Tensão

Arábia Saudita critica "ataques iranianos à soberania do Iraque"

Arábia Saudita critica "ataques iranianos à soberania do Iraque"

A Arábia Saudita criticou esta quinta-feira os "ataques iranianos à soberania do Iraque", num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros divulgado em Riade.

"O reino denuncia e condena as violações iranianas da soberania do Iraque", indica o comunicado divulgado pela agência oficial SPA, referindo-se ao ataque na quarta-feira com mísseis iranianos contra bases iraquianas com soldados norte-americanos.

A Arábia Saudita é o primeiro dos vizinhos árabes do Iraque a criticar tão claramente os ataques iranianos que foram denunciados por alguns dirigentes em Bagdad, como o presidente Barham Saleh.

O Irão declarou na quarta-feira numa carta enviada à ONU "respeito total" pela soberania e integridade territorial do Iraque após ter disparado 22 mísseis sobre bases iraquianas.

No mesmo comunicado, Riade renovou o seu apelo à "contenção (dirigido) a todas as partes" envolvidas.

As autoridades sauditas exortaram ainda as partes a evitarem uma "escalada para preservar a estabilidade do Iraque e da região".

Na segunda-feira, três dias depois do mais importante general iraniano, Qassem Soleimani, ter sido morto num ataque norte-americano em Bagdad, Riade tinha apelado à calma e o seu chefe da diplomacia, o príncipe Faisal bin Farhan, evocou uma "muito perigosa" escalada entre o Irão e os Estados Unidos.

O rei Salman da Arábia Saudita já tinha sublinhado a necessidade de se tomarem medidas para fazer descer a tensão na região numa conversa com o presidente Saleh no sábado.

A Arábia Saudita, árabe e sunita, disputa a liderança regional ao Irão, persa e xiita.

Mais de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados na madrugada de quarta-feira contra duas bases iraquianas com tropas norte-americanas, em Ain al-Assad e Erbil.

O ataque foi reivindicado pelos Guardas da Revolução iranianos como uma "operação de vingança", em retaliação pelo assassínio por Washington de Soleimani, comandante da sua força Al-Quds.

Numa comunicação ao país, o presidente dos Estados Unidos anunciou que Washington vai intensificar sanções económicas contra o Irão, mas não referiu nova retaliação militar.

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