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AstraZeneca cancela reunião com Bruxelas sobre atraso da vacina

AstraZeneca cancela reunião com Bruxelas sobre atraso da vacina

Aumenta a tensão entre Bruxelas e a AstraZeneca. A Comissão Europeia considerou "inaceitável" um corte de 60% na entrega prevista das doses da vacina covid-19 à União Europeia (UE). A farmacêutica cancelou uma reunião com dirigentes europeus e vai antes responder por escrito à comissária da Saúde.

A fabricante de vacinas AstraZeneca recusou participar numa reunião de altos funcionários da UE marcada para esta quarta-feira à noite, numa altura em que aumenta a disputa de argumentos entre a farmacêutica e Bruxelas face ao anunciado corte de 60% na entrega prevista de doses da vacina covid-19 no primeiro trimestre de 2021.

A ausência da reunião foi avançada por um funcionário da Comissão Europeia (CE).

O cancelamento ocorre após o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, ter dito na noite de terça-feira que a empresa não tem uma obrigação contratual com a UE, mas um acordo de "melhor esforço" para fornecer a vacina à UE.

Em vez da reunião, a empresa responderá por escrito ao pedido da Comissária de Saúde Stella Kyriakides por mais informações sobre o anunciado atraso na entrega, disse o funcionário da Comissão.

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A mesma fonte confirma que a farmacêutica tem de facto um acordo de "melhor esforço" nas entregas, mas assinou um acordo de compra antecipada que incluía a obrigação de a empresa ter capacidade de produção para entregar as doses.

Acordo para 400 milhões de doses

A empresa britânico-sueca tem um acordo com a CE para fornecer 400 milhões de doses da sua vacina contra o coronavírus, que se espera obter a aprovação da UE na sexta-feira.

Mas, devido ao que disse ser um défice de produção nas suas fábricas europeias, a empresa avisou que falhará esse objetivo, enquanto ainda cumpre um contrato separado que assinou com o Reino Unido.

Na entrevista de terça-feira, Pascal Soriot disse que o Reino Unido tinha assinado o contrato três meses antes da UE e que isto tinha dado à empresa tempo para corrigir "falhas" nas fábricas britânicas.

"Quanto à Europa, estamos três meses atrasados na resolução dessas falhas. Gostaria de fazer melhor? Claro", reconheceu. "Uma das fábricas com maior rendimento está no Reino Unido, porque começou mais cedo", explicou.

"De qualquer modo, não nos comprometemos com a UE. Não é um compromisso que temos com a Europa, é um 'melhor esforço': dissemos que íamos fazer o nosso melhor esforço"., reiterou o CEO da AstraZeneca.

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