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Asiana Airlines defende competência dos pilotos

Asiana Airlines defende competência dos pilotos

A companhia aérea sul-coreana Asiana Airlines defendeu, esta terça-feira, os pilotos envolvidos num acidente aéreo em São Francisco, nos Estados Unidos, considerando-os "muito competentes", quando as atenções estão centradas num alegado erro humano que fez o Boeing 777 bater na pista.

Investigadores norte-americanos dizem que o avião estava a voar muito devagar quando embateu, no sábado, num paredão próximo da pista do aeroporto californiano, na costa oeste dos EUA.

O chefe-executivo da Asiana Airlines, Yoon Young-Doo, anunciou, esta terça-feira, que irá viajar para Califórnia para se encontrar com as autoridades de segurança e com as vítimas do acidente, depois de os investigadores norte-americanos terem começado a questionar a tripulação da cabina.

Duas raparigas chinesas morreram e mais de 180 pessoas ficaram feridas quando o voo proveniente de Xangai via Seul perdeu o controlo, antes de o avião se incendiar.

Yoon Young-Doo disse que o formador agia como copiloto no momento do acidente. Lee Jung-Min, formador, fez 33 voos no Boeing 777 com destino a São Francisco e tem mais de 3000 horas no seu currículo, muito mais do que as 500 requeridas.

O piloto que estava aos comandos, Lee Kang-Kuk, fez 29 viagens para São Francisco mas num Boeing 747, disse o chefe-executivo da Asiana Airlines.

"Eles são pilotos muito experientes e competentes", assegurou Yoon Young-Doo aos jornalistas em Seul, acrescentando que a companhia aérea sul-coreana vai melhorar a sua formação de simulação de aterragem.

"Eu sinto uma enorme responsabilidade pelas pessoas afetadas pelo acidente", sublinhou. "Vou para São Francisco para me reunir com as autoridades competentes dos EUA, fazer uma visita de cortesia ao NTSB (National Transportation Safety Board - organização independente responsável pela investigação de acidentes de aviação dos EUA) e para expressar pesar àqueles que se encontram no hospital".

Os dados mostram que o avião estava a viajar a uma velocidade aproximada de 106 nós - acentuadamente menor do que a adequada para a aterragem. "Cento e trinta e sete nós é a velocidade que eles querem ter quando cruzam a pista", disse Hersman

Na segunda-feira, Yoon atacou os relatos que referiam que a inexperiência do piloto podia ser uma das causas do acidente, dizendo que era uma especulação "intolerável".

Hersman também disse que era muito cedo para apresentar culpas por um erro humano."Temos que ter noção do que estes pilotos sabiam, e nós precisamos de perceber como é que eles estavam a pilotar o avião - estavam a pilotá-lo manualmente? Estavam a confiar no piloto automático ou havia uma combinação de ambos?, questionou Hersman.

As perguntas sobre a experiência da tripulação têm-se intensificado, após a Asiana Airlines ter dito que o piloto formador estava no seu primeiro dia de trabalho, tendo recebido a sua licença de ensino para o Boeing 777 apenas um mês antes do acidente.

A companhia aérea também disse que o piloto formando tinha apenas 43 horas de experiência no Boeing 777, embora tenha acumulado 9000 horas de experiência noutros aparelhos.

Família e amigos estão de luto pela morte das duas raparigas, Ye Mengyuan, 16, e Wang Linjia, 17, no leste da China, na província de Zheijiang.

Uma das raparigas pode ter sido atropelada por um carro de bombeiros, enquanto fugia do incêndio, disse o chefe dos bombeiros de São Francisco, Joannne Hayes-White, aos jornalistas.

De acordo com as bases de dados de segurança de aviação, as duas adolescentes mortas são as primeiras vítimas do Boeing 777 em 18 anos de serviço.

Foi o primeiro acidente com mortos de um avião de passageiros da Asiana Airlines desde 1993.

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