Resumo do dia

As armas biológicas como "pretexto" e a ameaça de invasão pela Bielorrússia

As armas biológicas como "pretexto" e a ameaça de invasão pela Bielorrússia

O 16.º dia de guerra foi marcado por uma contínua troca de acusações entre a Rússia, a Ucrânia e os EUA sobre a existência de armas biológicas e químicas prontas a ser usadas. Kiev revelou que a Bielorrússia pode juntar-se ainda hoje à Rússia na invasão depois de Putin e Lukashenko se terem encontrado em Moscovo. Os pontos-chave desta sexta-feira:

- Em mais uma madrugada de ataques, as forças russas atingiram as cidades ucranianas de Lutsk e Dnipro, incluindo zonas residenciais, tendo sido registado pelo menos um morto;

- O governador regional de Kharkiv disse que as forças russas atingiram um hospital psiquiátrico na região que tinha cerca de 330 pessoas no interior - 50 não conseguiam mover-se. Em Dnipro, foram bombardeados um infantário e um edifício residencial;

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- O Governo russo disse que forças da autoproclamada República Popular de Donetsk assumiram o controlo da cidade ucraniana de Volnovaja;

- O centro estatal de comunicações estratégicas da Ucrânia disse que a Bielorrússia pode juntar-se à Rússia e invadir a Ucrânia após uma reunião em Moscovo entre o presidente russo Vladimir Putin e o líder bielorrusso Alexander Lukashenko. Durante o dia, a Ucrânia acusou aeronaves russas de dispararem contra um assentamento bielorrusso perto da fronteira do espaço aéreo ucraniano na tentativa de arrastar a Bielorrússia para a guerra na Ucrânia.

- O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, afirmou que as forças de Moscovo encontraram evidências de uma tentativa de limpeza de provas da existência de armas biológicas na Ucrânia. EUA acusam Rússia de "fabricar um pretexto para um ataque";

- A Ucrânia organizou 12 novos corredores de evacuação, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Cargas com alimentos e medicamentos estão a caminho das cidades e vilas de Izyum, Enerhodar, Volnovakha, Polohy, Bucha, Hostomel, Borodyanka, Andriivka, Mykulychi Makariv, Kozarovychi e Mariupol;

- A procuradoria russa ordenou um "controlo estrito" de empresas estrangeiras que anunciaram a suspensão das atividades no país;

- Os EUA e os aliados decidiram excluir a Rússia do regime recíproco normal que rege o comércio mundial, abrindo caminho à imposição de tarifas sancionatórias. Biden também prometeu que a Rússia "pagará um preço elevado se usar armas químicas" na Ucrânia;

- O Reino Unido aplicou uma nova onda de sanções contra Moscovo, visando 386 membros do parlamento russo que apoiaram a invasão da Ucrânia. Também o Japão anunciou novas sanções contra a Bielorrússia, congelando os ativos de três bancos;

- A Rússia confirmou que vai restringir o acesso ao Instagram. Isto acontece depois de a empresa que controla a rede social, a Meta, ter mudado as regras em alguns países, permitindo a expressão de sentimentos violentos em relação às forças russas, mas não a civis russos. O acesso ao Facebook, também de propriedade da Meta, e ao Twitter também já foi restringido;

- A República Popular da China denunciou "ataques informáticos contínuos" contra a rede nacional desde fevereiro e que tiveram como finalidade promover ações cibernéticas contra a Rússia, a Ucrânia e a Bielorrússia;

- A guerra na Ucrânia provocou pelo menos 564 mortos e 982 feridos civis, incluindo dezenas de crianças. Mais de 2,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia, incluindo 116 mil cidadãos de países terceiros, desde o início da invasão russa a 24 de fevereiro.

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