Dia 124

Rússia "tornou-se a maior organização terrorista do mundo"

Augusto CorreiaMariana AlbuquerqueMaria Campos

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O presidente ucraniano, Volodymy Zelensky|

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O presidente ucraniano, volodymyr Zelensky, diz que o país precisa de mais armas, especialmente antiaéreas, para se defender da Rússia. Antes de falar ao G7, perguntou aos países ocidentais se querem ser parceiros ou apenas observadores. Durante a tarde, um míssil russo atingiu um centro comercial em Kremenchuk, a cerca de 300 quilómetros de Kiev. Pelo menos 16 pessoas morreram e 59 ficaram feridas.

A polícia de Moscovo terá detido um dos poucos políticos que se opõe abertamente à guerra que permanece na Rússia. Ilya Yashin, um deputado municipal, foi preso enquanto caminhava num parque da capital russa esta segunda-feira. Terá sido levado para um centro de detenção no bairro de Luzhniki, em Moscovo.

G7 condena ataque "abominável"

Os líderes do G7 condenaram, em comunicado, o ataque com mísseis num centro comercial em Kremenchuck.

"Nós, os líderes do G7, condenamos solenemente o abominável ataque a um centro comercial em Kremenchuk. Estamos unidos à Ucrânia no luto pelas vítimas inocentes deste ataque brutal. Ataques indiscriminados a civis inocentes constituem um crime de guerra. O presidente russo Putin e os responsáveis serão responsabilizados. Hoje, sublinhámos o nosso apoio inabalável à Ucrânia face à agressão russa, uma guerra de escolha injustificada que dura há 124 dias. Vamos continuar a fornecer apoio financeiro, humanitário e militar à Ucrânia pelo tempo que for necessário. Não descansaremos até que a Rússia termine a sua guerra cruel e sem sentido contra a Ucrânia".

Novo balanço

O ataque ao centro comercial em Kremenchuk fez pelo menos 16 mortos e 59 feridos, do quais 25 foram hospitalizados, segundo Anton Herashchenko, conselheiro presidencial sénior da Ucrânia e ex-vice-ministro de Assuntos Internos.

Rússia mantém prisioneiros civis ucranianos incomunicáveis

A Organização Mundial Contra a Tortura (OMCT) denunciou que as forças militares russas mantêm os prisioneiros civis ucranianos isolados e sem o direito de contactar as suas famílias e advogados.

Entre fevereiro e abril de 2022, foram verificados os casos de cerca de 30 civis ucranianos sequestrados ou detidos pelo Exército russo, muitos deles por razões desconhecidas, o que leva a pensar que são detenções arbitrárias, alertou a organização não governamental (ONG).

De acordo com a OMCT, as autoridades russas negam que as vítimas estejam detidas e impedidas de comunicar com as suas famílias.

Também os advogados estão proibidos de se reunir com os prisioneiros para prestar assistência jurídica e estão expostos a fortes pressões das autoridades russas, apontou a ONG.

"O Estado russo tornou-se a maior organização terrorista do mundo"

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky considerou o ataque russo a um centro comercial em Kremenchuk "um dos ataques terroristas mais desafiantes da história europeia".

Segundo Zelensky, muitas pessoas conseguiram sair do shopping a tempo, mas "ainda havia pessoas dentro". "Apenas terroristas totalmente insanos, que não deveriam ter lugar na Terra, podem lançar mísseis contra tal alvo", disse. "E este não é um ataque de míssil fora do alvo, é um ataque russo calculado - exatamente neste centro comercial. Ainda não é possível estabelecer o número de vítimas por enquanto."

O líder ucraniano apelou aos EUA que reconhecessem a Rússia como um "estado que patrocina o terrorismo". "O Estado russo tornou-se a maior organização terrorista do mundo. E isso é um facto. E isso deve ser um facto legal. E todos devem saber que comprar ou transportar petróleo russo, manter contactos com bancos russos, pagar impostos e taxas alfandegárias ao Estado russo significa dar dinheiro aos terroristas."

França diz que Rússia "terá de responder" por ataque a centro comercial

A França acusou a Rússia de "terríveis violações do direito humanitário na Ucrânia" após o ataque contra um centro comercial no centro da Ucrânia, que matou pelo menos 10 pessoas, dizendo que Moscovo deveria "responder por esses atos".

"A França condena o lançamento de um míssil russo que atingiu um supermercado em Krementchuk, na Ucrânia, e que matou 10 pessoas e feriu várias dezenas", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

"Ao bombardear indiscriminadamente civis e infraestruturas civis em toda a Ucrânia, a Rússia continua as suas terríveis violações do direito internacional humanitário", observou.

Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Rússia "vai ter de responder por esses atos". "A França apoia a luta contra a impunidade na Ucrânia", acrescentou.

Conselho de Segurança da ONU reúne-se devido a ataques contra civis

A Ucrânia solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre os últimos bombardeamentos russos contra alvos civis na Ucrânia, a ser realizada na terça-feira às 19 horas (20 horas em Lisboa), anunciou a presidência albanesa.

O disparo de um míssil hoje contra um centro comercial em Krementchuk, no centro da Ucrânia, "será o assunto principal" da sessão, disse um porta-voz da missão diplomática da Albânia, país que presidente atualmente ao Conselho de Segurança.

O "disparo de mísseis em Kiev" no domingo, que atingiu um complexo residencial, também será discutido durante a reunião, disse a mesma fonte.

Oito civis mortos e 21 feridos em bombardeamento russo em Lysychansk

Pelo menos oito civis ucranianos morreram e 21 ficaram feridos num bombardeamento russo quando armazenavam água em Lysychansk (leste), cidade gémea de Severodonetsk recentemente conquistada pelas forças de Moscovo, anunciou o governador regional.

"Os russos dispararam contra uma multidão com vários lançadores de foguetes Hurricane enquanto civis retiravam água de uma cisterna. Oito moradores morreram, 21 foram levados para o hospital", escreveu na rede social Telegram o governador da região de Lugansk, Serguiï Gaïdaï.

Lysychansk é a última grande cidade a ser conquistada pelos russos na região de Lugansk, uma das duas províncias da bacia industrial de Donbass.

Número de mortos em Kremenchuk sobe para 13

Dmytro Lunin, governador da região de Poltava, atualizou para 13 o número de mortos no ataque com mísseis russos ao shopping em Kremenchuk. O ataque fez pelo menos 56 feridos.

Amnistia pede que França altere lei sobre crimes contra humanidade

A Amnistia Internacional pediu esta segunda-feira a França para alterar a sua legislação sobre crimes contra a humanidade cometidos no estrangeiro, para garantir que eventuais criminosos de guerra na Ucrânia, Síria ou outros países possam ser levados à justiça francesa.

"É necessário alterar a lei, uma revisão da lei e levantar os bloqueios para regressar a uma jurisdição universal, que seja compatível com as obrigações da França", exortou a advogada da Amnistia Internacional em França, Jeanne Sulzer, em conferência de imprensa.

Diretor da Agência Internacional de Energia Atómica reafirma preocupação com central de Zaporíjia

O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, reafirmou as preocupações sobre a central nuclear ucraniana de Zaporizhzhya, sob controlo russo, e disse não se poder excluir a possibilidade de um acidente.

Falando aos jornalistas em Lisboa, após a assinatura de um protocolo com a Fundação Champalimaud, o responsável falou de uma "situação muito difícil" e disse que na Ucrânia a central de Zaporizhzhya é a que mais o preocupa, explicando que a AIEA está a negociar com russos e ucranianos uma forma de o organismo internacional poder fazer o controlo de segurança da central.

Zaporizhzhya é a maior central nuclear da Europa, com seis reatores, está a ser controlada pelas forças russas e operada por técnicos ucranianos, e "saiu completamente do controlo" da AIEA.

ONU lamenta ataque "deplorável" em Kremenchuk

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, já reagiu ao bombardeamento russo a um centro comercial em Kremenchuk. "É, no mínimo, deplorável", afirmou. "Qualquer infraestrutura civil, que obviamente inclui centros comerciais, jamais deverá ser um alvo", defendeu.

Moradores de Mariupol forçados a caçar pombos por falta de comida

Moradores da cidade portuária de Mariupol, no sul do país, estão a ser forçados a caçar pombos para comer devido à falta de comida na área, disse o autarca exilado da região, Vadym Boychenko.

Em comunicado, Boychenko disse que, para sobreviver, os moradores da região, que agora está ocupada pelas forças russas, começaram a "montar armadilhas para pombos". "As pessoas fizeram o mesmo durante a fome de 1932-1933", continuou.

"Estas coisas terríveis estão a acontecer no século XXI, no coração da Europa, na frente de todo o mundo. Este é um genocídio do povo ucraniano por um Estado terrorista", acrescentou Boychenko.

Canadá vai impor mais sanções à Rússia

O Canadá vai impor outra onda de sanções à Rússia. As novas sanções terão como alvo seis indivíduos e 46 entidades ligadas aos setores de defesa russos, 15 ucranianos que apoiam a Rússia e duas entidades na Bielorrússia, de acordo com um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Justin Trudeau.

Também incluirão a proibição da exportação de tecnologias que possam ajudar a melhorar a capacidade de fabricação de defesa da Rússia.

Bombardeamento russo em Kharkiv mata cinco pessoas

O bombardeamento russo da cidade de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, matou cinco pessoas e feriu 22, disse o governador regional.

"Os médicos estão a prestar toda a assistência necessária. As informações sobre o número de vítimas estão a ser atualizadas", disse Oleh Synehubov, governador da região de Kharkiv.

Putin promete a Bolsonaro manter o envio russo de fertilizantes ao Brasil

O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu, esta segunda-feira, ao chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, que seu país manterá o fornecimento ininterrupto de fertilizantes russos aos agricultores brasileiros, informou o Kremlin.

Os dois líderes abordaram os problemas da segurança alimentar mundial num telefonema, disse a Presidência russa em comunicado.

O chefe do Kremlin também "enfatizou que a Rússia está comprometida em cumprir as suas obrigações para garantir o fornecimento ininterrupto de fertilizantes russos aos agricultores brasileiros".

Putin terá descrito a Bolsonaro em detalhes as causas da difícil situação do mercado mundial de produtos agrícolas e fertilizantes.

Lituânia alvo de ciberataques atribuídos a hackers russos

A Lituânia foi alvo de ciberataques contra 'sites' governamentais, incluindo o do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e privados, que a imprensa disse terem sido reivindicados por piratas informáticos ('hackers') russos.

Os ataques ocorreram num contexto de ameaças feitas pela Rússia contra o país báltico que impôs restrições ao trânsito ferroviário de certas mercadorias para o enclave russo de Kaliningrado.

O responsável do centro nacional de cibersegurança da Lituânia, Jonas Skardinskas, disse ao portal de notícias Delfi que os ataques "provavelmente" vieram da Rússia e que a ofensiva deverá continuar nos próximos dias e afetar especialmente os setores dos transportes, energia e finanças.

Rússia anuncia expulsão de oito diplomatas gregos

A Rússia anunciou, esta segunda-feira, a expulsão de oito diplomatas gregos devido designadamente à entrega de material militar por Atenas à Ucrânia e ao conflito que se prolonga há mais de quatro meses na sequência da invasão russa.

O embaixador grego em Moscovo foi convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e foi notificado de que oito diplomatas gregos dispõem de oito dias para deixar o país, indicou a diplomacia russa em comunicado.

Esta decisão é "a consequência direta das ações hostis adotadas pelas autoridades gregas", argumentou o ministério russo, referindo-se "à entrega de armas e de material militar" à Ucrânia e à expulsão de diplomatas russos destacados na Grécia.

EUA vão fornecer a Kiev mísseis terra-ar mais sofisticados

Os EUA admitem fornecer à Ucrânia um sofisticado sistema de mísseis terra-ar de "médio e longo alcance", indicou, esta segunda-feira, a Casa Branca.

"Estamos a ultimar um programa [de ajuda militar] que inclui capacidades de defesa aérea sofisticadas (...) de médio e longo alcance", revelou hoje aos 'media' Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional da Casa Branca (Presidência norte-americana).

Uma fonte próxima do dossier tinha indicado previamente que os Estados Unidos preparavam "a compra para a Ucrânia de um sistema NASAMS (National Advanced Surface-to-Air Missile System)".

O sistema de mísseis terra-ar NASAMS é fabricado pela empresa norte-americana Raytheon e o grupo norueguês Kongsberg.

As imagens do incêndio que matou 10 pessoas em Kremenchuk

Camisola de Cristiano Ronaldo "rende" 2200 euros

Uma camisola da seleção portuguesa de futebol, assinada pelo capitão luso, Cristiano Ronaldo, foi leiloada por 2.200 euros para angariar fundos para o exército ucraniano, anunciou hoje a organização "Save Ukraine Now".

Zelensky disse ao G7 que ainda é cedo para negociar com a Rússia

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje aos líderes do G7 que ainda não chegou o momento de negociar com a Rússia e que a Ucrânia deve primeiro consolidar as suas posições, anunciou a presidência francesa.

"O Presidente Zelensky deu uma resposta muito clara a todos, que hoje não é o momento de negociar, a Ucrânia negociará quando estiver em posição de o fazer, ou seja, quando tiver restabelecido uma posição de força", disse o gabinete de Emmanuel Macron, citado pela agência francesa AFP.

Zelensky interveio hoje de manhã, por videoconferência, na cimeira dos sete países mais industrializados do mundo, a decorrer desde domingo em Elmau, no sul da Alemanha.

Kremlin assegura que Rússia não entrou em incumprimento

O Kremlin disse hoje que não há "qualquer razão" para falar num incumprimento da Rússia, anunciado por alguns meios de comunicação, depois de detentores de obrigações russas não terem recebido os juros até à data limite.

"Não há razão para chamar a isto um incumprimento", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres. "Este pagamento foi feito em maio, em moeda estrangeira", disse.

"Estas alegações sobre um incumprimento russo são completamente ilegítimas", insistiu.

A Rússia anunciou em 20 de maio que tinha pago juros sobre duas dívidas no valor de 71,25 milhões de dólares e de 26,5 milhões de euros, sete dias antes da data prevista para evitar que estes pagamentos fossem bloqueados por sanções em vigor a partir de 25 de maio.

Se os credores não recebessem o valor dos juros até 26 de junho, a Rússia estaria em situação de incumprimento.

Chanceler alemão promete pressão do G7 sobre Putin até acabar a guerra

O chanceler alemão, Olaf Scholz, assegurou hoje ao Presidente ucraniano que o G7 "continuará a aumentar a pressão" sobre Vladimir Putin até que termine a guerra que iniciou na Ucrânia.

"Como G7, mantemo-nos unidos com a Ucrânia e continuaremos a apoiá-la. Para tal, todos temos de tomar decisões difíceis, mas necessárias", escreveu Scholz na rede social Twitter, citado pela agência francesa AFP.

Zelensky pede ao G7 sistemas de defesa e soluções para reconstrução e bloqueio de trigo

O presidente da Ucrânia pediu hoje aos líderes do G7, reunidos em cimeira na Alemanha, sistemas de defesa antiaérea, ajudas para a reconstrução do país e uma estratégia contra o bloqueio russo às exportações de trigo ucraniano.

Volodymyr Zelensky dirigiu-se aos líderes das sete maiores economias mundiais (G7) através de videoconferência, numa sessão realizada à porta fechada, da qual apenas algumas imagens iniciais foram transmitidas sem som.

No entanto, e de acordo com informações fornecidas por fontes alemãs e da União Europeia (UE), citadas pela agência noticiosa espanhola EFE, o líder ucraniano avançou com estes pedidos durante a sua intervenção.

Primeiro-ministro britânico destaca unidade do G7 sobre a Ucrânia

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, destacou hoje a unidade do G7 no apoio à Ucrânia sobre a agressão russa e salientou a necessidade de ajudar os ucranianos a reconstruir a economia do país.

"O que realmente me impressionou nos últimos dias foi a incrível consistência da nossa determinação e a unidade contínua do G7. Isso brilhou certamente na conversa dos últimos dias", disse Johnson à BBC na Alemanha, onde está a participar na cimeira dos líderes do G7, o grupo das economias mais industrializadas.

Os países que apoiam a Ucrânia, defendeu, "têm de continuar a ajudar os ucranianos a reconstruir a sua economia, a exportar os seus cereais e, claro, temos de os ajudar a protegerem-se a si próprios".

O primeiro-ministro britânico salientou também a difícil situação militar no sudeste do país, "mas", disse ele, "os ucranianos mostraram que têm uma capacidade incrível" para inverter a situação militar

Sanções do G7 visam petróleo e indústria da defesa da Rússia

Os países do G7 vão desenvolver um mecanismo para limitar o preço do petróleo russo e tentar restringir o acesso da Rússia a recursos industriais no setor da defesa, disse hoje um alto funcionário norte-americano.

Num encontro com jornalistas, a mesma fonte explicou que os líderes das sete nações mais industrializadas do mundo, que estão hoje reunidos em Elmau, na Alemanha, querem também coordenar a utilização de impostos aduaneiros sobre produtos russos para ajudar a Ucrânia.

Os pormenores sobre o funcionamento do mecanismo para impor um preço máximo global ao petróleo russo, bem como o seu impacto na economia do país, serão acertados pelos ministros das Finanças do G7 nas próximas semanas e meses, disse a fonte oficial citada pelas agências noticiosas AFP, AP e EFE.

Argentina propõe no G7 ser fornecedora substituta da Rússia em gás e alimentos

O presidente argentino usará os seus dois discursos e as seis reuniões bilaterais de hoje na Cimeira do G7 para propor a Argentina como fornecedora substituta estável e confiável do gás russo à Europa e de alimentos ao mundo.

"Para a América do Sul em geral, mas para a Argentina em particular, abriu-se uma janela de oportunidades incrível para manter no mundo a segurança alimentar, a segurança energética, o abastecimento de minérios e de fertilizantes em substituição ao que os países em guerra produziam", explica à Lusa Dante Sica, ex-ministro da Produção da Argentina (2018-2019) e diretor da consultora Abeceb, especializada em comércio e investimento na América Latina.

Face a este potencial, o presidente argentino, Alberto Fernández, foi o único convidado da América Latina pelo chanceler alemão Olaf Scholz, anfitrião do evento. Scholz declarou a Argentina como "país sócio do G7 durante a Presidência alemã" ao identificar a possibilidade de um novo fornecedor.

Rússia entra em incumprimento pela primeira vez em 100 anos

A Rússia entrou em incumprimento pela primeira vez em 100 anos, uma vez que o período de carência para o pagamento de quase 100 milhões de dólares em juros sobre a sua dívida soberana expirou, informou hoje a Bloomberg.

O período de tolerância de 30 dias para os credores da Rússia receberem o pagamento expirou no domingo.

O resumo do dia 123 da guerra

Com a guerra a entrar num novo dia, sem avanços no plano diplomático que possam deixar antever a paz, continuam os relatos dos horrores. Do dia de ontem, ficam os relatos, desmentidos pelos russos, de ataques a Kiev e as centenas de queixas de tortura e maus-tratos recebidas pela ONU.

Zelensky pede mais armas em vésperas de falar no G7

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, renovou o pedido de armas ao Ocidente, ontem à noite, em vésperas de falar à cimeira do G7, que reúne, na Alemanha, representantes dos países mais ricos do Mundo.

"Precisamos de uma defesa aérea poderosa - moderna, eficaz", disse Zelensky, domingo, no habitual discurso de fim de noite aos ucranianos. "Atrasos na transferência de armas para o nosso Estado são um convite para a Rússia atacar vezes sem conta", acrescentou.

"Falamos diariamente sobre isto com os nossos parceiros. Há alguns acordos, mas os nossos parceiros têm de andar mais depressa se querem ser mesmo parceiros e não observadores", acrescentou Zelensky.

Mais de 100 cadáveres encontrados em edifício destruído em Mariupol

O assessor do presidente da Câmara de Mariupol disse, no Telegram, que mais de 100 cadáveres foram encontrados nos escombros de um prédio naquela importante cidade do Leste da Ucrânia.

Segundo Petro Andryushchenko, as forças russas, que controlam aquela cidade portuária, não têm planos para recuperar e enterrar os corpos.

Bom dia, começa aqui o acompanhamento ao minuto do 124.º dia de guerra na Ucrânia.