Covid-19

As medidas que os países europeus já impuseram antes das Festas

As medidas que os países europeus já impuseram antes das Festas

Para prevenir o aumento de casos e hospitalizações ligados à ómicron, vários países avançam com novas medidas, que passam por restrições às viagens e limitações de pessoas em festas.

A disseminação da variante ómicron, considerada extremamente transmissível, tem levado a parte dos países europeus a aplicar novas medidas de contenção do vírus. A poucos dias do Natal, as regras sanitárias, que se traduzem em confinamentos e restrições, ameaçam a época festiva, que este ano se esperava menos restrita.

Este domingo, os Países Baixos iniciaram um novo confinamento. Atualmente, todos os estabelecimentos considerados não essenciais, bares, ginásios, cabeleireiro, cinemas e teatros estão fechados e assim devem permanecer até dia 14 de janeiro.

Para complementar estas medidas, o Governo decidiu reduzir para duas o número de visitas que os cidadãos podem receber em casa. No entanto, será aberta uma exceção no Natal e no Ano Novo, altura em que os holandeses podem abrir a porta a quatro convidados.

Mark Rutte, primeiro-ministro do país, destaca que as restrições implementadas esta semana são inevitáveis para controlar a pandemia, mas mostra-se compreensivo com o descontentamento da população. "Isto acontece exatamente uma semana antes do Natal, outro Natal que será completamente diferente do que gostaríamos", afirmou o governante.

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O Governo britânico tem resistido à imposição de novas restrições antes da época natalícia, mas o país tem assistido a um grande aumento dos casos de covid-19 associados à ómicron. Em todo o território, mais de 10 mil casos estão associados à nova variante.

O ministro da Saúde, Sajid Javid, não exclui a possibilidade de serem implementadas novas medidas ainda esta semana. Também Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, teceu considerações semelhantes, informando que tem estado atento à evolução dos casos no país. No entanto, vários especialistas em saúde pública discordam desta abordagem, alertando que esperar que as coisas piorem pode ser uma decisão que vem "tarde demais", cita o jornal "The Guardian".

Por sua vez, a rainha de Inglaterra, Isabel II, deu o exemplo e cancelou os planos de Natal em Sandringham, optando por comemorar a data no Castelo de Windsor, em Londres, onde deverá receber menos visitas.

Esta terça-feira, o autarca trabalhista de Londres, Sadiq Khan, anunciou o cancelamento das festividades previstas na capital britânica para o Ano Novo.

Atualmente, para entrar em bares, discotecas e estádios os britânicos têm de apresentar o certificado digital de vacinação ou o comprovativo de teste negativo.

No início desta semana, o Governo alemão propôs algumas medidas para conter uma nova vaga da pandemia. Segundo a Reuters, serão propostos limites nos ajuntamentos, sendo estabelecido um limite máximo de 10 pessoas a partir do dia 28 de dezembro. Além desta medida, as autoridades políticas também estão a planear fechar bares e discotecas e reduzir o número de pessoas permitidas em grandes eventos. No entanto, este plano ainda será discutido pelos líderes dos estados alemães.

No domingo, o Executivo garantiu que não ia haver um novo confinamento até ao Natal, mas Karl Lauterbach, ministro da Saúde alemão, alerta: "Já ultrapassamos o número crítico de infeções com a variante ómicron", frisou.

Até agora, a Alemanha tem conseguido desacelerar uma nova onda da pandemia, o que se deve ao aumento da vacinação de reforço. Ainda assim, a taxa da vacinação está aquém da meta estabelecida pelo Governo, que é de 75%.

No país vizinho, a incidência acumulada de covid-19 aumentou nos últimos dias, o que leva o Governo de Madrid a ponderar a aplicação de novas regras.

Pedro Sánchez, primeiro-ministro do país, convocou para a próxima quarta-feira uma videoconferência com os presidentes de todas as comunidades autónomas. O chefe do Executivo considerou que esta nova vaga representa um "risco real", embora ao mesmo tempo tenha enviado uma mensagem de "confiança" e "calma" aos cidadãos.

Ainda assim, algumas regiões espanholas já começam a antecipar restrições. É o caso do Governo regional da comunidade autónoma da Catalunha que anunciou ontem que pretende voltar a implementar um recolher obrigatório para controlar o aumento "avassalador" dos contágios. O Executivo regional também quer limitar a vida noturna e as reuniões sociais a um máximo de 10 pessoas. Por seu turno, a Comunidade Valenciana vai pedir ao Tribunal Superior da região para permitir o alargamento da exigência do passaporte covid-19 a mais espaços públicos, entre eles os estabelecimentos de ócio e restauração, assim como cinemas e ginásios.

O Ministério da Saúde espanhol também informou que 37,79 milhões de pessoas já estão totalmente vacinadas contra a covid-19 (89,7% da população elegível).

Paris está a tentar conter a disseminação da covid-19 e já deixou algumas recomendações para a época festiva, indicando que a população deve ser testada antes de se juntar em reuniões familiares. O site do Governo destaca ainda que deve existir uma limitação de ajuntamentos, mas não refere um número limite.

A câmara de Paris também anunciou, no sábado, que os festejos planeados para a passagem de ano foram cancelados. O primeiro-ministro Jean Castex alertou que o próximo ano será mais exigente, alertando que as medidas podem apertar para os não vacinados.

Em França, desde 10 de dezembro que os bares e discotecas estão encerrados e assim deverão permanecer até ao início de 2022.

Num altura em que a nova variante se está a disseminar fortemente, sobretudo na capital francesa, o país está a centrar todos os esforços na vacinação em massa. Cerca de 76,8% da população já estão totalmente vacinados.

A variante Ómicron representa mais de metade dos novos casos do país. A situação está a preocupar o Governo, mas para já ainda não está definido um confinamento geral. Desde segunda-feira, os bares, restaurantes, cinemas e teatros devem fechar às 20 horas. Já os eventos voltaram a ter um número limitado de pessoas. O certificado digital também é obrigatório para o acesso a locais de lazer.

Na semana passada, Micheál Martin, primeiro-ministro irlandês, já tinha alertado para o risco que a nova variante representa para o sistema hospitalar, mas também "para a sociedade e a economia" do país. O governante sublinhou que a variante está a propagar-se "de forma agressiva" em todas as faixas etárias.

O país já tinha apertado as restrições no início do mês, mas as novas medidas serão agora prolongadas até 30 de janeiro.

Relativamente às viagens, todos os passageiros que chegam ao país deverão realizar um teste PCR ou antigénio.

Num momento em que o país já está a enfrentar uma quinta onda da pandemia, o Executivo intensificou as medidas de contenção desde segunda-feira. Atualmente, apenas as pessoas que estão vacinadas ou estão recuperadas da doença podem ter acesso a restaurantes, estabelecimentos culturais, espaços de lazer e eventos desportivos.

Já as reuniões privadas deverão ser limitadas a 10 pessoas, incluindo crianças, caso alguém do grupo não esteja vacinado ou não tenha recuperado do vírus.

Para os portugueses que viajam para a Suíça não é obrigatório fazer quarentena, apenas terão de apresentar um teste PCR negativo para poder embarcar e efetuar um segundo teste entre o quarto e o sétimo dia depois de chegar a território helvético.

Mario Draghi, primeiro-ministro italiano, convocou uma reunião com o Governo para quinta-feira, de modo a debater novas restrições. A decisão surge numa altura em que o Executivo prevê um aumento no número de casos e internamentos em consequência da disseminação da nova variante.

De acordo com o jornal "Corriere della Sera", as novas regras podem passar por obrigar as pessoas já vacinadas a apresentar um teste negativo no acesso a espaços com grande influência e o regresso da máscara obrigatória na rua.

Desde a semana passada, o país voltou a exigir teste negativo à covid-19 a todas as pessoas que viajam desde países da União Europeia.

Um mês depois de ter anunciado um confinamento geral, o país decidiu abrir algumas exceções, permitindo a entrada de pessoas vacinadas no país, porém só se estas já tiverem tomado a dose de reforço. Os restantes viajantes devem apresentar um teste negativo, caso contrário deverão cumprir um período de isolamento.

A justificar a suspensão do confinamento está o recuo do número de novas infeções. Assim, nos dias 24, 25 e 26 de dezembro, bem como na véspera de Ano Novo, as pessoas não-vacinadas vão poder reunir-se em pequenos grupos, com um máximo de 10 pessoas. Já as pessoas vacinadas ou recuperadas vão poder juntar-se em grupos maiores, de 11 a 25 pessoas.

Apesar de dar mais liberdade à população, na segunda-feira, a Áustria iniciou a aplicação de medidas que incluem a obrigatoriedade de apresentação de certificado de vacinação ou recuperação para entrar em hotéis, restaurantes, discotecas, bares, ginásios, teatros, cinemas, cabeleireiros e mercados de Natal.

A partir de fevereiro de 2022, o Governo pretende tornar a vacinação obrigatória, o que tem causado um grande descontentamento na população, que se tem feito ouvir em vários protestos espalhados pelo país.

O Governo brasileiro anunciou na segunda-feira que será necessária a apresentação do certificado de vacinação contra a covid-19, assim como um teste negativo à doença, para a entrada no país por via aérea.

O Executivo de Jair Bolsonaro determinou que os passageiros que desembarquem no país terão de apresentar à companhia aérea o certificado de vacinação, um teste negativo, do tipo RT-PCR realizado até 72 horas antes do embarque ou teste de antígénio feito em até 24 horas.

"Os viajantes dispensados do comprovativo de vacinação, ao ingressarem no território brasileiro, deverão realizar quarentena, por 14 dias, na cidade do seu destino final e no endereço registado na Declaração de Saúde do Viajante", pode ler-se na portaria

Essa quarentena pode ser descontinuada mediante um resultado negativo ao teste RT-PCR ou de antígeno realizado a partir do 5.º dia do início da quarentena, desde que o viajante esteja assintomático, segundo o documento.

Já os brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, que saíram do país até 14 de dezembro de 2021, estão dispensados da apresentação do certificado de vacinação ou de quarentena no regresso ao país sul-americano.

com Agências

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