
Trasladação de 22 múmias de reis e rainhas do Egito
Mahmoud KHALED / AFP
Um espetáculo de luzes e música acompanhou o grandioso desfile de 22 múmias de faraós desde o Museu Egípcio, no centro do Cairo, para o Museu da Civilização, nos arredores da capital egípcia.
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O trânsito foi cortado no centro do Cairo para o "grande desfile" passar com carros puxados por cavalos da era faraónica ao longo de cinco quilómetros.
Batizado de "desfile de ouro", o percurso das múmias foi acompanhado com luzes, música e "uma decoração espetacular", com centenas de figurantes vestidos a rigor.
As primeiras carruagens, ornamentadas com motivos dourados e luminosos a fazerem lembrar as embarcações funerárias antigas, deixaram às 20 horas (19 horas em Portugal continental) a Praça Tahrir e o Museu Egípcio do Cairo, onde as múmias estavam há mais de um século.
Sob disparos de canhão, as carruagens chegaram ao Museu Nacional da Civilização Egípcia ao fim de meia hora e foram recebidas pelo presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, pelo primeiro-ministro, Mostafa Madbouli, e pela diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.
As múmias estarão expostas ao público a partir de 18 de abril no Museu Nacional da Civilização Egípcia.
A maioria das múmias pertence à 18.ª Dinastia (1550-1295 antes de Cristo), entre as quais se destaca Hatshepsut, primeira mulher faraó do Egito antigo a reinar como homem, com toda a autoridade do faraó.
Também o pai, Tutmosis I, marido e enteado, Tutmosis III, assim como três outras rainhas da mesma dinastia: Tiy, Meritamun e Ahmose-Nefertari.
Há ainda cinco múmias da Dinastia XIX (1295-1186 antes de Cristo), incluindo a do conhecido Rei Ramsés II, além de Ramsés III, IV, V, VI e IX, todos eles governantes da XX Dinastia (1186-1069 antes de Cristo).
As 22 múmias foram encontradas no final do século XIX na necrópole de Deir al Bahari e no Vale dos Reis, ambas localizadas na cidade de Luxor, no sul do Egito, onde a maioria dos túmulos e tesouros dos faraós foram descobertos.
