IATA pede à Venezuela que reconsidere decisão de revogar licenças a companhias aéreas

Caracas revogou as licenças das companhias aéreas estrangeiras que suspenderam os seus voos para a Venezuela
Foto: Ronald Pena R. / EPA
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) pediu, sexta-feira, a Caracas que reconsidere a sua decisão de revogar as licenças das companhias aéreas estrangeiras que suspenderam os seus voos para a Venezuela.
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Em comunicado, a IATA "exorta as autoridades venezuelanas a reconsiderar a revogação das autorizações de operação de várias companhias aéreas internacionais que operam no país e que suspenderam temporariamente os seus voos de e para a Venezuela, na sequência da emissão de alertas de segurança aérea pelos governos dos EUA e de Espanha".
Na quarta-feira, o Instituto Nacional de Aviação Civil (Inac) da Venezuela sancionou as companhias espanhola Iberia, a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a chilena e brasileira Latam, brasileira GOL e a turca Turkish Airlines "por se terem juntado aos atos de terrorismo de Estado promovidos pelo governo dos EUA ao suspender unilateralmente as suas operações aéreas comerciais" para o país.
"As companhias aéreas deram prioridade à proteção dos passageiros e das suas tripulações, evitando operar em zonas de elevado risco. As companhias aéreas reafirmam o seu compromisso com o país e a sua disponibilidade para restabelecer o serviço de forma segura e eficaz assim que as condições o permitirem", sublinha a IATA, no comunicado divulgado esta noite.
Na última sexta-feira, a autoridade americana de regulação da aviação civil (FAA) tinha pedido extremo cuidado aos pilotos das aeronaves que sobrevoam o espaço aéreo venezuelano devido à deterioração da situação de segurança e à intensificação das atividades militares norte-americanas nas Caraíbas.
Os EUA deslocaram para a região o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, e o seu grupo aéreo naval, oficialmente para operações de combate ao tráfico de droga.
Donald Trump alterna entre posições conciliatórias e ameaçadoras sobre a possibilidade de ataques ao território venezuelano. O presidente autorizou ações clandestinas da CIA na Venezuela e recordou que não excluía uma intervenção militar, ao mesmo tempo que afirmou que iria falar com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Maduro denuncia esta mobilização como uma ameaça destinada a derrubá-lo e a apoderar-se das reservas de petróleo do seu país.
