal começa a ser defendida na Roménia

O primeiro-ministro salientou a importância da unidade da NATO para a defesa coletiva das democracias europeias e da presença militar portuguesa na Roménia, sustentando que a defesa e a segurança de Portugal começa no território romeno.

Esta posição foi transmitida por António Costa em declarações aos jornalistas, tendo ao seu lado a ministra da Defesa, Helena Carreiras, e o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco André.

"Este é um momento para salientar a unidade da NATO e a capacidade que a Aliança Atlântica tem em conjunto de assegurar a sua defesa coletiva. No momento em que a Rússia tem uma posição belicista, de violação clara do Direito Internacional e com uma grave brutalidade desenvolve uma guerra na Ucrânia, é fundamental reforçar a defesa neste flanco leste da NATO", assinalou, momentos antes de ter um jantar de trabalho, em Bucareste, com o seu homólogo romeno, Nicolae Ciucã.

Presidente da Croácia quer que país bloqueie adesão da Finlândia e Suécia

O Presidente da Croácia, Zoran Milanovic, quer que o país siga o exemplo da Turquia e tente impedir que a Finlândia e a Suécia adiram à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte), avançou hoje a agência Associated Press.

Milanovic tem travado uma amarga disputa verbal com o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic, sobre vários assuntos, entre os quais se a Croácia deve ou não apoiar as candidaturas à adesão à Aliança Atlântica que a Finlândia e a Suécia hoje apresentaram.

Antes de o parlamento croata aprovar a entrada dos dois países nórdicos no bloco de defesa ocidental, Milanovic quer que a lei eleitoral da vizinha Bósnia-Herzegovina - que atualmente considera discriminatória em relação aos croatas-bósnios - seja alterada para lhes tornar mais fácil elegerem representantes para cargos de liderança.

Costa confirma visita a Kiev, mas não diz quando

O primeiro-ministro confirmou, esta quarta-feira, a sua visita à Ucrânia, desvalorizou o facto de ter sido anunciada por Marcelo Rebelo de Sousa e alegou que o Governo não condiciona nem tem segredos em relação ao Presidente da República.

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Várias unidades russas estarão a recusar-se a lutar

As tropas russas estão a recusar-se cada vez mais a participar de combates na Ucrânia, disse a principal diretoria de informações do Ministério da Defesa ucraniano.

Os comandantes das unidades estão a fazer todos os esforços para esconder os casos de desobediência e os militares menos cooperativos estão a ser "enviados para a área mais perigosa da linha de frente na esperança de que sejam mortos rapidamente".

Ucrânia diz que recapturou mais território em Kharkiv

As forças armadas ucranianas dizem ter recapturado outro assentamento na região de Kharkiv, enquanto as tropas continuam os seus contra-ataques na área.

As tropas relatam intensos combates na região de Lugansk, onde as forças russas continuam a tentar destruir as defesas ucranianas.

Os gastos com defesa da Rússia aumentaram quase 40% nos primeiros quatro meses do ano, de acordo com dados preliminares do Ministério das Finanças.

A Rússia gastou cerca de 24,77 mil milhões de euros em defesa entre janeiro e abril, quase metade do seu orçamento total para 2022.

EUA reabrem embaixada em Kiev

A embaixada dos EUA em Kiev reabriu após um encerramento de três meses. Para já, apenas um pequeno número de diplomatas regressará para trabalhar na embaixada, de acordo com um porta-voz.

A embaixada americana na capital ucraniana fechou em 14 de fevereiro, 10 dias antes de as tropas russas invadirem o país.

Fonte do Kremlin admite "dificuldades" de guerra

Outra voz pró-Kremlin admitiu "dificuldades" na guerra com a Ucrânia, que a Rússia chama de "operação militar especial". Porém, Rashid Nurgaliyev, vice-secretário do Conselho de Segurança de Vladimir Putin, insistiu que a Rússia alcançaria os seus objetivos - incluindo a "desnazificação da Ucrânia".

Estas declarações surgem depois de um analista militar ter dito, na televisão russa, que "a situação [para a Rússia] claramente piorará".

Negociações sobre evacuação de Azovstal "muito difíceis"

A retirada dos defensores da siderúrgica Azovstal em Mariupol continua, mas as negociações sobre a libertação dos soldados são "muito difíceis", disse um assessor da presidência ucraniana.

"As negociações são muito difíceis porque a vida das pessoas está em jogo", disse Mykhaylo Podolyak, assessor do chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky. "Azovstal, Mariupol e o regimento Azov - todos os defensores de Mariupol são muito simbólicos, e para a Rússia também, num aspeto negativo", acrescentou.

Moscovo quer chamar Praça Defensores do Donbass à zona da embaixada dos EUA

Deputados à assembleia da cidade de Moscovo propuseram a mudança do endereço da embaixada dos EUA para "Praça Defensores do Donbass", numa homenagem aos soldados russos em combate na Ucrânia, noticiou hoje a agência TASS.

A iniciativa para dar um novo nome à zona da embaixada dos EUA em Moscovo visa homenagear os "heróis que hoje combatem o nazismo" na região ucraniana onde se situam os territórios separatistas de Donetsk e Lugansk, em guerra com Kiev em 2014.

Falha consenso em reunião de diplomatas sobre adesão da Finlândia e Suécia à NATO

Foto: OHANNA GERON / POOL / AFP

Os membros da NATO falharam esta quarta-feira um consenso sobre se devem iniciar conversações de adesão com a Finlândia e a Suécia, disseram diplomatas, com a Turquia a insistir nas suas objeções à adesão dos dois países nórdicos.

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Washington "apoia fortemente" adesão de Suécia e Finlândia

​​​​​​​O Presidente dos EUA, Joe Biden, disse que "saúda calorosamente e apoia fortemente as candidaturas históricas da Finlândia e da Suécia na adesão à NATO", de acordo com um comunicado da Casa Branca.

"Enquanto os seus pedidos de adesão à NATO estão a ser considerados, os Estados Unidos trabalharão com a Finlândia e com a Suécia para permanecerem vigilantes contra quaisquer ameaças à nossa segurança comum, e para deter e responder a qualquer agressão ou ameaça de agressão", acrescentou Biden.

O presidente norte-americano - que receberá a primeira-ministra sueca, Magdalena Andersson, e o Presidente finlandês, Sauli Niinisto, na Casa Branca, na quinta-feira -- disse ainda que está "ansioso para trabalhar com o Congresso e com os aliados da NATO para trazer rapidamente a Finlândia e a Suécia para a mais forte aliança de Defesa da história".

Santos Silva aceitou convite para ir "proximamente" a Kiev

Augusto Santos Silva, presidente da Assembleia da República (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)

O presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, afirmou esta quarta-feira que aceitou o convite do seu homólogo ucraniano para se deslocar "proximamente" a Kiev, numa viagem em que deverá ser acompanhado por uma delegação parlamentar.

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Rússia reconhece direito sueco à segurança se não criar ameaças a outros

A Rússia reconheceu hoje o direito de os Estados garantirem a segurança nacional, desde que não criem ameaças a outros países, depois de a Suécia ter informado Moscovo sobre o pedido de adesão à NATO.

"A forma de garantir a segurança nacional é um direito soberano de cada Estado, mas não deve criar ameaças à segurança de outros países", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo num comunicado, citado pela agência espanhola EFE.

No comunicado, a diplomacia russa deu conta de que a embaixadora da Suécia em Moscovo, Malena Mard, se deslocou ao ministério liderado por Serguei Lavrov para informar sobre a "decisão tomada pelo Governo sueco relativamente à adesão à NATO".

Madrid rejeita a expulsão sem justificação pela Rússia de 27 diplomatas

O governo espanhol rejeitou a decisão da Rússia de expulsar 27 funcionários da embaixada espanhola em Moscovo, argumentando que a reciprocidade não se justifica neste caso, uma vez que não violaram a Convenção de Viena.

"A Espanha rejeita a decisão tomada hoje pela Federação Russa de expulsar um total de 27 membros do pessoal da Embaixada de Espanha na Rússia", segundo uma declaração publicada pelo Ministérios dos Negócios Estrangeiros espanhol.

Madrid explica em seguida que as autoridades russas justificam esta decisão com base na "reciprocidade" depois da expulsão de 27 funcionários da embaixada Russa em Madrid, notificada em abril passado, acrescentando que, no entanto, "a expulsão então decidida pelas autoridades espanholas baseou-se em razões de segurança devidamente justificadas, que não estão presentes neste caso".

Quase 1300 civis mortos na região de Kiev durante a invasão

Foram encontrados cerca de 1288 corpos de civis na região de Kiev desde o início da invasão russa, disse um chefe da polícia, citado pela BBC.

"Atualmente, temos corpos de 1288 pessoas mortas. Sublinho, civis", diz Andriy Nyebytov, chefe da Polícia da Região de Kyiv, citado pela agência noticiosa Interfax-Ukraine.

"A maioria deles foram abatidos com armas automáticas", acrescenta Nyebytov, dizendo que a polícia continua a encontrar novas valas de civis mortos na região.

No final de abril o número era pouco mais de mil.

Famílias que fugiram para o Algarve em risco de ficar desalojadas no verão

Várias famílias ucranianas que fugiram da guerra para o Algarve estão na iminência de ficar sem alojamento devido ao início da época turística e muitas têm de abandonar as casas já no dia 1 de junho.

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Charles Michel defende criação de "comunidade geopolítica europeia" e adesões "progressivas"

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu hoje a criação de uma "comunidade geopolítica europeia" e a alteração dos processos de adesão à União Europeia, de modo a permitir uma "integração progressiva" dos países candidatos.

As ideias foram hoje apresentadas por Michel num discurso perante o Comité Económico e Social Europeu, em Bruxelas, e serão por si colocadas sobre a mesa no Conselho Europeu agendado para junho.

Presidente da Moldávia insta membros da UE a apoiarem aspirações do país à adesão

Maia Sandu instou hoje, num discurso proferido no Parlamento Europeu, os Estados-membros da União Europeia a apoiarem as aspirações do seu país à adesão ao bloco comunitário.

"A Moldávia tem o seu lugar na União Europeia", declarou Maia Sandu, na sessão plenária do Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo, depois de o país ter apresentado em março um pedido oficial de adesão, no contexto da guerra russa na Ucrânia.

"Temos consciência de que devem ser tomadas decisões políticas ao nível da UE. Sabemos também que não são decisões fáceis. Mas atribuir o estatuto de candidato à Moldávia é a decisão certa. Nós pertencemos à União Europeia", sublinhou.

Na sua intervenção no hemiciclo europeu, a chefe de Estado moldova recordou a forma como a invasão russa da Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro, faz eco do passado conturbado da Europa, marcado por "desenfreadas conquistas de terras, conquistas geopolíticas e de esferas de influência".

Ajuda de 9 mil milhões da UE será atribuída em empréstimos parcelares

A Ucrânia deverá receber a assistência macrofinanceira suplementar de nove mil milhões de euros da União Europeia (UE), proposta esta quarta-feira, em empréstimos parcelares com prazos de vencimento longos e taxas de juro favoráveis, segundo explicou a Comissão Europeia.

"Para dar resposta às necessidades mais prementes da Ucrânia, tencionamos conceder empréstimos de emergência ao abrigo de um novo programa de assistência macrofinanceira", indicou, em conferência de imprensa, o comissário europeu com a pasta Uma Economia ao serviço das Pessoas, Valdis Dombrovskis.

"Temos simultaneamente de manter o país a funcionar no quotidiano e de trabalhar para a sua reconstrução", acrescentou.

F1 não substitui GP da Rússia

O Grupo Formula One decidiu não substituir o Grande Prémio (GP) da Rússia, cancelado devido à guerra na Ucrânia, anunciou o organizador do Mundial de Fórmula 1 de 2022, que será reduzido de 23 para 22 corridas.

"Não será adicionado nenhum Grande Prémio ao calendário para preencher a ausência [do GP da Rússia], o que significa que o calendário de 2022 será composto por 22 corridas", informou o Grupo Formula One, em comunicado.

O Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1 deveria decorrer em Sochi em 25 de setembro.

Rússia divulga imagens de soldados de Azovstal que diz que se renderam

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Fome pode matar este verão 350 mil crianças no Corno de África

Mais de 5,5 milhões de crianças estão em risco de desnutrição aguda na região do Corno de África, alerta um relatório, que avisa que 350 mil menores podem morrer este verão se a comunidade internacional não agir.

"Há 10 anos calculava-se a morte de 135 mil crianças numa crise semelhante, (...) no final morreu quase o dobro, a maioria com menos de 5 anos", explicou o diretor-geral da Oxfam Intermon, Franc Cortada, no lançamento do relatório "Atraso Perigoso 2", elaborado por esta organização não-governamental e pela Save The Children.

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Rússia expulsa 27 diplomatas espanhóis e 24 italianos

A Rússia anunciou a expulsão de 27 diplomatas espanhóis e 24 italianos, em retaliação por medidas semelhantes adotadas por aqueles países no âmbito da invasão da Ucrânia.

O anúncio da expulsão de italianos e espanhóis foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros russo poucos minutos depois de ter divulgado que iria também expulsar 34 diplomatas franceses e um dia depois de ter decidido expulsar dois diplomatas finlandeses.

Primeiro soldado russo julgado por crimes de guerra declara-se culpado


Foto: Oleg Petrasyuk/EPA

O primeiro soldado russo a ser julgado por crimes de guerra na Ucrânia desde o início da invasão declarou-se culpado, esta quarta-feira, perante um tribunal em Kiev, reconhecendo todas as acusações.

Questionado sobre se admite "sem reservas" todo os atos de que é acusado, incluindo atos que constituem crimes de guerra e acusações de assassínio premeditado, o sargento russo Vadim Chichimarine disse que "sim".

O soldado russo, de 21 anos, é acusado de matar a tiro um civil ucraniano de 62 anos, em 28 de fevereiro, no nordeste da Ucrânia, estando a ser julgado num tribunal de Kiev.

Bruxelas propõe aos Estados-membros avançarem para aquisições conjuntas na Defesa

A Comissão Europeia propôs uma série de medidas para reforçar a base industrial e tecnológica da defesa europeia, recomendando aos Estados-membros da União Europeia (UE) que avancem para aquisições conjuntas no domínio da Defesa.

As recomendações de Bruxelas constam de uma comunicação adotada esta quarta-feira, encomendada pelos líderes europeus na cimeira de Versalhes celebrada em março passado, na qual a Comissão e o Alto Representante para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, apresentam uma análise das lacunas do investimento na Defesa na UE identificadas e propõem novas medidas e ações necessárias para as compensar, incluindo um regulamento, a adotar no outono, com vista à isenção total de IVA para as compras conjuntas.

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Interconexões ibéricas são "muito urgentes e importantes" para Bruxelas

A Comissão Europeia defendeu, esta quarta-feira, que a criação de interconexões para a Península Ibérica é "muito urgente e importante", nomeadamente as interligações elétricas transfronteiriças, mas também para transporte de GNL e hidrogénio verde.

"Precisamos de acelerar a introdução das interconexões e somos bastante defensores da criação de melhores ligações entre a Península Ibérica e o resto da Europa porque se formos bem-sucedidos na criação de um mercado global de energia, precisamos realmente de utilizar todo o potencial dos terminais de GNL [gás natural liquefeito] na Península Ibérica", disse o vice-presidente executivo da Comissão Europeia Frans Timmermans.

Estónia diz que é inútil continuar a falar com Vladimir Putin


Foto: Toma Kalnins/EPA

A primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, apelou, numa entrevista publicada esta quarta-feira, para que não seja facultada qualquer "porta de saída" ao presidente russo, Vladimir Putin, com quem considera inútil continuar a falar.

No 84.º dia da ofensiva militar da Rússia na Ucrânia, a chefe do Governo estónio diz, na entrevista ao diário francês "Le Figaro", acreditar que "não há escolha a não ser parar a guerra e punir os agressores e todos os responsáveis por crimes de guerra".

"Se aceitarmos um regresso do 'business as usual', a guerra recomeçará após uma pausa de um ou dois anos", defendeu a chefe de Governo.

"Não devemos oferecer a Vladimir Putin uma saída, porque seria uma mensagem clara para ele de que pode fazê-lo novamente", sublinhou, argumentando que "a solução só pode ser militar".

Kallas acrescentou: "A Ucrânia tem de ganhar esta guerra".

Finlândia pede rápida ratificação do pedido de adesão à NATO


Foto: Roberto Monaldo/EPA

A primeira-ministra finlandesa, pediu esta quarta-feira uma rápida ratificação do pedido de entrada na NATO, reafirmando que a adesão contribuirá para a segurança da Finlândia e de toda a região do Báltico, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Em visita a Roma, Sanna Marin reiterou que "o contexto da segurança europeia mudou porque a Rússia não respeita os princípios fundamentais".

Líder checheno admite erros na fase inicial da campanha russa

O líder checheno, Ramzán Kadyrov, admitiu "erros" na fase inicial da campanha militar russa na Ucrânia, mas que foram posteriormente emendados.

"No começo houve erros, algumas deficiências, mas agora estamos 100% de acordo com o planeado e vamos libertar a Ucrânia", disse Kadyrov durante um discurso no fórum Novoe Znanie ("Novos Conhecimentos").

O líder checheno costuma usar a rede social Telegram para informar regularmente sobre o curso da "operação militar especial" russa no país vizinho, onde publica fotografias partilhadas pelo corpo militar checheno que está envolvido na ofensiva conduzida por Moscovo.

De acordo com Kadyrov, centenas de voluntários chegam, todas as semanas, à base de Gudermes, a cerca de 36 quilómetros de Grozny, para partir para a Ucrânia e combater juntamente com as forças russas.

Parlamento debate no dia 1 de junho acolhimento de refugiados

A Assembleia da República vai realizar um debate de urgência no dia 1 de junho sobre o acolhimento de refugiados ucranianos por cidadãos russos alegadamente ligados ao regime de Putin, na sequência do caso de Setúbal.

A marcação do debate de urgência requerido pelo grupo parlamentar do Chega foi anunciado no parlamento pela porta-voz da conferência de líderes, a deputada socialista Maria da Luz Rosinha, no final da reunião de hoje.

Marcelo diz que Costa vai esta semana a Kiev

O presidente da República considerou, esta quarta-feira, ser uma "coincidência feliz" que, enquanto irá estar em Timor-Leste para celebrar "20 anos de paz" [independência assinala-se a 20 de maio], o primeiro-ministro, António Costa, estará na Ucrânia, "em plena guerra, sempre com uma visão da paz".

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Exército ucraniano denuncia que russos destruíram escola com fósforo branco

O Exército ucraniano denunciou hoje que os russos bombardearam uma escola com fósforo branco, uma matéria proibida, em Avdiivka, na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, que se incendiou e ficou completamente destruída.

A denúncia foi feita pelo chefe da Administração Militar Regional de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, na rede social do Telegram, segundo a agência de notícias local Ukrinform.

As bombas de fósforo branco produzem um incêndio que não pode ser extinto com água e os seus componentes aderem à pele das vítimas, podendo queimar até aos ossos. O seu uso contra pessoas está proibido desde 1997 pela Convenção de Genebra.

"Os russos destruíram mais uma instituição educacional na região de Donetsk, a escola n.º 1 com sede em Avdiivka", disse Kyrylenko.

EUA forneceram três vezes mais ajuda do que a UE

Os Estados Unidos mobilizaram cerca de três vezes mais apoio financeiro, humanitário e militar à Ucrânia do que a União Europeia, de acordo com dados compilados por uma organização alemã.

O Instituto Kiel para a Economia Mundial disse hoje que o novo pacote de ajuda aprovado pela Câmara de Representantes dos EUA coloca o apoio militar, financeiro e humanitário norte-americano à Ucrânia em quase 43 mil milhões de euros, apenas no período entre 24 de janeiro e 10 de maio.

Rússia paga dívida externa em rublos e recusa declarar incumprimento

A Rússia vai pagar a dívida externa em rublos se a licença para pagar em dólares não for renovada em 26 de maio e não tenciona declarar qualquer suspensão de pagamentos, disse hoje o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov.

"Não vamos declarar uma suspensão de pagamentos. Temos dinheiro", disse o ministro na conferência sobre educação "Novos Conhecimentos", afirma a Interfax.

"A nossa licença para o direito ao pagamento de dívidas externas (em dólares) expira em 25 de maio. No dia 26 dirão que não temos esse direito, e depois dirão que a Rússia não pagou as suas dívidas", sublinhou.

"Pagaremos em rublos aos investidores estrangeiros se nos encerrarem a infraestrutura ocidental" para o fazer em dólares, sublinhou.

Erdogan pede compreensão para preocupações turcas sobre Suécia e Finlândia

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu hoje a compreensão e o apoio dos aliados da Turquia para as suas preocupações sobre a adesão da Suécia e da Finlândia à NATO.

"Não podemos dizer sim à adesão à NATO aos que impõem sanções à Turquia", disse Erdogan em Ancara, durante uma conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo argelino, Abdelmadjid Tebboune.

A Suécia e a Finlândia formalizaram hoje a sua candidatura à NATO com a entrega dos respetivos pedidos na sede da organização, em Bruxelas.

Erdogan já tinha dito, na sexta-feira, que não iria apoiar a entrada dos dois países nórdicos por acolherem elementos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que Ancara considera uma organização terrorista.

"Apoiar o terrorismo e pedir o nosso apoio é uma falta de coerência", disse hoje Erdogan, citado pela agência francesa AFP.

Bruxelas anuncia ajuda macrofinanceira de 9 mil ME a curto prazo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou hoje uma verba de até nove mil milhões de euros de ajuda macrofinanceira de curto prazo à Ucrânia, a disponibilizar ainda este ano.

"Propomos completar a significativa ajuda a curto prazo prestada até agora, com uma nova assistência macrofinanceira excecional à Ucrânia no montante máximo de nove mil milhões de euros, em 2022", disse a líder do executivo comunitário, numa declaração à imprensa, hoje em Bruxelas, sem pormenorizar a forma como esta verba será atribuída.

Líder pró-Rússia declara que chefes militares ainda permanecem no complexo de Azovstal

O líder separatista pró-Rússia da autoproclamada República de Donetsk, Denis Pushilin, afirmou hoje que os chefes militares ucranianos cercados no complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, ainda permanecem naquelas instalações, após a saída de quase mil soldados.

"Até agora, nenhum comandante de alto escalão saiu", disse Pushilin à agência de notícias de Donetsk.

Na terça-feira, outros 694 militares ucranianos deixaram a siderúrgica, elevando para 959 o número total de soldados que "se renderam" desde a segunda-feira, de acordo com Moscovo.

Entre os retirados há 80 feridos, 51 deles em estado grave e que tiveram de ser internados no hospital de Novoazovsk, cidade controlada pela Rússia na autoproclamada República Popular de Donetsk.

Kremlin acusa Kiev de "total ausência de vontade" para negociar

O Kremlin acusou hoje a Ucrânia de "total ausência de vontade" para negociar com a Rússia e para pôr termo ao conflito que decorre em solo ucraniano desde o início da ofensiva russa em 24 de fevereiro.

"As negociações não avançam e verificamos uma total ausência de vontade dos negociadores ucranianos de prosseguirem este processo", declarou aos 'media' o porta-voz da Presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, um dia depois da Presidência ucraniana ter referido que as conversações estavam suspensas devido a Moscovo.

"O processo de negociações está em pausa", declarou, na terça-feira, Mykhailo Podoliak, um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"A Rússia não reconheceu um elemento-chave: a compreensão do que (...) se passa atualmente no mundo e o seu papel extremamente negativo", afirmou o conselheiro ucraniano na mesma ocasião.

Já decorreram diversos encontros entre negociadores das duas partes, mas sem qualquer resultado positivo.

Costa salienta confiança e apoio de Portugal à adesão da Finlândia e Suécia

O primeiro-ministro salientou hoje o apoio de Portugal às candidaturas da Finlândia e Suécia à NATO, considerando que a entrada destes dois países contribuirá para consolidar o bloco europeu e reforçar a fronteira externa da Aliança Atlântica.

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Drone filma munições deixadas pelos russos em Borodianka a explodir

Rússia expulsa 34 diplomatas franceses e França reclama

A Rússia anunciou hoje a expulsão de 34 diplomatas franceses em resposta a uma medida idêntica adotada em abril por Paris, contra 41 diplomatas russos colocados em França, ordem que as autoridades francesas já condenaram "veementemente".

O embaixador francês em Moscovo, Pierre Lévy, foi convocado à sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, onde foi informado que diplomatas declarados 'persona non grata' devem deixar o país no prazo de duas semanas, informou esta instituição na sua página de internet.

"Esta decisão é apresentada pelo lado russo como uma resposta às decisões da França" em abril passado, quando "várias dezenas de agentes russos" suspeitos de serem espiões foram expulsos, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, em comunicado.

Japão exorta China a desempenhar um "papel responsável"

O Japão exortou hoje a China a desempenhar um "papel responsável" na crise entre a Rússia e a Ucrânia, no primeiro encontro em seis meses dos chefes da diplomacia dos dois países, anunciou o Governo japonês.

O Japão juntou-se aos seus aliados ocidentais na imposição de duras sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, enquanto a China se recusou a condenar a agressão russa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Yoshimasa Hayashi, disse ao seu homólogo chinês, Wang Yi, que a invasão russa era "uma clara violação da Carta das Nações Unidas e de outras leis internacionais", segundo um comunicado do seu gabinete citado pela agência francesa AFP.

Hayashi e Wan estiveram reunidos durante cerca de 70 minutos, por videoconferência, no primeiro encontro desde novembro, de acordo com a agência japonesa Kyodo.

Rússia anuncia rendição de 959 soldados ucranianos na fábrica de Azostal

Quase 960 soldados ucranianos que estavam na fábrica de Azovstal, em Mariupol, renderam-se às forças russas desde segunda-feira, anunciou hoje o Ministério da Defesa da Rússia.

"Nas últimas 24 horas, renderam-se 694 combatentes, incluindo 29 feridos. Desde 16 de maio, renderam-se 959 combatentes, incluindo 80 feridos", disse o ministério numa declaração citada pelas agências AFP, AP e EFE.

As autoridades ucranianas ainda não se pronunciaram sobre estes dados.

O ministério russo disse que 51 dos feridos foram hospitalizados em Novoazovsk, uma cidade da região ucraniana de Donetsk situada a cerca de 45 quilómetros a leste de Mariupol e controlada pelos russos e os seus aliados separatistas.

O ministério não deu qualquer indicação sobre o destino destes prisioneiros.

ONU abastece milhares de civis ucranianos com 800 toneladas de batata-semente

A ONU divulgou hoje ter distribuído várias toneladas de batata-semente a mais de 17 mil lares na Ucrânia "com o objetivo de salvaguardar a segurança alimentar e os meios de subsistência das famílias mais vulneráveis do meio rural".

O anúncio foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), organismo com sede em Roma.

A Ucrânia enfrenta uma ofensiva militar russa desde 24 de fevereiro, situação com sérias repercussões na produção agrícola e que tem provocado receios sobre a segurança alimentar da população civil.

Segundo a organização do sistema da ONU, foram enviadas mais de 800 toneladas de batata-semente para 17 740 lares de dez províncias ucranianas, abrangendo um total de 46 mil pessoas.

De acordo com a FAO, a ajuda ao cultivo da batata na Ucrânia conta também como apoio financeiro da União Europeia (UE).

Ginasta russo banido por um ano por manifestar apoio a Moscovo no pódio

​​​​​​​O ginasta russo Ivan Kuliak foi suspenso por um ano pela Federação Internacional de Ginástica (FIG) por ter exibido, durante a Taça do Mundo de Doha, um símbolo utilizado pelo exército russo na invasão à Ucrânia.

Em comunicado, a FIG explica que a decisão, imposta pelo seu comité de ética e anunciada na terça-feira, "é válida por um ano e manter-se-á por mais seis meses, caso, em 17 de maio de 2023, se mantenham as restrições que proíbem a participação de atletas russos e bielorrussos" em provas por si organizadas.

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Bielorrússia aprova pena de morte para tentativa de "ato terrorista"

O Governo da Bielorrússia introduziu a pena de morte para quem preparar ou "tentar realizar um ato terrorista", segundo um decreto publicado esta quarta-feira, citado pelas agências de notícias russas.

Desde o enorme movimento de protesto de 2020 contra a reeleição de Lukashenko, no poder desde 1994, muitos opositores do Governo foram acusados e presos por "tentarem" ou "prepararem atos terroristas".

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Mais denúncias de tortura e execuções de civis pelas forças russas

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) denunciou, esta quarta-feira, execuções sumárias, torturas e outros abusos graves cometidos sobre civis pelas forças russas que controlam grande parte das regiões ucranianas de Kiev e Chernihiv.

Os casos terão acontecido entre finais de fevereiro e em março, acrescentou.

A HRW visitou em abril 17 aldeias e pequenas cidades das regiões de Kiev e Chernihiv. "As numerosas atrocidades cometidas pelas forças russas, que ocupam partes do nordeste da Ucrânia, no início da guerra são repugnantes, ilegais e cruéis", disse o diretor para a Europa e a Ásia Central da ONG, Giorgi Gogia.

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Finlândia e Suécia entregam candidaturas à NATO em dia "histórico"


Foto: Johanna Geron/EPA

Os embaixadores da Finlândia e da Suécia junto da NATO entregaram, esta quarta-feira de manhã, os pedidos de adesão dos dois países à organização, no que o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, classificou como um "passo histórico".

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Líder de partido nacionalista turco teme que expansão da NATO provoque Rússia

Devlet Bahceli, líder do Partido de Ação Nacionalista, aliado do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, manifestou na terça-feira preocupação com o alargamento da NATO, alertando que a adesão da Suécia e Finlândia pode provocar a Rússia e expandir a guerra.

Perante os deputados do seu partido, Devlet Bahceli defendeu que a opção mais "lógica" seria manter os dois países nórdicos na "sala de espera da NATO".

EUA criam observatório para documentar e divulgar crimes de guerra russos


Foto: Oleg Petrasyuk/EPA

Os Estados Unidos criaram um "observatório", dotado inicialmente com seis milhões de dólares, para "recolher, analisar e partilhar amplamente as provas de crimes de guerra" cometidos pela Rússia na Ucrânia, divulgou o Departamento de Estado norte-americano.

Esta iniciativa pretende em particular "preservar informação" pública ou dados de satélites comerciais segundo "padrões internacionais", para que possam alimentar qualquer procedimento que vise responsabilizar os responsáveis por "atrocidades".

"Uma plataforma online compartilhará a documentação do 'observatório de conflitos' com o público, para ajudar a refutar os esforços de desinformação da Rússia", explicou o Departamento de Estado em comunicado.

Rússia está a aumentar ataques aéreos para compensar falhas no terreno

As forças russas estão a realizar mais ataques aéreos contra a região de Lugansk, no leste, e a atingir com mísseis a região ocidental de Lviv, para compensar as falhas do Exército, adiantou o pPresidente ucraniano.

Volodymyr Zelensky explicou, na sua mensagem de vídeo noturna, na terça-feira, que as regiões fronteiriças da Ucrânia foram alvo de "atividade de sabotagem" russa, sublinhando ainda que as regiões de Sumy e Chernihiv, no nordeste, também foram alvo de ataques com mísseis.

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Bom dia. No início do 84.º dia de guerra na Ucrânia, importa recordar o dia anterior. Desapontado com o desenvolvimento do conflito, o chefe de Estado russo, Vladimir Putin, decidiu envolver-se mais na gestão diária da guerra. Numa troca de acusações, Ucrânia e Rússia confirmam que as negociações de paz foram interrompidas. Leia aqui os pontos-chave do 83.º dia de invasão.

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