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Ashli Babbitt: Mulher morta no Capitólio era veterana da Força Aérea e apoiante de Trump

Ashli Babbitt: Mulher morta no Capitólio era veterana da Força Aérea e apoiante de Trump

A mulher morta a tiro pela polícia, esta quarta-feira, durante a invasão ao Capitólio dos EUA por uma multidão, foi identificada pela imprensa norte-americana como sendo a veterana da Força Aérea Ashli Babbitt, de 35 anos.

Ashli Babbitt, de San Diego, na Califórnia, participou em quatro missões durante os seus 14 anos na Força Aérea dos EUA, contou o marido à estação "Kusi Tv". Era uma fervorosa apoiante do presidente Trump e partilhava com frequência teorias da conspiração QAnon.

Babbitt foi baleada por um agente à paisana após invadir o Capitólio e tentar entrar na Câmara dos Representantes, explicou o chefe da polícia de Washington, Robert Contee. Incitados por Donald Trump, os seus apoiantes pretendiam interromper a ratificação do resultado das eleições presidenciais, que atribuía a vitória ao democrata Joe Biden.

Outro apoiante de Trump, que assistiu ao tiroteio, relatou as circunstâncias da morte ao canal Wusa 9. "Uma série de agentes da polícia e dos serviços secretos diziam: - volte para trás, desça, saia do caminho. Ela não acedeu ao pedido e, quando corríamos para agarrar as pessoas e puxá-las para trás, eles dispararam no pescoço e ela caiu de costas sobre mim", recorda.

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No dia anterior, Ashli Babbitt tinha escrito no Twitter: "Nada nos vai parar... eles podem tentar e tentar e tentar, mas a tempestade já chegou e vai cair sobre Washington DC em menos de 24 horas... da escuridão à luz!". Também partilhou recentemente várias mensagens pró-Trump, nas redes sociais, incluindo um vídeo do presidente a exortar os seus apoiantes a juntarem-se à marcha na capital.

À "NBC 7" o seu cunhado, Justin Jackson, descreveu Ashli como "leal e também extremamente apaixonada por aquilo em que acreditava". "Ela amava este país e sentia-se honrada por ter servido as nossas Forças Armadas", disse.

O incidente que conduziu à sua morte está a ser investigado pela Unidade de Assuntos Internos das Forças de Segurança, responsável por investigar mortes que envolvam agentes, de acordo com a imprensa dos EUA. A polícia de Washington confirmou, entretanto, a morte de mais três pessoas (uma mulher e dois homens), já no hospital, em circunstâncias ainda não explicadas.

As autoridades acrescentaram que pelo menos 14 polícias ficaram feridos, dois deles em estado grave, tendo sido efetuadas mais de meia centena de detenções, sendo que cerca de 30 aconteceram por violação do recolher obrigatório.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio, e as autoridades de Washington decretaram o recolher obrigatório entre as 18 horas e as 6 horas locais (entre as 23 horas e as 11 horas em Portugal continental).

Entretanto, o Congresso dos Estados Unidos ratificou, já esta quinta-feira, a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro, a última etapa antes de ser empossado a 20 de janeiro. O vice-presidente republicano, Mike Pence, validou o voto de 306 grandes eleitores a favor do democrata contra 232 para o presidente cessante, Donald Trump.

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