Guerra

Apoio militar da UE ao Exército ucraniano supera os 3,1 mil milhões de euros

Apoio militar da UE ao Exército ucraniano supera os 3,1 mil milhões de euros

A União Europeia (UE) já garantiu apoio militar ao Exército ucraniano em mais de 3.100 milhões de euros através do Fundo Europeu de Apoio à Paz (FEAP), realçou esta sexta-feira o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

"Se somarmos este valor ao montante de apoio bilateral que os Estados-membros estão a prestar à Ucrânia, estamos a chegar aos quase 9.000 milhões de euros, três vezes mais, o que é uma quantia impressionante em tão pouco tempo", sublinhou o Alto representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Borrell falava durante uma visita ao centro de treino de Brzeg, na Polónia, onde destacou que a Missão de Aconselhamento Militar da União Europeia treinará um total de 15.000 soldados ucranianos, o que significa um orçamento total de 100 milhões para a UE.

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Atualmente, cerca de 1.100 soldados estão a receber treino militar em diferentes zonas.

O chefe da diplomacia europeia sublinhou ainda que serão disponibilizados 16 milhões de euros para equipamento militar com fins de treino.

"Outros países vão juntar-se a nós", garantiu, dando como exemplo a Noruega, que, embora não seja membro da UE, já manifestou intenção em apoiar a missão com cerca de 15 milhões de euros.

Ainda durante a visita, o diplomata espanhol anunciou que a UE vai abrir um Laboratório Cibernético de Defesa, em conjunto com o Ministério da Defesa da Ucrânia, liderado por Oleksii Reznikov, para permitir a Kiev "avançar com as competências necessárias para defender a Ucrânia dos ciberataques que está a sofrer".

Borrell elogiou ainda o Exército ucraniano, sublinhando o fracasso das Forças Armadas russas na "conquista" de Kiev e em outros territórios-chave na Ucrânia, de onde Moscovo se retirou nos últimos meses devido à contraofensiva de Kiev.

"Eles mostram que são, em combate real, um dos melhores Exércitos do mundo. Eles têm resistido à agressão russa [como] ninguém poderia esperar", sublinhou.

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