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Apreendidos em África mais de 12 milhões de produtos farmacêuticos ilícitos

Apreendidos em África mais de 12 milhões de produtos farmacêuticos ilícitos

Uma operação policial em África levou à apreensão de mais de 12 milhões de produtos farmacêuticos ilícitos e identificou "centenas" de suspeitos.

A Operação Flash-IPPA ('Illicit Pharmaceutical Products in Africa'), coordenada pelas agências de cooperação policial Afripol e Interpol, reuniu agências de controlo de drogas e de aplicação da lei de 20 países africanos para desmantelar estas redes regionais de crime organizado farmacêutico.

Foram efetuados controlos em estradas, mercados de rua, farmácias, armazéns e locais suspeitos de produzir, armazenar ou distribuir produtos farmacêuticos contrafeitos.

Entre os produtos apreendidos constam dois milhões de comprimidos anticonvulsivos, 300 mil comprimidos para tratamento de epilepsia, 1600 testes rápidos de covid-19 e 208 mil máscaras.

A maioria dos medicamentos apreendidos são antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e medicamentos utilizados para tratar disfunções erécteis, reumatismo e epilepsia.

Vacinas e testes covid-19

A Interpol advertiu que a crise relacionada com a pandemia de covid-19 aumentou o comércio de produtos farmacêuticos contrafeitos.

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As operações na África Ocidental revelaram a utilização de certificados de vacinação anti-covid-19 contrafeitos, atestando a vacinação em vários países, já na África Oriental foi descoberta a distribuição e venda ilegal não regulamentada de vacinas genuínas anti-covid-19.

No Benim, foram intercetadas mais de 27 toneladas de medicamentos contrafeitos durante uma rusga, que levou a uma série de investigações regionais e globais.

Na Líbia, foram apreendidos mais de 11,5 milhões de analgésicos e comprimidos para tratamento de epilepsia infantil; e no Níger foram apreendidos 300 mil comprimidos para o tratamento da mesma doença.

Cocaína, cannabis, khat, metanfetaminas, alimentos contrafeitos, óleos, bebidas, cigarros e acessórios para bebés também foram apreendidos durante a operação.

A operação prolongou-se por dois meses, terminou em dezembro, e está agora a desencadear investigações relacionadas em todos os continentes sobre grupos de crime farmacêutico organizado que operam em África.

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