"Caça ao homem" nos EUA: polícia procura suspeito de balear congressistas do Minnesota

O suspeito foi identificado como Vance Luther Boelter, de 57 anos
Foto: HANDOUT / MINNESOTA DEPARTMENT OF PUBLIC SAFETY HANDOUT / EPA
As autoridades estão, este domingo, à procura do atirador que alvejou dois deputados democratas no Minnesota, matando Melissa Hortman e o marido e ferindo John Hoffman, bem como a respetiva mulher. O suspeito foi identificado como Vance Luther Boelter, de 57 anos.
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Os ataques de sábado ocorreram numa altura em que profundas divisões políticas se alastravam pelos Estados Unidos, no mesmo dia em que centenas de milhares de manifestantes em todo o país saíram às ruas para protestar contra as políticas do presidente republicano Donald Trump.
A deputada estadual democrata Hortman, ex-presidente da Câmara, e o marido Mark foram mortos na sua casa, no subúrbio de Brooklyn, Brooklyn Park, anunciou o governador Tim Walz numa conferência de imprensa. Já o senador estadual John Hoffman e a mulher Yvette foram baleados e feridos em casa em Champlin, nas proximidades, cerca de hora e meia depois.
O atirador conseguiu escapar durante uma troca de tiros com a polícia perto da residência de Hortman. As autoridades identificaram o agressor como Vance Luther Boelter, de 57 anos, que será o diretor de patrulhas de segurança da Praetorian Guards Security Services, uma empresa de segurança doméstica.
Em ambos os ataques, as autoridades acreditam que o atacante se fez passar por polícia. Uma imagem de Boelter divulgada pelo FBI mostra-o a usar o que parece ser uma máscara de látex, possivelmente uma tentativa de evitar a identificação.
O colega de casa de Boelter, David Carlson, disse à emissora local "KARE" que tinha recebido uma mensagem de texto do suspeito a dizer que estaria ausente durante algum tempo e "poderia morrer em breve".
Panfletos dos protestos anti-Trump planeados para o Minnesota, parte da onda nacional de manifestações "No Kings" de sábado, foram encontrados no carro do suspeito, bem como um manifesto que citava vários políticos e autoridades estaduais.
Trump e a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, condenaram o que chamaram de "violência horrível" e disseram que os perpetradores seriam processados"com todo o rigor da lei".
O FBI ofereceu uma recompensa de até 50 mil dólares (43 mil euros) por informações que levem à captura ou condenação de Boelter.

