Reino Unido

Assessor de Boris Johnson cometeu infração ao confinamento, diz polícia britânica

Assessor de Boris Johnson cometeu infração ao confinamento, diz polícia britânica

A polícia britânica concluiu que Dominic Cummings, assessor do primeiro-ministro, Boris Johnson, cometeu uma violação "menor" das regras de confinamento introduzidas para combater o novo coronavírus, mas não pretende abrir um processo.

Cummings admitiu ter conduzido cerca de 400 quilómetros até a casa de seus pais, em Durham, no nordeste da Inglaterra, durante o confinamento, e depois ter viajado até uma localidade turística, a 50 quilómetros de distância.

A polícia de Durham disse esta quinta-feira que o segundo trajeto, até à vila de Barnard Castle, poderia ser considerada "uma pequena violação" das regras do confinamento, e que justificaria a intervenção "se ele fosse apanhado em flagrante.

Porém, acrescentou, "não há intenção de tomar medidas retrospetivas".

Boris Johnson resistiu à pressão para demitir Cummings da oposição e de dezenas de deputados do próprio partido, argumentando que o assessor agiu de forma "responsável" e dentro da lei e que "seguiu os instintos de qualquer pai".

Cummings defendeu-se, dizendo que viajou para garantir que seu filho de quatro anos pudesse ser cuidado pela família se ele e a mulher ficassem incapacitados com sintomas do coronavírus.

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A viagem a Barnard Castle, explicou, destinou-se a testar a capacidade de visão, que terá sido afetada pela doença, antes de regressar a Londres em meados de abril.

Uma sondagem publicada na quarta-feira pelo jornal "Daily Mail" indicava que 66% dos inquiridos eram a favor de demissão de Cummings e só 17% estavam contra.

O Reino Unido é atualmente o país com o segundo maior número de mortes, atrás dos EUA, tendo registado 37048 mortes e 267240 casos de contágio durante a pandemia, segundo o balanço de quarta-feira do Ministério da Saúde britânico.

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