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Obstrução intestinal

Após retirar um litro de líquido do estômago, Bolsonaro ainda pode enfrentar cirurgia

Após retirar um litro de líquido do estômago, Bolsonaro ainda pode enfrentar cirurgia

Diagnosticado com uma obstrução intestinal, Jair Bolsonaro teve de retirar líquido do estômago, aguardando-se agora decisão médica quanto à eventual necessidade de uma intervenção cirúrgica.

O presidente do Brasil, internado na quarta-feira com uma crise de soluços, foi transferido para o hospital Vila Nova Star, em São Paulo, devido a uma obstrução intestinal. Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do governante, fez hoje uma atualização do estado de saúde do pai, revelando que lhe foi retirado um litro de líquido do estômago e que ainda não está totalmente afastada a hipótese da cirurgia.

O último boletim médico conhecido dá conta de que a equipa responsável por Bolsonaro - liderada por António Macedo, que operou o presidente quando ele foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018 - iria optar, inicialmente, por um "tratamento clínico conservador".

Num vídeo publicado originalmente no Telegram, esta quinta-feira, Eduardo explicou que a obstrução intestinal diagnosticada ao chefe de Estado gerou acumulação de líquido no estômago, que teve de ser retirado.

"Existe uma dobra no intestino [de Bolsonaro] que faz com que os alimentos não consigam passar por ali. Isso acabou entupindo e deu-se uma acumulação de líquidos, que acabaram por ir para o estômago, gerando muita dor", contou. O deputado federal avançou ainda que os médicos retiraram "cerca de um litro de líquido" quando o presidente estava ainda no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, onde deu entrada na madrugada de quarta-feira com fortes dores abdominais.

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A equipa do hospital Vila Nova Star está, agora, a avaliar se a obstrução "se desfaz naturalmente" ou se vai ser necessário optar por uma intervenção cirúrgica.

Desde que assumiu a presidência, em 2019, Bolsonaro foi submetido a várias operações abdominais para corrigir sequelas da facada que sofreu no ano anterior e que, aliás, associou ao mais recente problema de saúde.

De recordar que o autor do atentado, Adélio Bispo de Oliveira, ex-filiado do PSOL, foi diagnosticado com um transtorno delirante e declarado inimputável pela justiça, encontrando-se internado na ala psiquiátrica de uma prisão de segurança máxima.

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