
Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
Foto: Presidência da Ucrânia/AFP
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, indicou este sábado que os negociadores de Kiev se preparam para contactos "na próxima semana" sobre uma solução para o conflito no seu país, sem confirmar a reunião trilateral prevista para domingo em Abu Dhabi.
"Estamos em contacto constante com o lado americano e aguardamos que forneçam detalhes sobre as próximas reuniões (...) Contamos com as reuniões da próxima semana e estamos a preparar-nos para elas", afirmou o líder ucraniano na sua declaração diária. Zelensky observou que "a Ucrânia está pronta para trabalhar em todos os formatos", reafirmando que "é importante que estas reuniões se realizem e que levem a resultados concretos".
A declaração do presidente da Ucrânia ocorre no mesmo dia em que negociadores da Rússia e dos Estados Unidos se encontraram em Miami, na Florida, onde ambos os lados se referiram a discussões "produtivas e construtivas", mas não forneceram detalhes.
A delegação russa foi liderada pelo conselheiro do Kremlin Kirill Dmitriev, enquanto do lado de Washington participaram o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, Donald Trump, e que também tem estado envolvido nas negociações.
Estes contactos na Florida ocorreram antes de um possível novo encontro trilateral, que foi apontado pelas partes para domingo em Abu Dhabi, mas que entretanto nenhuma delas confirmou.
Russos, ucranianos e norte-americanos iniciaram conversações em 23 e 24 de janeiro nos Emirados Árabes Unidos sobre o plano proposto por Washington para pôr fim a quase quatro anos do conflito, desencadeado em fevereiro de 2022 pela invasão russa da Ucrânia.
Volodymyr Zelensky ressalvou no entanto na sexta-feira que as conversações ainda estavam paralisadas devido à questão do futuro dos territórios no leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo. A Rússia pretende que as forças ucranianas se retirem das zonas da região do Donbass que ainda controlam, uma exigência repetidamente recusada por Kiev.
