Síria

Assad afirma que ataque contra exército foi "agressão" dos EUA

Assad afirma que ataque contra exército foi "agressão" dos EUA

O presidente sírio, Bashar al-Assad, descreveu o ataque da coligação liderada pelos Estados Unidos contra as suas forças no leste do país, durante o fim de semana, como uma "flagrante agressão norte-americana".

Num encontro com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Jaberi Ansari, Assad acusou as potências mundiais de apoiarem "organizações terroristas" na Síria, como o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"Cada vez que o Estado sírio obtém progressos no terreno, ou no sentido da reconciliação no país, os Estados anti-Síria aumentam o apoio a organizações terroristas", de acordo com declarações de Assad publicadas pela agência noticiosa estatal síria SANA.

"O último exemplo disto é a flagrante agressão norte-americana contra um das posições do exército sírio em Deir Ezzor, que beneficiou o EI" no sábado, acrescentou, usando o acrónimo árabe Daesh.

O ataque no sábado à noite teve como alvo um posto do exército sírio perto de Deir Ezzor (leste), onde as forças governamentais combatem o EI desde o ano passado.

Pelo menos 62 soldados sírios foram mortos no ataque. O Pentágono admitiu que pode ter atingido soldados sírios, mas estava a seguir posições do EI na zona.

"Forças anti-Síria estão a gastar toda a sua energia e capacidades para prolongar a guerra terrorista contra a Síria", declarou Assad.

O governo sírio acusou a coligação liderada pelos Estados Unidos - que há mais de dois anos está a bombardear posições do EI na Síria - de realizar um "ataque intencional" para apoiar o EI na zona.

No domingo, numa entrevista telefónica a partir de Damasco, Buthaina Shaaban, um dos principais assessores de Assad, disse à agência noticiosa France Presse (AFP) que o governo "acredita que o ataque foi intencional".

"Nenhum dos factos no terreno aponta para um erro ou uma coincidência", disse.

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