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Ataque à Síria: o que precisa de saber e as imagens da destruição

Ataque à Síria: o que precisa de saber e as imagens da destruição

Estados Unidos, Reino Unido e França levaram a cabo, durante a madrugada deste sábado, uma operação conjunta de "bombardeamentos de precisão" na Síria, como resposta ao uso de armas químicas contra civis, que aqueles países atribuem ao governo de Bashar al-Assad. O JN preparou uma série de peças, onde pode acompanhar as ações, reações e imagens do pós-ataque.

A operação, que durou cerca de 70 minutos, atingiu com sucesso três alvos relacionados com a produção e armazenamento de armas químicas e biológicas: um laboratório usado para a "investigação, desenvolvimento e testes", perto de Damasco; um depósito onde estavam armazenadas as principais reservas de gás sarin, em Homs; e um outro armazém e "importante centro de comandos" na mesma cidade. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, todos os locais atingidos estavam ligados ao Instituto de Estudos Científicos e Centro de Investigação, a entidade que os EUA e aliados acreditam ser o foco de produção de armas químicas.

- Os mísseis disparados (cerca de 100, de acordo com o ministério da Defesa russo) atingiram com sucesso todos os alvos e terão, segundo Estados Unidos e França, destruído grande parte do arsenal químico da Síria.

- Veja a fotogaleria que lhe mostra alguns meios aéreos utilizados durante o ataque e os momentos em que os mísseis atingiram solo sírio.

- Assista ainda ao vídeo publicado na página de Facebook do Exército Árabe Sírio, onde é possível detetar, no céu escuro, projéteis a cairem sobre Damasco.

- Na sequência dos ataques, não tardaram as reações. Leia aqui o que pensam os países e as instituições internacionais sobre os ataques deste sábado e sobre a alegada utilização de armas químicas contra civis por parte do governo de Bashar al-Assad.

- O presidente sírio, Bashar al-Assad, garantiu estar mais determinado do que nunca em "esmagar o terrorismo" por todo o território.

- O presidente da Rússia, aliado do governo sírio, apelou à realização de uma sessão de emergência na ONU. O Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma resolução apresentada pela Rússia que condenava os ataques norte-americanos, franceses e britânicos na Síria, ao não garantir os nove votos necessários para a aprovação.

- Donald Trump, que, durante a madrugada, anunciou a operação conjunta com Reino Unido e França, vangloriou-se no Twitter pelo sucesso da execução da mesma e parabenizou todos os militares envolvidos.

- Horas depois da ação ocidental, centenas de civis e militares sírios reuniram-se na histórica praça Omayyad, em Damasco. Com semblantes alegres e erguendo bandeiras sírias, russas e iranianas, muitos seguraram cartazes com a cara do presidente sírio, Bashar al-Assad, no poder desde 2000, enquanto cantavam e batiam palmas.

- O presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas portuguesas, Marcelo Rebelo de Sousa, aproveitou o discurso nas cerimónias do Dia do Combatente, centenário da Batalha de La Lys, para tecer considerações sobre a tensão na Síria.

- Os EUA revelaram ter informações que apontam para que o regime sírio tenha utilizado no ataque químico em Douma, a 7 de abril, dois tipos de gases, cloro e sarin.

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