Covid-19

AstraZeneca acordou distribuir 400 milhões de vacinas para a covid-19, mas ainda não sabe se funcionam

AstraZeneca acordou distribuir 400 milhões de vacinas para a covid-19, mas ainda não sabe se funcionam

A AstraZeneca, gigante farmacêutica com sede no Reino Unido, é uma das instituições que está na corrida contra o tempo para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus. A empresa assumiu esta quinta-feira que já existem acordos para distribuir 400 milhões de doses, mas a eficácia da vacina contra a covid-19 ainda não foi comprovada.

O mundo está quase todo à espera do mesmo: uma vacina capaz de matar o vírus da covid-19. Melhor do que isso, uma vacina produzida e distribuída em larga escala para todo o mundo num curto espaço de tempo. Mas a tarefa hercúlea para erradicar uma infeção desconhecida não é fácil.

Vários centros de investigação, farmacêuticas e universidades estão a tentar descobrir a fórmula mágica. Algumas instituições já se adiantaram, e mesmo desconhecendo a eficácia da vacina, já fazem negócios para o futuro. É o caso da AstraZeneca, uma gigante farmacêutica com sede no Reino Unido, que já estabeleceu acordos para distribuir 400 milhões de doses e que continua em negociações.

A empresa, em conjunto com a Universidade de Oxford e o Instituto Jenner, é capaz de produzir mil milhões de doses da vacina AZD1222 (nome dado pela AstraZeneca) durante este e o próximo ano (2020 e 2021). Porém, há um pequeno grande senão: a eficácia da vacina ainda não foi comprovada. Em comunicado, a farmacêutica explica que, no último mês, a vacina foi testada em mais de mil voluntários (com idade entre os 18 e os 55 anos) em vários locais do sul de Inglaterra. Os resultados serão conhecidos brevemente e caso sejam positivos, os testes vão ser alargados a mais países. Porém, não há certezas. No mesmo documento, a AstraZeneca reconhece que há a possibilidade de a vacina não funcionar. "Estamos comprometidos em evoluir com o nosso programa clínico", lê-se.

A eficácia da vacina ajudaria a resolver um grande problema mundial chamado covid-19 e a solução começaria a surtir efeito no Reino Unido já em setembro, segundo a gigante farmacêutica. Pelo comunicado, conhecido esta quinta-feira, é possível perceber que tanto o Reino Unido como os Estados Unidos são os grandes patrocinados desta invstigação. Por exemplo, a Autoridade Biomédica de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado dos EUA deu mil milhões de dólares (cerca de 910 milhões de euros) para o desenvolvimento, produção e distribuição das doses.

Apesar dos dois grandes "pólos" por detrás da AZD1222 , Pascal Soriot, diretor executivo da AstraZeneca, diz que "farão tudo o que estiver ao seu alcance para que a vacina seja feita rapidamente e esteja amplamente disponível".

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