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Associação portuguesa em Nova Iorque recolhe donativos para Moçambique

Associação portuguesa em Nova Iorque recolhe donativos para Moçambique

Uma associação de 68 organizações portuguesas do Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos da América (EUA), lançou esta semana uma campanha de recolha de donativos para as vítimas do ciclone Idai em Moçambique.

A campanha da New York Portuguese American Leadership Conference (NYPALC) estende-se por toda a área do estado de Nova Iorque e foi iniciada esta semana depois de contactos da associação com a Cruz Vermelha, a Agência de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, a Agência Federal de Gestão de Emergências e com permanente contacto com a Embaixada de Moçambique em Washington.

A campanha "Together for Mozambique" ("Juntos por Moçambique") pretende recolher vários materiais de ajuda às dezenas de milhares de pessoas que ficaram sem casa na passagem do ciclone Idai por Moçambique, no dia 14 de março.

Moçambique está hoje a cumprir o terceiro dia de luto nacional decretado pelo Presidente Filipe Nyusi, que indicou que 350 mil pessoas "estão em situação de risco".

Roupa, mantas, produtos de higiene, conservas de comida, leite em pó e pastilhas de purificação de água são os donativos que a iniciativa vai recolher, para que seja enviado pelo menos um contentor de carga com donativos para Moçambique, por via marítima.

A presidente da organização sem fins lucrativos NYPALC, Isabelle, Coelho-Marques, disse à agência Lusa que a campanha encontra-se na fase inicial, mas com uma base sólida de apoiantes.

"Estamos na parte inicial desta campanha, onde temos assegurado o apoio e a participação ativa dos centros comunitários portugueses no Estado de Nova Iorque para recolher, organizar e embalar todos os materiais que se recolham durante a campanha", disse Isabelle Coelho-Marques.

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A campanha tem também uma iniciativa de recolha de dinheiro via internet, para que, com os fundos recolhidos, se comprem mais produtos.

Os doadores devem levar os materiais para o centro local da NYPALC.

A organização está a prever três semanas de recolha de donativos e de trabalho para encher um contentor de carga para ser transportado por via marítima para Moçambique.

Nas palavras da dirigente, o motivo que levou à criação desta iniciativa foi o "vínculo muito forte entre os portugueses e o povo moçambicano -- a nossa história conjunta e a nossa língua, que nos liga para todo sempre".

A campanha quer transmitir às vítimas em Moçambique uma mensagem de "esperança e de amor", explicou a presidente da associação NYPALC.

"Força! Não estão sós, o Mundo está convosco e os esforços estão a caminho!" acrescentou Isabelle Coelho-Marques para os moçambicanos em sofrimento.

A NYPALC foi fundada em 1973, sem fins lucrativos e sem afiliações políticas e conta atualmente com 67 organizações entre os membros, que capacitam os cidadãos portugueses e lusodescendentes de Nova Iorque por meio de advocacia, participação cívica, desenvolvimento comunitário e educação.

O ciclone Idai deixou uma marca de destruição nos três países afetados, Moçambique, Zimbabué e Maláui.

O balanço provisório da passagem do Idai é de 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui.

O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março, e a ONU alertou que 400.000 pessoas desalojadas necessitam de ajuda urgente, avaliada em mais de 40 milhões de dólares (mais de 35 milhões de euros).

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

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